segunda-feira, 29 de setembro de 2014

The Dynamite Art of Alex Ross


THE DYNAMITE ART OF ALEX ROSS - 2011
Scans EM INGLÊS de Cypher-Empire


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Quando Marvels foi lançada e catapultou Alex Ross para o estrelado quadrinhístico, eu não estava "presente". Conheci o artista em seu trabalho seguinte: Reino do Amanhã. Para meu deleite era uma história fascinante com uma arte deslumbrante. Foi como ter absorvido todo um universo em termos de algo novo. Não que histórias em quarinhos pintadas fossem uma novidade. Porém, agora, era algo conhecido por todo leitor de quadrinhos de super-heróis, desde que Marvels se tornara um clássico instantâneo. Assim, eu me tornara mais um dos muitos rossmaníacos espalhados pelo mundo afora.

Mas, para minha decepção, e de muitas pessoas, Ross se tornaria muito mais capista do que propriamente um desenhista de histórias. Também seria um exímio co-roteirista criando coisas como Terra X e suas sequências. Como capista de Astro City, daria mais visibilidade e imponência a essa HQ de Kurt Busiek, o roteirista de Marvels. Mas, não deixaria totalmente de nos brindar com sua arte nos quadrinhos. Junto a Paul Dini faria uma série de edições gigantes dos principais heróis da DC, culminando com a Liga da Justiça. Para o selo Vertigo, pintaria a HQ Tio Sam, de Steve Darnall.

Com o sucesso, Ross se torna um nome conhecido para além dos quadrinhos, fazendo artes para filmes como Corpo Fechado, de M. Night Shaymalan, e Spider-Man, de Sam Raimi. Até mesmo para a edição do Oscar de 2002 ele faz um cartaz. O homem se tornou uma lenda dos quadrinhos em pouco tempo.

Não demora muito e temos a minissérie Justiça, estrelada pela Liga da Justiça, onde ele arte-finaliza a arte de Jim Krueger, o que dá um toque diferente da sua arte usual. Em 2003 é lançado um livro chamado Mythology, contando sua história e repleto das artes que o artista fez para a DC Comics. Algum tempo depois o livro é ligeiramente ampliado, ganhando uma capa que se abre como se fosse um belo poster horizontal.

Trabalhando em vários projetos para a Dynamite, entre eles, muitas e muitas capas. acaba lançando o livro acima, The Dynamite Art of Alex Ross, que foi lançado este ano no Brasil como A Explosiva Arte de Alex Ross. O livro pode ser mais facilmente encontrado nas lojas de quadrinhos on line.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Planetary: Crossovers


PLANETARY/BATMAN/LIGA DA JUSTIÇA/THE AUTHORITY
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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A longo da série, o Planetary colecionou três encontros com ouros supergrupos de heróis, aguns dos quais serviram para suprir a falta de edições mensais do grupo, que acabaram não tendo periodicidade bem definida após o primeiro ano de publicação.

Tanto Planetary quanto Authority foram criados por Warren Ellis e lançados em 1999. Em junho de 2000, os leitores puderam acompanhar Planetary/Authorty - Dominando o Mundo, um crossover entre os grupos que estavam fazendo grande sucesso entre os leitores e que, diferentemnente de outros encontros, podia ser lido indepnedente, mas estava encaixado na cronologia dos dois supergrupos, com várias referências às histórias de ambos.

Aqui abrimos um parêntese para falar das referências que Ellis adora pôr em suas edições. Neste crossover, o novelista mostrado no início é provavelmente H. P. Lovecraft, famoso escritor de livros de fantasia e principalmente terror. Ele morava em Rhode Island com duas tias e era racista. Além disso, suas obras eram recheadas de monstros de outros universos que tentavam invadir o nosso; inclusive o polvo gigante do começo da edição se parece muito com Cthulhu, famoso monstro/deidaade de Lovecraft.


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Voltando aos encontros, Planetary/Liga da Justiça - Terra Oculta é lançado em setembro de 2002 e o único material do grupo que os leitores viram em um ano e meio, desde o lançamento da edição #15 até o lançamento de outro especial e da edição #16. Ellis tinha ficado doente e Cassaday vinha trabalhando em outros projetos, um deles o Capitão América. Nesse encontro, houve mais uma enxurrada de referências, a maioria ao universo DC, Barry Alle, Átomo, Lanternas Verdes, Novos Titãs, Caçador de Marte e outros são citados ou mostrados. Mas o interessante é que alguns deles também são mostrados na série normal Planetary na edição #10, e aqui seguem a mesma cronologia na qual apareceram, antes. (Este texto e da edição Planetary/The Authority, e acho que essa última informação é meio equivocada. Veja nota no fim do texto, mas será spoiler).


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Em Junho de 2003, foi lançado o último encontro, Planetary/Batman - Noite na Terra, que finalmente foi seguido pelo lançamento da edição #16 da série normal, em agosto do mesmo ano. Esse especial foi aclamado pela crítica e pelo público como uma grande obra. Apesar de poder ser lido separadamente, dá para colocá-lo de forma cronológica entre as edições #8 e #12 de Planetary, pois Snow ainda tem os bloqueios de memória, mas ao mesmo tempo há menção a eventos ocorridos na edição #8. Além de ter uma trama ao estilo Arquivo X, que tem tudo a ver com o que os Arqueólogos do Impossível fazem, ainda é uma bela homenagem ao Batman de várias épocas, como o de Neal Adams, Alex Ross, Frank Miller eaté mesmo o do seriado estrelado por Adam West.

E no começo de 2004 a Wildstorm publicou o especial Planetary: Crossing Worlds, juntando em um só álbum os três encontros em uma bela edição de colecionador. (Texto publicado em Planetary/The Authority, Pixel).

*Nota: A Mulher-Maravilha não é a mesma que aparece na edição #10 da série normal, e que tem sua ilha destruída. No crossover ela é destruída pelo Planetary, na série ela é destruída pelos Quatro. Assim, não é a mesma Mulher-Maravilha, da mesma forma que na edição não é o mesmo Planetary. É uma outra dimensão paralela, linha do tempo, ou seja lá o que for.

P.S.: Assim, termina aqui as versões 2.0 de Planetary. Provavelmente a primeira série a ser reescaneada totalmente, por aqui. Divirtam-se.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Planetary Volume 04 de 04


PLANETARY - VOLUME 04 de 04
Scans by Onomatopéia Digital/Rapadura Açucarada


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E a Nova Era de Ouro durou de abril de 1999 até dezembro de 2009. Dez anos para 27 números de Planetary verem a luz do dia. Os motivos para a demora devem ter sido vários: John Cassaday passou a ser um ilustrador requisitado depois que Planetary deu-lhe visibilidade. X-Men, Capitão América, projetos até para outros países. Warren Ellis também estava atarefado. Planetary não era uma HQ de primeira linha. Quer dizer, comercialmente falando. Então, podia ficar para depois. Em parte isso deve ter sido ótimo, já que as histórias poderiam ser mais pensadas e o aglomerado de cultura pop que formavam uma única saga criada por Ellis, podia por fim, caminhar para um final interessante. E assim foi. Desde o fim de 2009 que não temos mais entre nós essa fabulosa HQ. Apenas na forma de encadernados que, finalmente, foram lançados aqui no Brasil. E eu não podia deixar de disponibilizá-las. Fazem parte da minha história com os quadrinhos. Da nossa história.

Quando os scans começaram a ser traduzidos em 2003, por falta de publicação aqui no país, os números foram sendo feitos bem rapidamente, já que muitos números haviam sido publicados. Porém, ao emparelhar, as coisas começaram a complicar. A crise no blog, que fez com que precisasse parar de fazer scans, fez com que eu parasse também de letreirar as traduções que recebia de Planetary. Eu achava que nunca mais voltaria às digitalizações de HQ. Porém, como era de praxe acontecer, os grupos que se formaram ao longo do tempo, tomaram para si a responsabilidade de continuar Planetary. Mas, eu sentia como se tivesse sido obrigado a entregar um filho. Mas, nada podia fazer. Como tudo na vida, os scans estavam sofrendo mudanças, e eu estava acompanhando-as.

Quando eu voltei a ativa, até mesmo fiz uma edição, a 24, mas acabou sendo apenas uma duplicação, pois já havia sido feita. Me conformei que eu não terminaria Planetary. Quando o último número foi feito em dezembro de 2009, eu estava tão envolvido com o fórum F.A.R.R.A. que nem notei. Só fui lê-lo muito tempo depois e, aquela defasagem meio que tirou toda a emoção da coisa. Com o lançamento dos encadernados com todos os 27 números, eu pude me redimir em duas coisas: ler o material todo em papel e fazer uma versão 2.0, atualizada, dos scans. Não podia ser diferente.

Bom, não vou fazer uma resumo do que o quarto e último volume traz. É o que fecha essa emocionante série. Leia e aproveite bem. Demorou mais devido ao número maior de páginas. Porém, ainda não acabou... aguardem.


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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Planetary - Volume 03 de 04


PLANETARY - VOLUME 03 de 04
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital

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E continuam as aventuras do Planetary, o grupo de arquólogos do impossível. Voltamos ao passado com Elijah Snow e seu encontro com o maior detetive de todos os tempos, Sherlock Holmes. Porém, não só com ele, como também com o lendário Conde Drácula. Snow descobre que os dois e outros personagens conhecidos, fazem parte de um grupo que interfere nas decisões mundiais, e que se consideram extraordinários. Elija Snow veio dizer que o tempo deles acabou.

Na história seguinte um cajado encontrado é bem mais do que aparenta, transformando-se em um materlo que também é uma porta par outras dimensões. Os Quatro descobriram esta passagem e Snow agora quer saber o que eles sabem. Porém, esta aventura custa-lher bem caro. No conto seguinte, lendas aborígenes sobre a criação do mundo tomam forma e os Quatro querem saber aonde elas levam. Snow, Jakita e batera precisam impedir que descubram.

Logo em seguida, ficamos sabendo mais sobre a linhagem dos Hark. Em uma história que nos remete diretamente aos filmes no estilo O Tigre e o Dragão, o visual e a ação mostram-se cinematográficas. Em A Cidade Perdida de Opak-Re, Snow conhece mais um do grupo de Doc Brass, Lord Blackstock, criado por animais selvagens e vivendo na selva entre nativos. E na cidade de Opak-Re que Snow conhece seu primeiro grande amor.

Para finlaizar este volume temos uma homenagem ao escritor de ficção-científica Júlio Verne, em uma referência ao seu Da Terra à Lua. Em resumo, Planetary é a HQ definitiva paraa os nerds que viveram a vida toda digerindo cultura pop e literatura fantástica.


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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Planetary - Volume 02 de 04


PLANETARY - VOLUME 02 de 04
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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No segundo volume de Planetary nossos heróis vão ao enterro de Jack Carter, um mago inglês, que é uma refrência a vocês-sabe-quem. Esta história, com Carter como centro, também é uma homenagem à "invasão inglesa' nos quadrinhos americanos. Invasão da qual o próprio Warren Ellis fez parte. No enterro do mago podemos nos divertir procurando as muitas refrências, muitas delas bem óbvias, outras nem tanto. Até mesmo Grant Morrison está ali, junto ao seu primeiro grande sucesso na Vertigo. Ellis aproveita para satirizar como o super-herói decadente perdeu campo para as HQs mais adultas do novo selo.

O capítulo oito faz uma bela homenagem aos filmes de ficção-científica dos anos 50, onde qualquer coisa podia vir a ser uma ameaça, desde formigas gigantes até mulheres de 15 metros. Esta história nos é apresentada por uma figura que não nos diz seu nome verdadeiro, mas que logo sabemos quem é. Afinal, sua morte não ficou envolta em mistérios? Ellis se aproveita disso e a ressuscita, mesmo que por apenas um curto período de tempo.


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Planeta Ficção nos apresenta Ambrose Chase, o homem a quem Elijah Snow substituiu. Nesta história, um grupo de cientistas criou um mundo fictício e enviou uma missão ao tal mundo, para trazer alguém de lá. Este conto parece fazer referências à Matrix, tanto no vestuário de Ambrose Chase, quanto nas cenas que acontecem em "câmera lenta" e nos moldes do filme dos irmãos Wachowsks.

Na sequência, Magia e Perdas traz referências mais reconhecíveis. Elijah Snow se depara com objetos que pertenceram a seres extraordinários. No capítulo onze temos o encontro de Snow com John Stone, um agente secreto que é um cruzamento de James Bond com Nick Fury. Inclusive, a capa é uma clara homenagem à arte de Jim Steranko, desenhista de Fury por muito tempo.

O último capítulo deste volume é uma história centralizada em Elijah Snow e em uma revelação arrebatadora... para quem não conhece Planetary, claro.


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