sábado, 28 de dezembro de 2013

Fábulas - Volume 03


FÁBULAS: VOLUME 03 - O LIVRO DO AMOR
Scans e Restauração: Onomatopéia/Os Invisíveis/SQ
Scans dedicados à Camila Pessôa

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No terceiro volume das aventuras fabulosas escritas por Bill Willngham e desenhadas por Mark Buckingham e Steve Leialoha, os nossos personagens dos contos de fadas voltam a enfrentar novos problemas para se manter às escondidas no mundo real. Um repórter de um jornal sensacionalista acaba "descobrindo" o segredo dos nossos heróis e vai revelar ao mundo. Agora, só um plano muito bem bolado para salvar a identidade do mundo das fábulas.

Em seguida, volta à ação Cachinhos Dourados. Escondida sob as asas de Barba Azul, não passa muito tempo sem ser descoberta, o que faz com ela e seu amante tomem medidas para que Branca de Neve e Bigby não saim vivos desta aventura. Para finalizar, Willingham amplia o conto de a Polegarzinha, criando uma nova história saída diretamente das páginas de Fábulas.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Presente de Natal: Um Sonho


SANDMAN EDIÇÃO DEFINITIVA - VOLUME 01 (614 pgs.)
Scans 2.0 by Onomatopéia Digital, dedicados à Déborah Otyg

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PARTE 01
PARTE 02
PARTE 03
PARTE 04


Confesso que, em 1989, quando Sandman foi lançado a primeira vez no Brasil, pela editora Globo, eu não notei a presença dele nas bancas. Um ano depois eu entrei num estado de animação suspensa e não li mais HQs até 1997, quando fui descongelado. Quando voltei a ler quadrinhos, Sandman já era um sucesso inegável. Porém, eu ainda não estava lendo gibis como eu lia antes. Precisou que eu entrasse no mundo das HQs digitalizadas, para que voltasse a comprar quadrinhos como nos velhos tempos. Menos as mensais, mas isso é outra história.

O fato é que eu fiquei sabendo de Sandman e notava um certo endeusamento à HQ e ao seu autor, Neil Gaiman. E, sempre fico desconfiado e exasperado com coisas que são eudeusadas e, consequentemente, viram uma espécie de modinha, com todo mundo babando por aquilo. Sandman era assim, na época que conheci. O fato de que parecia haver mais mulheres do que homens que gostavam da HQ, me fazia pensar que era algum tipo de HQ romântica. Então eu estava com aquela velha atitude perigosa de "não li e não gostei". E assim fiquei por muito tempo.

O que foi quebrando minhas defesas contra esse modo de pensar foi conhecer outras obras de Neil Gaiman, como Orquídea Negra, Livros da Magia e e todas as HQs derivadas de Sandman. Estas eram mais fáceis de ler porque se resumiam a algumas poucas edições, muitas vezes só uma edição especial. Sandman eram 75 edições. Elas até existiam em scans, mas não conseguria parar para ler todas. Assim, eu já gostava de Sandman, mas não lia, porque queria ler em papel.

Quando a Conrad lançou os encadernados da série, eu achava-os caros demais. Acabei não comprando nenhum. Tentei insistir e ler os scans, mas desisti logo. Além de tudo, não tinham uma boa qualidade. Isso irritava, na hora da leitura. Então veio a Pixel e lançou um encadernado com quatro edições. Sua capa mole e poucas páginas fez com que fosse bem barato e, assim pude começar a leitura das HQs do Mestre dos Sonhos. Porém, a Pixel não passou do segundo volume. E a Vertigo foi para as mãos da Panini.

Na nova editora, eles resolveram chutar o pau da barraca e lanças as Edições Definitivas, que englobavam 20 edições ou mais por encadernado. E com muitos, muitos extras. Isso fez com que o preço fosse para a estratosfera. Novamente me vi sem condições de adquirir e ler Sandman. E o primeiro volume esgotou antes que eu pudesse juntar as moedas necessárias para comprá-lo.

O tempo passou, e o segundo volume foi lançado, mas agora não adiantava mais. Sem o primeiro não havia porque comprar o segundo. Até que a Panini resolveu reeditar o primeiro volume. E, finalmente, eu consegui comprá-lo. Foi quando realmente comecei a ler Sandman por mais de quatro edições. E não parei até terminar todas as 75 edições que foram lançadas nos anos seguintes, culminando com o quarto volume, neste ano.

Sandman é uma saga monumental sobre um deus que é aprisionado aqui na Terra por décadas. Morpheus é o mestre dos sonhos e seu aprisonamento traz consequências terríveis. Assim que consegue se libertar Sandman parte para sua vingança. Neil Gaiman reformulou o personagem criado na década de 30, o super-herói Sandman, da máscara de gás, mas sem destruí-lo. É como se o Sandman de Gaiman sempre tivesse existido, literalmente falando.

Este encadernado traz as primeiras vinte edições, os outros virão, mas sem previsão, pois o tempo que se leva é grande demais, impedindo outros scans. Feliz Natal para todos vocês e para suas famílias!


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Piratas!


PIRATAS!
Uma pretensão de Eudes Honorato

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Isso são horas, garoto. Sua mãe precisa de você. Não posso cuidar dela sozinho. Já chega de ficar naquela banca de jornal lendo aquele gibi idiota de piratas. Como eu sei? Garoto, eu sei muito mais coisas do que você imagina. Não temos dinheiro para gibis idiotas. Precisamos de qualquer coisa que cair na conta, para tentar dar um tratamento melhor à sua mãe.

E não gosto de você sozinho por aí. Eu sei que você já é grandinho, mas as coisas estão estranhas. O cara azul foi embora da terra, ao que parece. É que ouço falar. Acho que agora a União Soviética vai cair matando em cima da gente. Quem mandou o idiota do presidente colocar todas as suas fichas num super-herói de merda.

Aquele cara esquisito com aquela placa de "O Fim Está Próximo" continua perambulando por aí? Sabe que mais do que nunca tenho que concordar com ele. Não gosto do sujeito, mas tenho que começar a concordar com o fulano. Outro dia ele ficou me olhando, com aquele jeito de maluco, como se soubesse alguma coisa sobre mim. Como se soubesse que estou fazendo algo errado. Ou talvez seja apenas um racista filho da puta.

E daí que fiz alguns trabalhos sujos? Sei que algumas coisas foram bem estranhas, mas pagaram bem e não fizeram perguntas, assim como não aceitaram nenhuma. Mas, dentro de mim, um comichão dizia que aquilo fazia parte de algo maior. De algo muito mais importante. Nossa, me dá calafrios só de pensar.

Achava melhor você não andar tanto por aí. Deixar de ir tanto à banca de jornais do velho gordo. Eu mesmo quase morri e você nem mesmo soube. Eu estava visitando o Harris quando um incêndio começou no prédio dele. Conseguimos sair, e depois soube que os mascarados malucos salvaram a maior parte dos que estavam lá. E eles estão proibidos de agir.Não sei mais quem está certo e quem está errado.

Sua mãe parece melhor hoje, isso é bom. Nem tudo está perdido. Sei que me acha um tonto, mas eu amo vocês dois. Mas faça de conta que eu não disse isso. Vá dormir e tire esse sorriso amarelo do rosto.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Pateta Faz História #04


PATETA FAZ HISTÓRIA #04: BEETHOVEN & DANIEL BOONE
Scans by Onomatopéria Digital/Rapadura Açucarada

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Beethoven e Daniel Boone são os ilustres satirizados em Pateta Faz História #4. Pateta como Daniel Boone, inédita no Brasil, reconta a história de um dos mais conhecidos desbravadores do território americano - também alvo de um seriado de TV nos anos 1960 e 70. A HQ não deixa de homenagear o também pioneiro Davy Crockett, cujas aventuras adaptadas para a televisão renderam à Disney rios de dinheiro. Mais detalhes no site Planeta Gibi.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Lobo Solitário - Volume 02


LOBO SOLITÁRIO - VOLUME 02 de 28
Scans by SabreWulf/Onomatopéia Digital

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Quando Ito Ogami é pego em flagrane - e preso - por um grande número de oficiais de justiça, a sua situação parece ficar sem esperança. Mas em pouco tempo descobrimos que tudo faz parte de um plano preciso e arriscado, organizado pelo ronin. Esta e outras história estão neste segundo volume escaneado pelo samurai SabreWulf!


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Não sou grande fã de escrever fanfics. Acho uma responsabilidade muito grande e admiro quem consegue. O grande fator, para mim, é escrever sobre personagens conhecidos sem ser clichê ou repetitivo. O Facebook tem sido meu laboratório parqa experiências com textos curtos e, se gosto de algum, trago-o para cá. Comecei a escrever esse e depois desisti. Fui comentar que desisti do texto e sobre o que ele era, e muitos amigos quiseram que eu terminasse. Obviamente eu não consigo escrever porque as pessoas querem. Tem que acontecer (claro, a menos que isso envolva contratos). Mas, a vontade de escrever algo continuou. E resolvi escrever outra coisa qualuqer. Mas, depois do primeiro parágrafo, o texto foi caminhando para o que havia sido abandonado. E então ele nasceu. Aqui dou-lhe o título de...


O GAROTO
Um Conto de Eudes B. Honorato

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O lápis quebrou, - por que insiste? - a tinta acabou, - você gosta de sofrer? - a máquina de escrever escangalhou. Eu estava fadado a não escrever sobre Bessie e tudo que me aconteceu. Não encontrava nenhum lápis por perto. Então resolvi sair para comprar. Ou tinta, tinta que não se apaga tão facilmente. A máquina só poderia consertar daqui há alguns dias. Eu não tinha dinheiro. Onde estaria Bessie a essa altura?

Avistei o garoto sentado no bando do parque logo assim que saí de casa. Poderia não ter nada de estranho com ele, não fosse o fato de ele estar lendo Shakespeare. Era A Tempestade. Ele devia ter uns seis anos. Era uma cena certamente insólita. Garotos dessa idade estavam lendo gibis. Aquelas coisinhas tolas, para crianças como ele.

Ele levantou os olhos do livro e passou a me seguir com o olhar. Eu devia estar extremamente assustador: cabelos negros tão desgrenhados, que parecia que acordei e saí com eles assim. Bom, a verdade é que acordei deixei-os assim. Meu sobretudo era preto também e, além de tudo isso, meus olhos deviam estar amedrontadores. Tive uma noite sem sonhos. Mas, isso não vem ao caso.

Comprei o que precisava e na volta percebi que o menino continuava lá, e continuava a me olhar. Então, fui em sua direção. Ele não demonstrou nenhum tipo de medo. Estranhei, pois parecia estar desacompanhado, e isso não era comum naquele lugar. O garoto ia pensar que eu era um degenerado.

- Olá, qual o seu nome?
- Neil.

Vendo que ele estava bem e sem nenhum tipo de preconceito contra a minha pessoa, sentei ao seu lado.

- Então o pequeno rapaz gosta de Shakespeare, já tão cedo assim?
- Acho que já passa das dez.
- Hahahahahahahaahahaaha. Entendi, entendi. Está gostando d'A Tempestade?
- É razoável.

Eu ia rir novamente, mas ele falou tão sério quanto a primeira vez, quando disse as horas e eu pensei que tinha sido uma piada.

- Eu sou escritor, também. Estou numa espécie de bloqueio criativo. Na verdade, parece que estou bloqueado de tudo. Não consigo...
- Por que insiste?
- Hã? Como...?
- Quem é Bessie? - Como... sabe?
- Eu... não sei... não tenho certeza. Mas acho que estamos em um sonho. O senhor não me disse seu nome. Qual seu nome? E quem é Bessie? Que livro é esse que está carregando?

Até então eu não percebera, mas eu estava realmente com um livro, e seu título era: O Senhor dos Sonhos Sonha? Quando eu o abri, não havia nada escrito. Não havia resposta.

- Quem é Bessie? - perguntou o menino. - Quem de nós dois está sonhando.
- Eu estou preso... em um bloqueio criativo.
- O senhor está sonhando comigo? Eu... não posso ficar no sonho de estranhos. Acho que minha mãe não iria gostar.
- Tudo bem, Neil. Tudo bem. Acho que ainda não é meu tempo. Você me fez entender.

Me senti péssimo. Enclausurado. Acho que isso não era um sonho. Não podia ser. Era algum tipo de alucinação. Eu não podia sonhar. Eu sentia falta de Bessie.

- Adeus, Neil.
- Espero que consiga terminar sua história, senhor.

Então abri os olhos.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Classics Illustrated #05


CLASSICS ILLUSTRATED #05: A ILHA DO DR. MOREAU
Scans by Onomatopéia Digital/Rapadura Açucarada

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As impressionantes realizações literárias de H. G. Wells foram extremamente variadas, mas sua fama advém dos chamados "romances científicos". A Ilha do Dr. Moreau (1896) foi o terceiro da longa lista de escritos do autor precedidos por A Máquina do Tempo e O Visitante Maravilhoso (ambos de 1895) e seguido por obras como O Homem Invisível (1897), A Guerra dos Mundos (1898) e Os Primeiros Homens na Lua (1901). Com elas, Wells definiu um novo e popular gênero, conhecido hoje como ficção científica.

As fantasias do escritor sempre se distinguiram pelo sucesso de crítica assim como de público. Enquanto os leitores se deliciavam com as histórias imaginativas, os eruditos se interessavam pela mistura de sátira - advertência sobre o perigo dos novos avançoes científicos - e previsões de mudanças sociais. As preocupações do romancista nestas duas áreas brotou dos grandes debates cietífico-religiosos do século XIX, nos quais a ética e a moral eram questionadas.

Wells tomou uma posição intermediária nessa luta filosófica. Ele apostava na ordem social, embora considerasse que a humanidade deveria estar pronta para abandonar velhos sistemas a fim de alcançar um padrão mais elevado de existência. Esse conflito é o que torna A Ilha do Dr. Moreau tão envolvente, tão assustadora - um "milagre atroz", como definiu Jorge Luis Borges.

A promessa da ciência de uma vida melhor é destroçada quando Moreau, um homem de lógica intransigente, abusa de seus conhecimentos. Ao mesmo tempo, a ordem social da ilha se desfaz quando suas criaturas irracionais não conseguem reconhecer na estrutura cultural a fonte de sua miséria. Para sobreviver, argumentava Wells, devemos considerar cuidadosamente os efeitos poteciais de qualquer ação ou inação.

Apesar de ser negra sua visão em A Ilha do Dr, Moreau, nela permanece uma luz, uma advertência - uma lição. (Fonte: página 2 da própria HQ).


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