quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Graphic Globo #01: Dreadstar


GRAPHIC GLOBO #01: DREADSTAR
Scans 2.0 by Onomatopéia Digital

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Vanth Dreadstar é um dos poucos sobreviventes da explosão que devastou a Via Láctea, Vanth procurava paz. Porém, foi pego em meio à guerra entre a Monarquia e a Instrumentalidade, e acabou por ter sua companheira assassinada. A partir daquele momento, tornou-se inimigo ferrenho de ambos, e decidiu acabar com a guerra entre as potências. Sua fonte de poder é uma espada, forjada através de magia e possuidora de vida própria.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Graphic Globo #03: Marada: A Mulher-Lobo


GRAPHIC GLOBO #03: MARADA - A MULHER-LOBO
Scans by 2.0 by Onomatopéia Digital

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"Sua mãe era a primogênita de César. Seu pai, de berço real, tornou-se escravo em Roma, onde foi torturado, estripado e esquartejado. Apesar da morte lenta, ele não emitiu um único som. Naquela noite, sua mãe fugiu da Cidade Eterna, levando-a para ser criada em liberdade, longe do lugar que reivindicou a vida de seu pai. Isso foi há vinte anos. A filha é uma mulher agora, uma guerreira temida e respeitada em todo o império. Seu nome... Marada. Também conhecida como a Mulher-Lobo."

Marada, a Mulher-Lobo, criação de Chris Claremont e John Bolton nasceu nas páginas do selo Epic, da Marvel Comics. Os personagens criados para este selo eram de propriedade dos autores. Infelizmente Marada não teve tantas histórias como merecia. Diferente, por exemplo, de Dreadstar, de Jim Starlin, que mesmo com o fim do selo, continuou tendo suas aventuras publicadas em outras editoras.

Marada conta com estes dois artistas consagrados, Claremont, o homem que transformou os X-Men em uma lenda e John Bolton, que viria a estar entre os artistas criadores de Livros de Magia, entre outros projetos. Claremont que era conhecido apenas por seus trabalhos com super-heróis parece se sentir em casa com esta aventura de Espada & Magia, ao melhor estilo Conan e Red Sonja.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Vórtice 13


VÓRTICE 12 - DIMENSÃO 123.3
Uma HQ de Eudes Honorato e Otávio Subtil (Óqui)

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De vez em quando escrevo pequenos contos diretamente no Facebook, no meu perfil e em seguida, os arquivo na página que nomeei de FARRA, em homnagem ao saudoso fórum. Lendo um dos contos, o Otávio Subtil, o Óqui - que até mesmo já fez uma caricatura minha há anos atrás, aqui para o RA - perguntou se podia quadrinizar um dos contos que ele leu e gostou. prontamente disse que sim, ora pois. Ele desenhou, arte-finalizou e letreirou em poucos dias o conto que eu reproduzo abaixo.


O CONTO QUE DEU ORIGEM À HQ


Vórtice 12. Dimensão 123.3.

Para nossos padrões era um mundo de classe D. Provavelmente foi daqui que vazaram algumas lendas para o mundo primário, a Terra. Localizamos o que se parece com fadas, duendes, dragões, elfos. Mas há também seres intocados, aqueles que nosso mundo não conheceu. Não saberia como nomeá-los, mas logo se vê quer são de ordem 14 a 230.

Alguns amigos meus fariam a festa por aqui. Ele é pelo menos duas vezes maior que nosso planeta, e uma viagem rápida ao seu redor parece uma tourné pela cabeça de J.R.R. Tolkien e Walt Disney. Sim, eu sei que você não conhece esses nomes. Estude mais os volumes virtuais na Biblioteca Moore.

Observamos que há classes e mais classes dos seres aparentados com as fábulas terrestres. Há toda um continente - entre os mais de 16 - que é praticamente onde Alice esteve. Penso se os escritores apenas não acessavam essas dimensões por outros meios que desconhecemos hoje.

O planeta tem três luas... habitadas. Uma delas apenas por dragões, ou o que seriam dragões, que fazem incursões ao planeta, numa espécie de simbiose. Eles simplesmente voam espaço afora, acreditem, prendendo o fôlego. As outras duas luas ainda não foram estudadas.

Não. Claro que não é algo sobrenatural, o que se denomina magia, aqui é algo perfeitamente explicável e fácil de se entender. Para eles. Não para nós. Pelo menos não sem algumas dezenas de anos de estudo. Coisa que não vai acontecer, sem o consentimento tácito, dos líderes desde e de qualquer mundo descoberto. No máximo, observação.

Oh, não acredito. Uma cidade inteira parecida com aqueles azuizinhos... de um desenho animado, acho que foram histórias em quadrinhos, primeiro. Avatar, não. Detesto essa sua fixação por esta película ruim. Ah, achei aqui, Smurfs. Mas não parecem tão pacíficos.

Sim, precisamos terminar e passar para o próximo. É que eu estava me perguntando se haveriam sereias. Entende, meio mulher, meio peixe, seminuas... PLAF.

Detesto essas missões feitas como casal. Vou pedir transferência.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

José Luis Garcia Lopez


UM AUTÓGRAFO EM ESQUADRÃO ATARI
De José Garcia Lopez To Eudes, via Daniel HDR

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"Eudes, tenho um presente pra te enviar. Acho que você vai gostar."
"Opa, fico agradecido."
"Quer saber o que é?"
"Bom, eu não ia perguntar, pra ser surpresa. Mas, quero sim."
"Esquadrão Atari #02 autografado por José Garcia Lopez... com seu nome."
"... ... ... ... ..."
"Eudes... Eudes... Eudes. 190! AMBULÂNCIA" EMERGÊNCIA!"

Esse é o relato quase real -a parte final quase aconteceu - da conversa entre eu e Daniel HDR, desenhista da DC Comics, professor de quadrinhos, dono de estúdio, dançarino de tango e agente da C.I.A. E, tudo isso começou por causa de tampas de margarina. Mas, é claro, quem tem menos de 30 anos provavelmente não saberá do que estou falando. Na verdade, até alguns que tem mais de 30 também não, já que é algo tão remoto que é complicado de se lembrar.

Em nossas primeiras conversas de pessoas do século passado, eu e HDR logo passamos a reminiscências sobre os velhos tempos e, não lembro agora se eu ou ele, falamos da época em que havia uma coleção de tampas de margarina em que vinham os super-heróis da DC Comics nelas. Como bom desenhista, ele sabia de tudo sobre as mesmas, inclusive quem as desenhou: José Luis garcia Lopez.


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Margarina Delícia e sua coleção


Daniel HDR relatou como sempre o encontrava nas Comic Cons dos EUA, e de como ele é uma pessoa acessível, falando inclusive português. Disse que, ao levar uma HQ em formatinho, para este autografar, o mesmo ficou encantado com o tamanho singular das HQs publicadas antigamente no Brasil. No entanto, apesar de todas essas conversas, não esperava a surpresa que tive sta semana.

Garcia Lopez, além de ter seus desenhos em tampas de margarina e álbuns de figurinhas, desenhou alguns clássicos como o inesquecível Esquadrão Atari e a minissérie Cinder & Ashe. Esquadrão Atari é lembrado até hoje com carinho pelos fãs. Publicada na época em que a Editora Abril assumiu os quadrinhos da DC, teve uma recepção postiva imediata. Logo depois, teríamos a excelente minissérie Cinder & Ashe, sobre um casal de detetives particulares, que é bem mais complexa emocionalmente. Os desenho de Garcia Lopez fazem jus ao roteiro.


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José Luis Garcia Lopez é espanhol e fez trabalhos para a DC por tanto tempo e tão prolificamente que seu traço era quase o padrão da empresa por um tempo. Como ele foi o desenhista de DC Comics Style Guide, na década de 80, esse material foi que serviu também para os produtos licenciados e de merchandising, como as nossas já famosas tampas de margarina. Ele se inspirou tanto em Harold Foster e Harold Foster, quanto em talentos como Alberto Breccia.

Seus desenhos estavam em cada cromo do álbum de figurinhas Super-Heróis em Ação, publicado também pela Editora Abril, na década de 80. Foi um dos muitos álbuns que colecionei por essa época, sem fazer ideia de que um dia teria uma HQ autografada pelo mesmo desenhista. Jose Luis Garcia Lopez é um clássico vivo e, provavelmente, o artista de quadrinhos que todo fã já sabia o nome assim que via suas ilustrações.

Só posso agradecer de coração ao amigo Daniel HDR por esse presente inesperado e, praticamente, sagrado. Ao menos para aqueles que tiveram uma infância feliz... e continuam tendo! Obrigado.


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José Luis Garcia Lopes e Daniel HDR


ME, MYSELF AND SIGNED ATARI FORCE

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O Que Aconteceu ao Batman?


O QUE ACONTECEU AO CAVALEIRO DAS TREVAS?
Scans by Hidok and Onomatopéia Digital

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"Eu morri?"
"Ainda não."
"Diga o que está havendo."
"Bruce, você é o maior detetive do mundo. Por que não descobre?"

Ele é o protetor de Gotham City, o espírito vingador da cidade, seu Cavaleiro das Trevas. Por anos, travou sua guerra de um homem só para manter as ruas seguras, mas esta noite, a guerra causou sua última baixa... o Batman.

O Cruzado Encapuzado descansa em um caixão no Beco do Crime, o lugar onde nasceu. Seus amigos mais próximos e seus inimigos mais mortais se reúnem para prestar uma última homenagem. Cada um deles conta uma história diferente sobre o Homem-Morcego que conheceram: como ele viveu... e como ele morreu.

Como uma sombra na noite, um misterioso personagem observa essa cerimônia macabra. Ele sabe que os contos extraordinários desses heróis e vilões não podem ser verdadeiros. E, antes que a noite acabe, antes que o pano caia para o Batman para sempre, ele deve responder à questão: O que aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?

Entrelaçando décadas da história do Cavaleiro das Trevas em uma inesqucível trama, o mestre da narrativa NEIL GAIMAN e o ilustrador Andy Kubert, trazem aos leitores uma tocante visão sobre um ícone mundial das HQs.

P. S.: O encadernado Batman: Descanse em Paz, anterior a este, será postado em breve.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Graphic Album #06: Elektra Vive


GRAPHIC ALBUM #06: ELEKTRA VIVE
Scans 2.0 by Onomatopéia Digital

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Ufa! Estou de volta. Várias coisas acontecendo ao mesmo tempo me impedindo de postar os scans que quero, inclusive dois que recebi para restaurar, que comecei e não consegui terminar ainda. Então fiz este, com menos páginas, para que não ficássemos mais tempo sem as gloriosas HQs digitalizadas. Esta, aliás, era um edição que eu vinha correndo atrás fazia bastante tempo. Quando a encontrei numa loja on line, infelizmente, estava sem dinheiro para comprá-la e, claro, ela acabou sendo arrematada por outra pessoa. Os primeiros scans eram antigos demais e precisavam dessa recauchutada. Eu já estava sem esperanças de encontrá-la de novo, quando entrei no sebo de luxo que há aqui perto de casa.

Apesar de não ser especializado em quadrinhos, sempre vou lá para, quem sabe, encontrar alguma pérola escondida pelas mal-arrumadas HQs que lá estão. Não deu outra, assim que fui passando as poucas que lá estavam, e que eu já sabia quais eram de cor, eis que lá no fim, estava Elektra Vive, me esperando. O preço salgado me fez pensar que se eu tivesse pedido on line acabaria pagando frete então daria tudo no mesmo. Levei-a sem pensar duas vezes.

Eu nunca tive esta edição antes, e o primeiro scan não fui eu quem fez. Logo notei que era uma revista gigante! Um alarme soou na minha cabeça: não vai caber no scanner. Eu quase tive uma síncope, só de pensar isso. Mas, depois de medir, vi que era pouca coisa que ficava faltando, então dava pra escanear sim. Algumas páginas perdem o contorno, mas nada que atrapalhe. É um clássico necessário para o grande museu internético de quadrinhos digitalizados.

Como nunca havia lido essa graphic novel, aproveitei e o fiz, antes de escanear. Frank Miller e sua esposa e colorista, Lynn Varley, trazem o que deveria ter sido a última aventura da mercenária. Matt Murdock ainda pensando em seu amor perdido, assassinada pelo Mercenário, acaba por se ver às voltas com o Tentáculo e desconfia que ela possa estar viva. Mas, quem pode saber a verdade?

Uma aventura que mostra o quanto Frank Miller evoluiu desde seus primeiros passos na série do Homem Sem Medo. Elektra Vive era para deixá-la morta de vez, assim Miller pensava, mas a Marvel, anos depois, pensou de modo diferente. O que Miller achou disso? Ele disse apenas "deixem-nos arrastar o cadáver para lá e para cá".


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Action Comics #01


ACTION COMICS #01 - SCANS 2.0
Uma Apresentação Guia EBAL/HQ Vintage

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Baixe aqui no HQV ou aqui


Uma das coisas mais legais que já postei no Rapadura Açucarada foram os scans de Action Comics #01, feitos com base em scans encontrados na internet, traduzidos e letreirados por algum anônimo. Claro, na época os scans de HQs estavam começando por aqui e nem nos importamos que a qualidade não era lá essas coisas. Mas, o tempo passou e isso passou a fazer diferença, a qualidade. Então acabei deixando de repostar os scans dessa edição histórica.

Com o tempo a editora Panini lançou um encadernado com as primeiras histórias do Homem de Aço. Porém, de Action Comics #1, só tínhamos as poucas páginas que compunham a primeiríssima história do Superman. Não havia como refazer uma Acton Comics #01 a partir desse encadernado, mesmo que alguns tenham feito isso, colocando apenas essa história.

O blog do Nano Falcão e equipe, o
HQVintage, se empenha em recuperar essas histórias da Era do Ouro dos quadrinhos e, claro, queria ter em seu acervo Action Comics #01, mas não aquele scan defasado, publicado aqui há mais de 10 anos atrás. Para sorte deles - e nossa - Dom Diego, do Guia EBAL, havia feito ótimos scans de uma edição comemorativa da Editora Brasil-América, da década de 70, que republicava na íntegra essa raridade.

Poderão notar que "faltam" algumas páginas, na numeração dos arquivos de JPG, se não abrirem direto no CDipslay. Isso não é um erro, mas foram as páginas de propaganda inseridas pela EBAL, que foram retiradas para que a edição funcionasse como um scan de Action Comics #01, e não da edição comemorativa propriamente dita. Só posso agradecer ao Guia EBAL e ao
HQ Vintage, onde aliás, poderão encontrar, como eu já disse, outros scans Marvel e DC dos primórdios dos quadrinhos.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dois Contos de Sangue


DELANO

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Eu não queria ter filhos. Tivemos duas meninas. Então não queria perdê-las nunca. E as perdemos, pelos motivos que eu tinha medo de ter filhos. Quando Laura se matou semanas depois, durante seu enterro, eu já sabia tudo que iria fazer. Era um plano de merda, mas eu sabia que ia funcionar. Por quê? Porque eu queria morrer, e sabia que isso não ia acontecer.

Encontrar quem fizesse um uniforme de guarda de presídio foi complicado, mas não tanto quanto conseguir uma arma e o silenciador. Tive de praticar. Nunca havia atirado antes. E eu era péssimo. Era como segurar um tanque e levar um coice do mesmo. Mas tudo era prática.

Eu precisava entrar no presídio, e faria isso pela porta da frente. Tentei ser o mais vago possível no disfarce. O bigode teria de funcionar. Sempre usam bigode. O quepe, como é complicado conseguir um quepe de guarda. Ainda bem que existe a internet. Não consegui comprar, mas consegui um maluco que sabia fazer um. Não perguntou nada, só quis seu pagamento.

Deixei o carro muito distante e fui andando. Se me vissem entrar, estaria acabado. Aproveitei uma hora em que o movimento na entrada estava conturbado e entrei como se fizesse parte daquela entrega de prisioneiros.

Alguém ia me perguntar algo, mas foi chamado por outro guarda. Mantinha cabeça baixa. Encontrar Delano seria complicado em um lugar tão grande. Então levei algo que me ajudaria, algo para o qual só olhei uma vez: uma foto. Uma que consegui, com um jornalista. Ela nunca foi publicada. Mas rodava pela internet. Eram minhas meninas.

Entrei pelos corredores. Homens apinhados em suas celas. Delano não estaria ali. Os guardas me ignoravam. Pareciam sentir o cheiro da morte em mim. Par encontrar Delano, me aproximei e mostrei a foto a um grupo de presos, e disse:

- Delano.

Era estranho ver alguns daqueles homens, assassinos, muitos deles, se encolherem diante da foto. Dois ou três disseram onde ele estava, sem reclamar, sem me denunciar. Eu não sabia se conseguiria, e se não conseguisse, não me levariam preso. E isso parecia contar a meu favor. como imaginei.

Eu suava. A camisa do uniforme logo estaria denunciando meu nervosismo. Cheguei ao bloco. Celas com dois presos, cada. Fui até a cela que me indicaram e chamei.

- Delano.

Quando ele levantou da parte de baixo da cama, eu atirei. TUFF TUFF. O primeiro eu errei e o segundo foi na cabeça, quando ele se preparava para gritar. Seu companheiro de cela ia dar o alarme , mas eu apontei para ele antes e coloquei um dedo sobre o lábio. Joguei a foto para ele e disse:

- Se quer gritar, tome aqui um bom motivo.

E fui embora, viver a vida de um homem morto.


PAI E FILHO

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Drew custava a acreditar que tinha poucos meses de vida. Fora diagnosticado com um maldito câncer. Ele se entristecia com o fato de que ainda havia tanto a fazer. Se tornara um dos serial killers mais bem sucedidos da América. Chamavam-no de Chapeleiro Louco, Ele deixava um página de Alice no País das Maravilhas junto a cada corpo, ou o que sobrasse dele. Fazia aquilo apenas por diversão, não havia signifcado algum. Assim ele pensava.

Ele ainda estava apenas na metade do livro e morreria antes de completar sua missão. Mas, a solução veio quando seu filho apareceu a porta e perguntou se estava tudo bem com ele. Drew disse que sim, e o chamou, dizendo que queria lhe contar uma história. Seu filho reclamou dizendo que já não era mais criança, mas sentou-se a mesa e escutou seu pai.

Kenny foi entendo tudo aos poucos, e quando a dimensão de tudo que seu pai contou o atingiu, ele estava de olhos arregalados, mas manteve a calma e Drew viu a si mesmo em seu filho. E sabia que ele não o decepcionaria.

Ao longo dos meses seguintes, Drew foi ensinado a teoria a Kenny, já que a doença o estava debilitando, e não o permitia ensinar a prática, pelo menos não ainda. Drew se concentrava em deixar claro a motivação central daquilo tudo: não havia motivações. Era apenas algo necessário para se mostrar o quanto o mundo precisava de pessoas como ele, seu pai.

Kenny apenas ouvia, pouco falava. Sempre fora calado, o que era bom. Demonstrava já uma certa tendência para aquela "carreira".

Sentindo que seu fim estava perto, e que acabaria sendo internado de vez, Drew, mesmo debilitado, pegou seu carro e, depois de muito rodar, conseguiu capturar um garoto, e levar para seu lugar secreto. Era a hora da lição final.

Obviamente Kenny não usaria nada disso agora. Era muito novo. Sua mãe terminaria de criá-lo, sem saber que uma semente muito importante estava plantada dentro do filho amado.

Depois de amarrar e amordaçar bem o garoto - que parecia ter a mesma idade de Kenny - Drew explicou todo o ritual que era necessário para que se aquilo fosse uma obra de arte. Perguntou com qual "ferramenta" ele queria começar, e se surpreendeu ao ver Kenny dizer, "a faca de trinchar". Drew sentiu que fizera tudo certo.

Kenny segurou a faca em sua mão trêmula, o que era natural, e fechou os olhos, como se fizesse uma última oração ao deus da carnificina.

Drew só sentiu a facada no estômago dois segundos depois de tê-la recebido. Se não estivesse debilitado, poderia ter reagido. Sentiu a faca ser arrancada, e e caiu de bruços. Kenny se ajoelhou em cima dele e a cada facada nas costas, ponteava com uma palavra:

- VOCÊ... NÃO... É ... MEU... PAI... FILHO... DA... PUTA... DOENTE... DO... CARALHO.

Quando terminou, arrancou a última página de Alice no País das Maravilhas e enfiou na boca de Drew.

Soltou o garoto, que estava com tão assustado que havia se urinado. Eles precisavam sumir dali. Foram embora a pé. Kenny não sabia dirigir. Ele se separou do menino quando estava perto de casa. Este correu o mais rápido que pôde.

Kenny agora precisava libertar sua mãe da jaula em esteve presa por 8 anos enquanto ele era criado por aquele homem que aprendeu a odiar.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Preacher - Volume 01


PREACHER: VOLUME 01 - A CAMINHO DO TEXAS
Scans 2.0 da Obra de Garth Ennis e Steve Dillon

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Conheci Preacher por causa dos scans. O problema era que... ele não existia em scan. Explicando melhor: quando os scans começaram, claro, as pessoas queriam ver tudo que existia em papel, digitalizado, principalmente as HQs mais fodas, e Preacher era uma delas. Mas, eu só pensava, que diabos de gibi é esse? Eu nunca ouvira falar e eu nunca o vira em bancas. A explicação era que, na época, ele era editado pela péssima Brainstore que, além de ter uma qualidade terrível, ainda se achava a tal, distribuindo seu material apenas em Comic Shops. Mas, o problema todo não parava aí.

Preacher tinha uma história editorial, no Brasil, que começava a seguir os passos de Hellblazer, ou seja, não tinha editora certa, mudava de editora toda hora e, como essas editoras na verdade eram as mesmas, mudando apenas a razão social, virava uma zona só. Para se ter uma idéia da bagunça generalizada, Preacher começara em um editora, essa deixou de existir, e ele continuou na editora seguinte, mas... apesar de a história continuar, as revistas começaram a ser númeradas do 1 em diante, novamente. Uma filhadaputagem só.

No meio dessa bagunça toda entraram os scans, Mas, como escanear uma HQ que nunca era publicada até o fim? Eram 66 números e eles nunca eram publicados pois as editoras estavam sempre caindo ou perdendo os direitos sobre o selo Vertigo. A solução foi escanear o que havia sido publicado e procurar os scans americanos e traduzir e letreirar o que faltava. Foi assim que eu e JPVolley fizemos a maior parte do trabalho, completando Preacher em scan e dando aos leitores o final da história, bem antes das editoras brasileiras.

Com o tempo, o milagre aconteceu: Preacher foi editado em seus 66 números, em nove encadernados. Este é o primeiro deles, pois, como muitos e muitos scans, os de Preacher, feitos por nós, estão defasados, antiquados e, comparados aos scans de hoje, mal feitos.

Peço que não tentem me apressar, solicitando os outros volumes, pois nem mesmo os tenho todos ainda, e tenho muitas outras HQs sendo digitalizadas. Vamos vivendo um scan de cada vez. Quem tiver pressa é só ler os scans - defasados - que se encontram no Onomatopéia Digital. É uma boa oportunidade para quem não conhece, ler esta obra prima da blasfâmia, onde um pastor desviado, procura Deus na Terra, na companhia de um vampiro e de uma assassina de aluguel.


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Scans antigos a esquerda e novos a direita


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