segunda-feira, 30 de setembro de 2013

The Umbrella Academy - Vol. 01


THE UMBRELLA ACADEMY - VOL. 01: A SUÍTE DO APOCALIPE
Scans by SabreWulf/Rapadura Açucarada/Onomatopéia

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Em um inexplicável evento quarenta e três crianças foram geradas espontaneamente por mulheres que não apresentavam sinais de gravidez. Sete dessas crianças foram adotadas por Sir Reginald Hargreeves e formaram a Umbrella Academy, uma família disfuncional de super-heróis com poderes bizarros. Em sua primeira aventura, essas crianças enfrentam uma enlouquecida Torre Eiffel. Quase uma década depois, a equipe se separa, mas esses irmãos desiludidos se reúnem bem a tempo de salvar o mundo outra vez.

Criado e escrito por Gerard Way, da banda My Chemical Romance, The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse apresenta a arte do desenhista vencedor do prêmio Eisner, Gabriel Bá (10 Pãezinhos, Casanova), cores do premiado Dave Stewart e as capas originais da série foram feitas por James Jean. Este livro reúne a primeira série em 06 partes, além de histórias curtas.

Mais uma superprodução SabreWulf (Gotham City Contra o Crime).


sábado, 28 de setembro de 2013

Cabeça de Parafuso: A Animação


O INCRÍVEL CABEÇA DE PARAFUSO - A ANIMAÇÃO
Roteiro: Bryn Fuller, Direção: Chris Prynoski

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Quando o filme Hellboy foi lançado, algum tempo depois apareceram duas animações baseadas no personagem de Mike Mignola, o mesmo autor de O Incrível Cabeça de Parafuso, que teve sua HQ colocada aqui alguns posts abaixo. Pois bem, conhecendo o trabalho de Mignola, seu traço característico e estiloso, era de se esperar que as animações de Hellboy viessem justamente baseados em seu traço. Mas, isso não aconteceu. Eram animações pobres em estilo. Apenas para arrecadar mais dinheiro em cima do sucesso conseguido com o filme dirigido por Guillermo Del Toro, este sim, muito bom. Nem perdi tempo terminando de assisti-las. Parecia que ver o traço de Mignola em movimento seria algo impossível.

Em 2001 ele foi o designer de produção de Atlantis: O Reino Perdido, da Disney, dando assim seu toque pessoal ao desenho. Porém, ainda não tínhamos todo os esplendor da arte de Mike Mignola. Até que apareceu o curta de animação baseado na HQ, também curta, O Incrível Cabeça de Parafuso: um agente de Abraham Lincoln para assuntos fantásticos. Sua origem não nos é contada, já que é supersecreta. Entramos logo na ação.

Logo pela capa do DVD percevemos que a arte é de Mignola, que trabalhou na produção artística, claro. Mas, uma coisa que faz dessa animação algo soberbo, além do estilo do artista, é o fato de que o roteirista, Bryan Fuller, ampliou a pequena HQ de Mike Mignola. Nem mesmo parece que só temos 21 minutos de duração ali. Acrescentou-se mais inimigos, a relação entre o cabeça de Parafuso e seu serviçal é mais aprofundada e até um romance do passado é acrescentado. Só ficou faltando mesmo a origem do personagem, mas essa é supersecreta, já seeeei.

Apesar de antiga - 2006 - venho escrever sobre esta animação agora, porque voltei a assisti-la e por ocasião também da publicação do scan da HQ de onde ela foi tirada. É só descer alguns posts que você a encontra. Pode-se dizer que a animação é melhor que a HQ. Porém, Mike Mignola está envolvido nas duas obras. Gênio em duas mídias.


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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

100 balas - Volume 02


100 BALAS - VOLUME 02
Sorvete, garçonetes e franceses

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Cem Balas se descortina um pouco mais para o estupefacto leitor. Passamos a conhecer mais os amigos do agente Graves e uma pontinha do que pode estar por trás de suas intenções ao entregar 100 balas não-restreáveis que permitem ao agraciado sair ileso de qualquer vingança. Conhecemos também Cole Burns, um sorveteiro boa pinta que parece ter mais problemas do que simplesmente escolher que sabor de delícias geladas. Em seguida, uma das mais brutais histórias desses dois primeiro volumes, onde Graves entregaa mala para uma mulher de meia-idade, casada e que trabalha de garçonete. sua filha fugiu de casa e nunca mais voltou. Para terminar, Dizzy Cordova está de volta, agora na França, para conhecr Brunch, um ex-repórter que tem algo em comum com ela. O que é, só engatilhando as novas balas que completam este segundo volume.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Y: O Último Homem - Vol. 07


Y: O ÚLTIMO HOMEM - VOLUME 07
Onde Yorick acaba sendo fotografado

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Yorick Brown, o último homem da terra, finalmente chegou ao país onde sua noiva, Beth, está perdida desde a praga que matou os homens há mais de três anos. Infelizmente, a visita é apenas uma parada na trilha que Yorick e suas parceiras (355 e a bioquímica Allison Mann) estão seguindo em busca de Ampersand - o outro mamífero do sexo masculino sobrevivente e peça-chave para uma possível cura para a praga. O macaco foi sequestrado por uma misteriosa ninja e seu rastro vai até o Japão, próxima para do trio.

Antes de continuar, Yoryck tem um pouco de tempo livre para procurar Beth pelo que restou de Sydney, mas a sua presença na cidade também é uma oportunidade rara para uma jornalista que pode ter a maior história de sua vida nas mãos, com consequências devastadoras para todos.


domingo, 15 de setembro de 2013

Gotham City Contra o Crime - Vol. 06


GOTHAM CITY CONTRA O CRIME - VOL. 06 de 06
Scans by SabreWulf/Rapadura/Onomatopéia

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Eles são os melhores de Gotham. Policiais que dedicam suas vidas para combater o crime numa cidade infestada de bandidos, sujeira e corrupção. Mas, alguns dos piores inimigos do Departamento de Polícia de Gotham City estão dentro da própria corporação. Como fazer justiça quando o principal obstáculo está do lado de dentro? Esta edição de DC Especial joga luz nos meandros do mundo sombrio que corre paralelamente á força da lei, mostrando predadores que se aproveitam de presas fracas e as relações ilícitas que mantêm , apodrecendo por dentro o lugar que era para ser uma refrência para toda a cidade.

E ainda mais: um corpo trajado com a fantasia de Robin surge. Será o próprio Menino-Prodígio? Um fã suicida? Ou algo mais sombrio? E, finalmente a derradeira aventura de Gotham City Contra o Crime, mostrando a transformação que levou Renee Montoya além de seus próprios limites, sem medir consequências, para finalmente se vingar de James Corrigan.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Incrível Cabeça de Parafuso


O INCRÍVEL CABEÇA DE PARAFUSO E OUTROS OBJETOS CURIOSOS
Onde a criatividade de Mike Mignola desconhece limites

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Mike Mignola despontou para o estrelado quadrinhístico depois que sua criação, Hellboy, fez um grande sucesso. A partir de então, o desenhista deixou de ser aquele quase obscuro ilustrador que fez trabalhos para a Marvel e DC, alguns até bem importantes, como Odisséia Cósmica. Seu personagem vindo do inferno ganhou até mesmo as telas de cinema, fazendo com que essa nova fase o tirasse dos quadrinhos do demoníaco ser. Mas, Mignola nunca mais parou de verdade. Um prova disso é esta HQ intitulada, O Incrível Cabeça de Parafuso que, apesar de ter sido publicada apenas uma vez, fez tamanho sucesso que ganhou um curta de animação baseada na mesma.

Cabeça de Parafuso é, assim como Hellboy, um agente do governo dos EUA, só que da época de Abraham Lincoln, que luta contra as mais bizarras e sobrenaturais ameaças ao mundo. Aqui no caso o Imperador Zumbi, que tenta ganhar mais poder encontrando uma relíquia mística de Gung, o Magnífico. Cabeça de Parafuso e o Sr. Aresta precisam impedi-lo. Além do insuitado personagem, a edição traz uma história que Mignola desenhou baseada em "roteiro" de sua filhinha de 4 anos e uma aventura em Marte.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Gotham City Contra o Crime - Vol. 05


GOTHAM CITY CONTRA O CRIME - VOLUME 05
Scans by SabreWulf/Rapadura/Onomatopéia

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Mais um volume das aventuras da turma do Departamento de Polícia de Gotham City. Brubaker e Rucka deram outra dimensão às histórias de super-heróis focalizando nas pessoas comuns, como os policiais da cidade protegida pelo Homem-Morcego. Neste volume:

Sexo, Segredos e Chibatadas - uma conhecida personalidade religiosa é encontrada morta em seu apartamento, no 45o. andar de um prédio. Quem é a principal suspeita da pólicia de Gotham City? Ela mesma, a ladra número um da cidade: a Mulher-Gato.

Konexão Keystone - um ítem encontrado em um acidente em um prédio abandonado de Gotham faz com que todas as suspeitas do DPGC recaiam sobre a galeria de vilões do Flash. Isso leva a Keystone, cidade natal do Homem Mais Rápido do Mundo.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Lugares Distantes


JERUSALEM JONES: LUGARES DISTANTES

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Eu não sou um homem do mar. Na verdade, nunca encontrei nenhum pistoleiro que tivesse viajado de navio. Eu vivo do deserto, respiro a areia e cavalgo as dunas. Mas, precisei ir até Hong Kong e, quem sabe um dia, eu conte o que fui fazer por lá. Tudo o que sei é que a viagem de ida já foi problemática para um marinheiro de primeira viagem. Mas, o retorno está se mostrando bem pior. O navio encalhou e, tenho a ligeira impressão, de que o capitão Norwal não sabe onde estamos.

Encalhamos nas pedras do que parece ser uma ilha. A neblina - sempre ela - fez com que o navio acabasse preso aqui. A tripulação não vai conseguir retirá-lo até a maré subir. E isso vai demorar. Eu deveria ficar por perto, mas se eu fisesse isso, não seria eu. Adentro a ilha, reparando como pedras negras estão em todo lugar. São de todos os formatos, e sempre negras. Norwal grita algo sobre não me afastar muito. Mas se eu o obedecesse, bem, vocês já sabem.

É tarde e daqui a pouco o sol sumirá. Mas ainda há luz o suficiente para que eu possa andar com segurança. Reparo que logo adiante há uma espécie de pequena muralha, feita da mesma pedra que infesta a ilha. Alta o suficiente para que ninguém possa pular sem que use alguma escada. Parece que foi entalhada na pedra e não construída. Que sempre esteve ali, e eu não duvido disso. Parece haver um pequeno portão. E ele está se abrindo.

Caminela corre, avança a toda velocidade. Ela não para até pular sobre o peito do homem de roupa estranha e o derruba. Ele puxa algo que parece serem armas, aponta contra Caminela, mas nada acontece. Ela não se mexe. Sabe que deve obedecer minhas ordens, e estas foram para imobilizar o estranho. Corro na direção deles e percebo que ele está gritando com Caminela e comigo, mas não consigo entendê-lo.

Enfio a mão na parte de dentro de meu vestido, que parece mais uma roupa de garoto, e puxo o androletopse. Reisar, o mago do reino, estava se divertindo ás minhas custas e disse que faria Mircela falar. Jogou o androletopse sobre ela, e ela disse: "estou entediada". Levei um susto. Reisar disse que o pó era, de certa forma, mágico. Traduzia qualquer língua, mesmo as mais impossíveis. Não devia ser usado em animais, por isso fez Caminela falar apenas uma frase. Ele usava para falar com estrangeiros, mas não sempre. Afinal estudar línguas também era o dever de um mago, e de uma aprendiz não-oficial. Pois sim, antes de ir embora, peguei um pouco. Certo, não um pouco. Parecia que eu estava adivinhando. Joguei o pó no rosto do estranho, que levou um susto.

- Que diabos é isso?! - Funcionava!

Droga, depois que de quase morrer com aquele lobo me derrubando, uma garotinha vestida de forma esquisita se aproxima e me joga um pó preto na cara. Mas, aparentemente, aquilo faz com que eu começasse a entender o que ela estava dizendo e ela me entendia. Ela manda o lobo, a quem chama Caminela, ou seja loba, sair de cima de mim. Só não acabei com a loba porque os revólveres estavam molhados.

- Bem-vindo ao Nono Reino, estranho. - diz a menina - Meu nome é Trinya. Você é amigo ou inimigo?

- Hã... amigo, eu acho. Não sabia que havia gente nessa ilha. Meu navio...

- Que navio?

Olho para trás e vejo que não há mais navio algum. Ou foram embora - o que era impossível - ou eu não estava mais no mesmo lugar, a não ser pelas pedras negras.

- Bom, meu navio, que sumiu, me deixou aqui e agora tenho que arranjar um modo de voltar até ele. Mas, como ainda tenho tempo, teria alguma coisa para comer? Mesmo eu sabendo que a comida não vai ficar muito tempo em meu estômago assim que eu pôr os pés no navio, seria bom forrar ele assim mesmo.

- Claro, temos. Somos poucos no castelo, já que meu pai saiu com meus irmãos e todos os soldados para a guerra. Mas temos comida sim.

- Que castel...? Ah, esse castelo.

As coisas iam aparecendo como se uma neblina baixasse de meus olhos. Talvez fosse a menina, talvez fosse o pozinho preto. Talvez fosse apenas a fome, não sei. A loba seguia-nos como um cachorrinho de estimação. E ainda roçava a cabeça na minha perna. A filha da mãe ainda gostava de mim, mesmo tendo quase arrancado minha cabeça alguns minutos antes.

Ela me leva através do portão no muro de pedra e o castelo aparece em todo seu esplendor. E ao redor, pessoas e mais pessoas trabalham freneticamente. Algumas olham para mim, geralmente as mais jovens e os mais velhos parecem já ter visto de tudo, não se incomodam. A menina deve ter uns 10 anos, mas não parece ter medo de mim. E não é apenas pela proteção da loba, é algo nela mesma.

Entramos no castelo e vamos até um lugar que parece ser a cozinha, se bem que do tamanho de três das que eu estou acostumado. Nos sentamos e ela busca algo para eu comer. Pão, carne e até vinho. Eu queria uma filha assim.

- Que lugar é este? Acho que não está nos mapas. E que guerra é esta? Acho que vocês vivem bem isolados por aqui.

- Antes diga seu nome, não é mesmo? Eu já me apresentei.

- Oh, desculpe. Sou Jerusalem Jones. Prazer. - apertei a mão dela, que achou o gesto engraçado.

- Então, sir Jones. Este é o Nono Reino, mais conhecido como Reino Inóspito, mesmo que não seja mais tão inóspito assim. Está com tempo?

- Ah, tenho todo o tempo do mundo. Pode falar.

"Meu pai Uziel, era o rei dos Nove Reinos Antigos, e uma grande guerra fez com que ele fosse deposto, e os reinos divididos em... nove, é claro. São agora conhecidos apenas como Nove Reinos. Hetén, filho de Kahsy, se rebelou. Ele não era ninguém, mas fez com que os outros reinos acreditassem em suas promessas de grandeza e poder. Claro, não avisou que o poder seria só dele. Tudo isso aconteceu muito antes de eu nascer. Mas eu sou obrigada a estudar isso todos os dias. Reisar diz que o conhecimento evita que os erros se repitam. Sei lá se é verdade.

O fato é que cada reino agora é dominado por um discípulo de Héten. Menos o Reino Inóspito, para onde meu pai e nossa família fugiram e se refugiaram, saindo do Reino dos Dias Eternos, onde Héten agora tem a sua base. Para seu azar, os outros reis e príncipes querem tanto poder quanto ele, e agora a guerra não é mais só contra meu pai, mas contra todos, uns contra os outros. Meu pai não quer mais o poder, quer apenas coneguir reunir os Nove Reinos sob uma mesma bandeira e depois escolher um novo rei, justo e capacitado. Se seré um de nossa casa, apenas as estrelas irão dizer. Mas meu pai não interferirá.

Há até mesmo um príncipe, em uma terra fora dos Nove Reinos, que diz ser o herdeiro de antigos reis, antes de meu pai, e está agrupando um grande exército e, dizem alguns estrangeiros que aqui aportam , que ele teria nada mais nada menos que dois grifos adultos, como parte de seu exército. O chamam Príncipe Bastardo. Confesso que fico animada com essas histórias, já que eu nunca vi um grifo em minha curta existência. Afinal diziam que eram extintos."

- Meu pai está contratando soldados. Se você quiser pode se juntar a ele.

- Fico lisonjeado com a oferta. Afinal, logo se vê que tenho tudo, menos porte de um guerreiro. Minhas lutas são em outro lugar. Talvez outro tempo, não sei. Acho que virei em alguma esquina errada e entrei nas suas terras por engano. E agora preciso descobrir como voltar. E, espero que você se mantenha longe o suficiente desses problemas entre reinos, para crescer e virar uma princesa, pequena Trinya. Já comi o suficiente e só tenho a agradecer. Vou tentar voltar pelo mesmo caminho e encontrar meu navio perdido.

- Reisar poderia ajudar, mas ele saiu, foi andar pela floresta em busca alguma das pedras menores, mais negras. Ele tenta montar um feitiço contra grigos ou algo assim. E eu terei de ficar, pois minha mãe já deve estar preocupada, sem saber que estou apenas aqui, na cozinha. Foi bom conhecer você, Jerusalem Jones.

- Tome, fique com uma de minhas armas como lembrança. Retirei as balas e duvido que vocês tenham esse tipo de munição. Então servirá apenas de suvenir. Mas acho melhor esconder de seus pais, mesmo assim.

- Nossa, é linda. Então, tome meu broche de aprendiz não-oficial de feiticeira. Na verdade eu roubei de Reisar, como sempre faço. Caminela vai acompanhar você até onde quiser. Proteção. Quando encontrar seu navio diga apenas "volte", e ela volta.

A menina conseguiu me fazer ficar triste ao ir embora. Mas não era meu mundo. Não sei como fui parar ali, mas precisava voltar. Essas coisas sempre acontecem comigo e o mais sensato é refazer o caminho de volta. Baguncei os cabelos curtos dela e disse adeus.

O homem chamado Jerusalem Jones se vai. Segurei a arma que ganhei de presente e notei como era pesada. Iria guardar bem escondida. Mas mostraria a Reisar antes, ele não contaria nada sobre ela a ninguém e, mesmo se contasse, eu teria de contar a meu pai como ele anda usando os feitiços de alucinação, aqueles pós brancos brilhantes.

Caminela e Jones já estavam longe, quando olhei na direção do portão norte. Não entendi bem o que aconteceu aqui, mas muitas coisas estranhas aconteciam neste dias de conflitos e magia. Vou virar esta página, que é melhor.

Caminela era um lobo assustador, mas caminhava ao meu lado tão calma que, às vezes, nem parecia estar ali. Refiz todo o caminho e mesmo assim não encontrei o navio. Já estava escuro e aquilo estava me preocupando. Me sentei e Caminela colocou a cabeça sobre meu colo. Esta desgraçada vai fazer eu sentir falta dela.

Estávamos perto das mesmas pedras negras que avistei. O caminho parecia ser aquele, mas eu poderia ter me perdido também. O sono começava a aparecer,e e eu cochilei por uns segundos. Caminela me acordou, estava rosnando. O caminho para o mar estava iluminado, e ela olhava com fúria para o navio. Enfim, eles estavam se preparando para zarpar. Meio triste, eu disse para a loba:

- Volte.

E ela não pensou duas vezes. Apenas me cheirou um segundo e deu meia-volta, sumindo na escuridão. O capitão já me avistara e esbravejava comigo. Eu disse:

- Fui mijar. Não posso?

- Bebeu o Rio Mississipi inteiro?

Ainda olhei para trás uma última vez e senti calgo estranho. Saudade, talvez. Depois que subi a bordo e o navio começou a se afastar, ainda conseguiu ouvir um uivo vindo de lugar nenhum.


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