terça-feira, 31 de março de 2015

Graphic Novel #05: Batman - A Piada Mortal


GRAPHIC NOVEL #05: BATMAN - A PIADA MORTAL
Digitalização e Remasterização Eudes Honorato


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Esta clássica Graphic Novel foi relembrada por esses dias por (mais) uma capa polêmica, desta vez da revista Batgirl. Escrita por Alan Moore e desenhada por Brian Bolland, ela veio para separar os homens das crianças. Mostrar que os quadrinhos realmente não eram "revistinhas" que apenas os infantes podiam manusear.

Ao contar a origem do Coringa - ou uma delas - Alan Moore nos arrasta para um conto de terror e agonia quando o "palhaço do crime", o "jóker", deixa de ser um inimigo como outro qualquer, para se tornar um monstro. Suas motivações são as de que, se uma pessoa tiver um dia muito ruim, ela pode simplesmente surtar, exatamente como aconteceu com ele, há muitos anos atrás.

Ele era um reles ladrãozinho, e quando foi obrigado a assaltar uma fábrica de cartas, tudo foi dando errado, até ele se tornar o mentalmente perturbado vilão. Um dos trabalhos mais lembrados de Moore, onde ele levou a loucura do personagem até as últimas consequências. Um HQ onde Batman é apenas um coadjuvante.


domingo, 29 de março de 2015

Transmetropolitan - Vol. 03


TRANSMETROPOLITAN - VOLUME 03
Digitalização e Ajustes by HORDA Comics


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Nada mais, nada menos que 300 páginas de Spider Jerusalem. Dois encadernados em um só: O Ano do Bastardo e A Nova Escória. Spider se exilou por cinco anos para ficar longe, entre outras coisas, da política. Agora, estamos em ano de eleição e ele tem novamente que chafurdar nesse mar de lama. Para piorar, o candidato que quer tomar o lugar de Heller, o presidente atual, parece ser tão psicótico quanto o mesmo. Porém, sua acessora, Vita Severn consegue ganhar a simpatia de Spider, o que não o impede de odiar cada vez mais o candidato para quem ela trabalha, Gary Callahan.

Com uma nova assistente, Yelena Rossini, Spider precisa entrevistar as duas bestas-feras da política e não vai pegar leve com nenhum dos dois. O problema é que nenhum dos dois parece querer pegar leve com ele, também. As coisas vão se complicando cada vez mais, tanto na política, quando na vida pessoal de Spider. Sua antiga assistente, Channon, retorna, e ele a aceita como guarda-costas, já que não pode despedir Yelena.

O jornalista quer a verdade a qualquer custo, mas a verdade, neste caso, pode ser a pior solução. A política pode ser uma inimiga ferrenha.

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sexta-feira, 27 de março de 2015

Graphic Album #03: American Flagg


GRAPHIC ALBUM #03: AMERICAN FLAGG - TEMPOS DIFÍCEIS
Digitalização e Remasterização HORDA Comics


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Reuben Flagg é um americano nascido em Marte, cujos pais teriam sido classificados como "incorrigíveis boêmios" pelos padrões da Plex. Ou seja, eram idealistas em uma civilização puramente tecnocrata, cínica e decadente. E é nessa sociedade que Reuben cresce, alimentando ilusões patrióticas sobre sua nação. Coincidentemente, Reuben nasceu praticamente junto com o TRC, o Comitê Tricentenário de Recuperação, cuja meta é tentar recuperar os estados Unidos até o ano de 2076, quando a nação completaria 300 anos. A história começa em 2031. Após ser substituído por uma cópia holográfica no programa de Tv chamado "Mark Thrust - Sexus Ranger", Reuben se alista nos Plexus Rangers e é transferido de Marte para Chicago, Illinois, onde conhece o chefe local do Plexus Ranger, Hilton "Hammerhead" Krieger, sua filha Amanda e Raul, um gato geneticamente modificado. Logo ele é apresentado à realidade da Terra, onde a corrupção é endêmica e a violência é banalizada com ataques semanais de Gogangs ao Plexmall e conflitos armados entre milícias que são financiadas pela Plex e as batalhas são transmitidas pela TV

A obra de Chaykin chamou bastante atenção pela violência e sexismo presentes, algo ainda impensável em uma era pré-Watchmen nos quadrinhos mainstream. Reuben não tinha do que reclamar, já que era freqüente ele dividir a cama com alguma de suas eventuais amantes. Mas a série tinha outros méritos. Os protagonistas estavam longe de um ideal romantizado de herói, sendo pessoas falíveis e moralmente imperfeitas. O próprio Reuben é descrito por Amanda Krieger como "um cafetão em potencial, canalha, meio perverso, cruel, mas joga limpo". Chaykin usou uma linguagem publicitária, com páginas cheias de onomatopéias e letreiros chamativos. A narrativa usava a programação da Tv como contraponto narrativo para apresentar aos leitores os detalhes do universo de Reuben Flagg sem precisar recorrer a enfadonhos textos introdutórios. Esse recurso seria utilizado anos depois por Frank Miller em "Batman - O Cavaleiro das Trevas". Mesmo não sendo lembrada ao lado de outras obras que se fizeram clássicas, "American Flagg!" tem sua importância por antecipar a mudança que ocorreria nos quadrinhos nos anos seguintes, e influenciou alguns autores contemporâneos, como o Warren Ellis e o Brian Michael Bendis. Em seu primeiro ano a série recebeu nove prêmios Eagle Awards

Esta sinopse é parte de uma matéria maior sobre a First Comics e American Flagg, que pode ser lida na íntegra aqui, no
Papo de Blodega.


LEIA TAMBÉM, DE HOWARD CHAYKIN, BLACK KISS

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sexta-feira, 20 de março de 2015

Astronauta: Singularidade


GRAPHIC MSP - ASTRONAUTA: SINGULARIDADEDigitalização e Ajustes by Renato P. para o Rapadura Açucarada

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Depois dos eventos de Astronauta - Magnetar, agora acompanhado por uma psicóloga com treinamento em viagens espaciais e por um pesquisador estrangeiro, o Astronauta parte numa viagem para investigar um buraco negro. Mas nem o buraco negro e nem as intenções de seus acompanhantes são o que parecem. E todos podem acabar em grande perigo.

Quem anda distante do universo dos quadrinhos, ou caiu de paraquedas nesta resenha, talvez não saiba do que se trata o selo Graphic MSP - neste caso, para economizar tempo, é só visitar a resenha de Astronauta - Magnetar, primeiro álbum do selo, e conferir o que foi dito sobre o assunto. O segundo volume dessa releitura do Astronauta deixa ainda mais clara a inspiração no mercado franco-belga de quadrinhos - é um álbum com história completa, com começo, meio e fim, mas que, num plano maior, não deixa de ser uma continuação da HQ anterior e acaba, inclusive, deixando possibilidades para tramas futuras. No complicado mercado brasileiro de quadrinhos que, finalmente, dá sinais de crescimento e, quem sabe, posterior amadurecimento, a estratégia é perfeita, já que será possível encontrar os volumes do selo à venda em reimpressões nos anos vindouros.

Para continuar lendo acesse
UniversoHQ.

Sinceros agradecimentos ao comentarista que colaborou digitalizando esta edição.

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domingo, 15 de março de 2015

Wanted: O Procurado


WANTED: O PROCURADO - MILLAR & JONES
Digitalização e Ajustes by HORDA Comics


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Wesley Gibson é um perdedor de proporções épicas. Trabalhando em um emprego que odeia, ainda é traído pela namorada que o faz com seu melhor amigo. Afundando em auto-piedade Wesley acaba descobrindo que é filho de um dos maiores supervilões do planeta. E, só decobre isso, porque ele acabou de ser assassinado e a sociedade secreta da qual ele fazia parte agora tem planos para substituir o pai pelo filho.

Sua tutora é Raposa, antiga amante do seu pai. Implacável, ela não se importa com as fraquezas de Wesley, nem com seus choramingos. A Fraternidade é o lugar do garoto, mesmo que ele ainda não saiba disso. E, a Fraternidade domina o mundo, mesmo que o mundo não saiba disso. Os supervilões podem tudo, pois os super-heróis foram exterminados da face da Terra. Os poucos sobreviventes não sabem que um dia foram seres superpoderosos. E, até mesmo a Humanidade se esqueceu deles. Ou quase.

Eles ainda são lembrados em histórias em quadrinhos e filmes, resquícios que persistem em permanecer, mesmo a Fraternidade tendo obliterado a lembrança dos mesmos, usando tecnologia alienígena. Eles mesmos procuram se manter às escondidas, agindo nas sombras. Wesley pode ser parte de tudo isso, se quiser. Para isso, só precisa aceitar sua herança e ser um dos maiores assassinos, superando quem sabe até mesmo seu pai. Será que ele aguenta?

Wanted se tornou um longa metragem em 2008, com James McAvoy - que mais tarde interpretaria o Professor X - e Angelina Jolie como a Raposa. Todos os elementos de quadrinhos de super-herói foram retirados tornando-se uma história sobre assassinos profissionais. Ou seja é Wanted, sem ser Wanted. O filme não foi um fracasso total, mas não fez jus à tresloucada aventura criada por mark Millar e J. G. Jones.


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domingo, 8 de março de 2015

100 Balas - Vol. 06


100 BALAS - VOLUME 06 de 15
Digitalização e Ajustes by HORDA Comics


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Ele tem um caso, mas não tem um rosto. O detetive Milo garret está acostumado a entrar em brigas e venc~e-las. Mesmo assim, ele teve um duro baque em seu último conflito - contra um para-brisa. Depois de os médicops remendarem sua cara feia, um certo agente Graves trouxe um presentinho de melhoras para ele: cem balas irrastreáveis e uma arma, junto com uma convincente história de sabotagem.

Era um presente perfeito - perfeito demais para Milo. Seu nariz pode estar detonado, mas ele ainda consegue sentir o cheiro de algo errado. E uanto mais ele fareja por aí, mais as coisas começam a feder. Porém, mesmo sendo o bom detetive que é, Milo não consegue imaginar o tamanho do esgoto no qual está se metendo - ou quanto ainda falta para chegar ao fundo.

Este volume reúne os números 31 a 36 da série.


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terça-feira, 3 de março de 2015

Resenha: Beladona


BELADONA - ANA RECALDE & DENIS MELLO
Ob.: é apenas a resenha, não haverá scans

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A Livraria da Travessa, aberta há pouco tempo, do outro lado da rua, tem sido a minha perdição. Afinal... é só atravessar a rua e entrar no mundo do vício bendito da literatura. Por sorte (ou azar, não sei) a seção de quadrinhos não é muito variada, assim meu bolso não sofre. Mas, foi numa dessas idas até lá que me deparei com a HQ nacional Beladona. Escrita por Ana Recalde e desenhada por Denis Mello, ela inicialmente foi um projeto do site de quadrinhos on line Petisco. Em seguida, se tornou um projeto no site Catarse, para ser impressa. E foi. E estava bem ali, na minha frente, n'A Livraria da Travessa.

Notei que tinha também o logotipo da Editora AVEC, do amigo Arthur Vecchi, criador do extinto site de entretenimento Sobrecarga - onde escrevi por um tempo - e sim, herdeiro da veia editorial da Editora Vecchi. Ao pegar a HQ pude sentir o peso - literal - da obra. Muito bem acabada, trazia com isso uma espécie de amostra do quanto recebeu de dedicação. Três anos, soube eu, lendo os extras - que são muitos - que acompanham a HQ.

Como é uma HQ de terror, deixei para ler a noite, na cama, sob as cobertas e com meus gatos ao meu redor. Quer coisa mais aterrorizante que um gato te encarando enquanto você lê gibi? Pois bem, Beladona é a história de Samantha, uma menina que sofre com pesadelos terríveis desde os sete anos de idade. Daqueles que faz você acordar gelado e com cada pelo de seu corpo eriçado. E, para Samantha, é como se fossem reais, assim como acontece com qualquer um de nós. Só que muito pior.

Com pais que não sabem como lidar com essa situação, Samantha cresce entre terapias e mais pesadelos. Elaterá de... bom, não terá nada, você que terá de ler para saber, pois a leitura traz algumas surpresas ao longo dela, e falar muito sobre o enredo estragaria a diversão.

O que mais posso acrescentar é que a ausência de onomatopéias, durante os momentos mais tensos, faz parecer que todos os sons acontecem dentro de sua cabeça, e isso torna tudo pior: os gritos de Samantha, dos monstros, os estrondos e outros barulhos horripilantes na escuridão, parecem soar bem mais alto. A roteirista Ana Recalde e o desenhista Denis Mello nos trazem o medo, aquele que Samantha sente e que deixa tudo à flor da pele.

Beladona tem 202 páginas e custa 60 reais. A venda nas livrarias Cultura e Travessa.


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