quinta-feira, 25 de abril de 2013

1 Litro de Lágrimas


1 LITRO DE LÁGRIMAS - AYA KITO
Scans by Sabrewulf/Onomatopéia Digital

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Nos primórdios do Rapadura Açucarada e do início da distribuição de scans de HQs em massa, uma das coisas que se destacou, logo algumas semanas depois, foi a contribuição espontânea de pessoas que visitavam o blog. Não precisei pedir, nem formar um grupo, simplesmente aconteceu. Como fogo em mato seco. As pessoas mandavam seus scans de todos os lugares do Brasil. Alguns deles, verdadeiras raridades. Essa agitação só servia para contagiar outros, que contagiavam outros. Por fim, muitos desses saíram para formar seus blogs de scans, inspirando assim novas pessoas a contribuirem também. Era o que se chama de um crescimento exponencial.

Tanto que hoje em dia pode-se formar uma árvore genealógica de blogs que inspiraram blogs que inpiraram blogs. Tudo porque as pessoas têm esse potencial para compartilhar. Nesse mesmo ritmo se seguiu os scans traduzidos, gerando os grupos de tradução de scans que vemos até hoje. Todos baseados no mesmo príncipio de contribuição espontânea. Era como trocar gibis de uma forma totalmente nova.

Me é impossível lembrar o nome de tantos que contribuíram para a Era de Ouro dos scans no RA. Calculo que foram dezenas a certa altura. Hoje em dia refaço muitos scans daqueles que tanto eles fizeram, como eu também fiz. Mas, mesmo sendo digitalizações ultrapassadas, foram a base para o que veio depois.

Com a dispersão e as várias fases por quais o RA passou, a contribuição acabou se dispersando também. Em parte é bom por eu controlar a qualidade e torná-la padrão, sem scans com diferentes graus de qualidade. Em parte é ruim, devido ao fato de eu ser apenas um e o tempo ser curto. Então vou fazendo o que posso no ritmo que dá. Não me preocupo com quantidade. Afinal, o que não falta são scans nos vários links à direita.

Então, chegamos ao mangá aqui postado. Além de ser uma contribuição de qualidade, faz com que retornemos a essa época do blog em que outras pessoas ajudavam. Pura nostalgia.


E, surpreendendo, Sabrewulf, que enviou o scan, foi além e acrescentou duas páginas escritas por ele, com uma introdução - coisa que a revista não possui - explicando não apenas mais da história de Aya Kito, mas da história dele mesmo e de como a revista o afetou, já que... bom, leia a introdução.

Aya Kito é uma menina de 16 anos que descobre estar com uma doença degenerativa, que começa a afetar seus movimentos e cada dia seu passa a ser uma luta. Sua médica sugere que ela escreva em um diário tudo que sente e tudo pelo que passa, e ela acata a sugestão, o que acaba servindo como base para um livro, publicado mais tarde, para uma minissérie televisiva e, finalmente, para este mangá. Como Aya mesmo diz durante sua história "eu deixei minha marca". Ela se referia a como estava contribuindo para a organização de sua classe e como as pessoas gostavam dos livros que ela sugeria. Mas, sua marca foi bem além disso.

Obrigado, Sabrewulf.


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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Marvel in Brasil


MARVEL 40 ANOS NO BRASIL
Scans by Chesco36/Gibis Clássicos

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Mesmo sendo um decenauta assumido, minhas lembranças mais distantes em termos de quadrinhos de super-heróis, são da Marvel. Claro, existe um motivo para isso: as HQs da DC eram publicadas pela Edirora Brasil-América Ltda (EBAL), e eu simplesmente odiava a diagramação feita por eles. Os balões com aquelas letras como se fossem datilografadas me desanimava e fazia com que eu não as lesse tanto quanto eu lia Marvel. Mesmo os heróis da Marvel chegaram por aqui pelas mãos da EBAL, mas quando eu comecei a ler quadrinhos, os heróis da Casa das Idéias eram publicados pela Editora Bloch.

E, foi nesta editora que eu lembro de ter lido minha primeira HQ da Marvel. Era um número de O Mestre do Kung Fu. Eu era tão novo que nem mesmo entendia que o herói era da editora americana. Para mim, pouco importava. Os super-heróis eram todos parte de um único mundo, o da diversão. Mas, conforme fui crescendo, fui percebendo estas divisões. Quando eu já lia com mais assiduidade, a Marvel estava dividida entre a Rio Gráfica e Editora (RGE) e a Editora Abril.

Essa divisão causava uma confusão na minha cabeça e uma certa irritação. Enquanto eu gostava de como a Abril produzia as HQs, eu não era tão fã assim dos heróis que ela estava publicando, ou seja, Capitão América, Thor, Quarteto Fantástico e etc. E, por outro lado, detestava o projeto gráfico da RGE, incluindo o papel usado, mas os heróis que eu mais gostava estavam lá, Homem-Aranha, X-Men, Hulk, Nova e tantos outros. Aquilo era desanimador. Pelo menos a DC estava toda centralizada na EBAL, fosse para o bem ou para o mal.

Em 1984, quando eu tinha meus 14 anos de idade, isso tudo mudou. Além da DC, todos os heróis da Marvel foram para a Editora Abril. Surgiram as revistas do Homem-Aranha, Incrível Hulk e, a já publicada, Superaventuras Marvel ganhou a companhia dos X-Men, e outros heróis que estavam na RGE, que manteve o direito sobre alguns poucos quase desconhecidos personagens, o que não fez muita diferença.

Com essa centralização dos quadrinhos de super-heróis em apenas uma editora, meu lado decenauta se fez mais presente, mas nunca abandonei os quadrinhos Marvel. Afinal, essa época foi uma das melhores para os fãs. Como não sabíamos das mutilações que o formatinho sofria em relação ao formato americano, isso não nos afetava. A Marvel ia de vento em popa na nova editora.

Com o lançamento das Graphic Novels, passamos a ter material de maior qualidade, inclusive no selo Graphic Marvel, exclusivo para histórias especiais, fechadas. Os títulos mensais eram devorados, fosse Heróis da TV, Capitão América, Superaventuras Marvel e todos os outros, incluindo o trimestral Grandes Heróis Marvel que, com esse título grandioso, fazia com que três meses fosse uma espera infinita.

Com a chegada dos anos 90 a qualidade dos quadrinhos caiu em nível mundial, então não seria diferente por aqui. A única frente de resistência eram os especiais e algumas graphics. Ao mesmo tempo a Abril começava a cansar de publicar super-heróis, e mudanças de formatos, quantidade de páginas e preço exorbitante anunciavam oo fim da Era Abril. Não parecia haver nenhuma outra editora que pudesse arcar com os direitos das duas editoras americanas e continuar a publicação unificada e coesa qua a Abril vinha fazendo. Tudo teria sido mais complicado, se não fosse a editora Panini entrar de sola.

A editora italiana fez o mesmo que a Abril, adquiriu os direitos das duas grandes americanas. E a Marvel estava novamente de casa nova. Os títulos eram publicados em formato americano, coisa que a editora anterior fez, mas nos seus últimos meses com os super-heróis e a um preço exorbitante para a época. Assim, um novo século e uma nova casa para Homem-Aranha e cia.

Edições encadernadas conhecidas como Os Maiores Clássicos, traziam de volta muito do material que fora publicado em formatinho, ou seja mutilado, agora completo e mais próximo do material original. Coleções completas das aventuras do Demolidor de Frank Miller e do Quarteto Fantástico de John Byrne chegaram aos leitores antigos e novos. E, entre tanto especiais, chegamos ao que postei aqui hoje, digitalizado pelo Chesco36, do blog Gibis Clássicos: Marvel 40 Anos no Brasil, publicado em 2007.

Além de uma extensa matéria sobre a trajetória da Marvel em nosso país, a edição é recheada de histórias importantes dentro da história da editora Marvel. Temos por exemplo a emblemática O Garoto Que Colecionava Aranha e a clássica aventura dos mutantes Dias de Um Futuro Esquecido, ambas em scans de qualidade, finalmente. Também transita entre as várias linhas de quadrinhos que surgiram como o Novo Universo, Universo 2099, Marvel Max e Ultimate Marvel, respectivamente com Estigma, Homem-Aranha 2099, Poder Supremo e Ultimate X-Men. Em resumo, uma edição imprescíndivel para os fãs brasileiros da Marvel. E isso dito por um decenauta.


domingo, 14 de abril de 2013

Livros Por Todos os Lados


LIVROS: AS VIAGENS DE EUDES
Por Mundos Nunca Dantes Navegados

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Os livros entraram na minha vida alguns anos depois dos gibis. Provavelmente não por uma opção consciente minha. Acostumado à leitura rápida e "com figuras" dos quadrinhos, acredito que pelo menos até os 11 anos de idade, eu não tenha lido algo mais consistente como um livro. Mas, como todo aluno, uma hora você precisa ler livros que a professora indica, para que possa fazer uma redação, um resumo, baseado no que leu. Eu devia estar na terceira série quando isso aconteceu pela primeira vez.

A professora nos deu o nome do livro que ela queria que lêssemos: As Viagens de Gulliver. Eu fiquei bem animado. Afinal, conhecia a história de desenhos animados e filmes que via na TV. Quer dizer, eu pensava que conhecia. Tão animado que estava, resolvi ir eu mesmo até a livraria mais próxima - que era longe - e comprar. Minha mãe me deu o dinheiro, mas não sabia que eu mesmo ia até lá.

Entrei em um ônibus e fui até Duque de Caxias. Não sei como, mas achei rapidamente uma livraria exclusiva da Ediouro. Apesar de pequena, para mim era um mundo. Os livros todos organizados em prateleiras giratórias, faziam com que eu as girasse como se fosse um baleiro. Eu já sabia que livro queria, mas devo ter ficado muito tempo ali, antes de levá-lo.

Creio que li o livro em bem pouco tempo, e fiquei fascinado. Enquanto em filmes e desenhos animados, Gulliver só viajada para a terra dos pequeninos e depois para a terra de gigantes, no livro ele ainda ia para muitos outros lugares, incluindo um lugar habitado apenas por cavalos onde aprendia a língua deles. Era algo muito mais denso do que as adaptações para cinema e TV. Era algo inesquecível e eu fui ali, capturado pelos livros.

Para minha surpresa, a professora trocou o livro pouco depois. Ela não ia mais usar As Viagens de Gulliver. Não lembro quanto tempo se passou entre ela pedir a primeira vez e eu comprar, mas eu acho que fui eu quem comprou rápido demais. Ninguém mais comprara. Mas, não falei nada. Ela queria agora O Príncipe e o Mendigo de Mark Twain. Em vez de reclamar, fiquei exultante. Eu tinha a desculpa perfeita para comprar mais um livro.


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E meu gosto pela leitura continuou a ser moldado pela escola. O próximo livro que me lembro ter sido objeto de estudo foi O Rapto do Garoto de Ouro de Marcos Rey, onde descobri não apenas uma empolgante história de mistério, como também uma coleção inteira de livros maravilhosos: A Coleção Vagalume da Editora Ática. Não demorou para que eu entendesse que Rapto era o segundo livro de uma trilogia (que mais tarde viraria uma quadrilogia) envolvendo os mesmos jovens personagens que agiam como detetives ocasionais. Assim sendo, saí à caça, por conta própria, de Mistério do Cinco Estrelas e Um Cadáver Ouve Rádio. E, claro, Marcos Rey se tornou meu primeiro escritor preferido.

Logo se tornaram poucos os livros que eu comprava para trabalho escolar, em relação aos que eu comprava para ler por conta própria. A Coleção Vagalume se tornara quase uma obsessão. Mas, ao menos era um ótima obsessão. Eu vivia indo às livrarias (ou às grande papelarias) de Duque de Caxias, e passava às vezes horas, escolhendo qual o próximo volume da coleção eu ia ler. Entre Cem Noites Tapuias e As Aventuras de Xisto, eu ia de aventuras dramáticas a fantasia. Até mesmo o denso Éramos Seis, eu li.

Porém, não fiquei preso a esta coleção. Fosse por conta da escola, ou por conseguir livros emprestados, eu acaba por me aventurar por outras editoras e estilos de literatura. Talvez, um livro que tenha me marcado muito foi Meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos. Por tratar de figuras paternais e eu praticamente não ter pai, o livro me deixava até mesmo deprimido. A capa em uma cor que parecia sangue, fez com que o livro nunca saísse de minha memória. Anos mais tarde assisti a novela baseada no livro - não a primeira - exibida pela TV Bandeirantes, mas o impacto não foi o mesmo.

Outros livros que li na mesma época e que devo ter lido devido aos temas tão surreais, foram: Memórias de um Cabo de Vassoura de Orígenes Lessa, que, como o título diz, trata das memórias de um cabo de vassoura e de suas peripécias. O outro foi A Galinha Nanduca de Ganymedes José, a história é sobre a confusão que é criada quando se descobre que Naduca, a galinha, tem dentes. Até mesmo a ficção-científica Perry Rhodan eu tentei ler por essa época, mas não gostei. Talvez fosse demais para minha idade.


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E foi exatamente isso que escutei quando tinha 12 anos, e pedi um livro de Agatha Christie emprestado a uma amiga, que também faz parte da minha história com livros. Com essa idade eu fui trabalhar em uma pequena padaria, onde já havia uma funcionária, Denise Coutinho, linda em seus 18 anos. Claro que me apaixonei, como todos os que a conheciam se apaixonavam. Leitora inveterada, era sócia do Clube do Livro. Quando pedi que me emprestasse um de seus livros de Agatha Christie - que ela amava - disse que eu não os entenderia. Se era uma desculpa para não emprestar não sei.

Com o tempo, não teve jeito, ela acabou por ceder e eu comecei a ler livros para "gente grande". Fui iniciado por uma mulher mais velha... na leitura de livros mais adultos. Nos tornamos grandes amigos e eu me tornei mais aficcionado por livros. Vivia uma paixãol platônica e me aventurava pelos livros de mistério e suspense de Agatha Christie. Até mesmo ia à casa de minha amiga, onde os livros me lembraram a organização da livraria Ediouro... em prateleiras giratórias! Aquela menina era de outro mundo.

Com o tempo ela foi embora da padaria e eu fiquei sozinho. Perdemos o contato, mas eu não perdi o gosto pelo tipo de livro que ela me ensinou a gostar. Eu comprava a coleção Agatha Christie que estava sendo lançada em bancas de jornal e devo ter lido ao menos metade da coleção de mais de 80 livros da escritora. E, como não era apenas Agatha Christie que eu encontrava nas bancas, eu acabava por comprar outros livros dos quais eu lia a sinopse e me sentia atraído. Foi o caso de Os Sete Minutos, de Irving Wallace.

Mesmo percebendo que o livro era demais para mim, para minha idade, eu não conseguia parar de lê-lo. Um caso de estupro é relacionado a um livro pornográfico chamado Os Sete Minutos, escrito por um tal de J. J. Jadway. O julgamento acaba sendo o do próprio livro, que relata os sete minutos de pensamentos de uma mulher durante uma relação sexual. Com um final inesperado, o livro ficou gravado em minha memória.


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Dos 12 aos 16 anos, devo ter lido tantos livros que eram lançados em bancas de jornal, que seria impossível lembrar de todos. Conviviam pacificamente com meu gosto pelos quadrinhos e um não se sobrepunha ao outro. Muito do que li eram livros que foram adaptados para o cinema, entre eles Tubarão, de Peter Benchley; Cemitério Maldito de Stephen King; O Poderoso Chefão de Mario Puzo; A Entidade de Frank De Felitta; A Profecia de David Seltzer, e até mesmo o caminho inverso, com E.T. O Extraterreste, que era um livro adaptado do roteiro do filme, do desconhecido William Kotzwinkle. Porém, dois desses livros foram marcantes: Rambo e Invasores de Corpos.

Apesar de nunca ter conseguido assistir ao filme Rambo: Programado Para Matar, por inteiro, eu li o livro, de David Morrelll, que deu origem ao longa-metragem. Não que eu ache o filme ruim, ou algo assim, apenas é um daqueles filmes que parecem amaldiçoados a não serem assistidos completamente. Sim, eu poderia baixar ou alugá-lo, mas sei lá porque nunca fiz isso. Talvez isso tenha sido bom, pois a leitura do livro pode ter se tornado mais interessante. O pouco que percebi do filme é que há o herói e os vilões, algo que no livro não é tão definido, mostrando que a vida não é em preto e branco. O livro tem um final totalmente diferente do livro, e um tanto inesperado.

Já Invasores de Corpos, de Jack Finney, se tornou um dos meus livros preferidos. Não o li apenas uma vez, mas várias vezes ao longo da adolescência e vida adulta, cada vez sendo como uma nova experiência. Não sei bem porque a história mexe tanto comigo. A primeira vez que assisti a um filme baseado no livro, eu era muito criança, e não o entendi muito bem. Era a adaptação feita na década de 70 com Donald Sutherland no papel principal, e eu só lembrava da aterrorizante cena final, com Sutherland abrindo a boca e apontando. A primeira adaptação e a mais fiel ao livro, feita na década de 50, eu vi apenas há pouco tempo. A útima, com Nicole Kidman, foi um desastre.

Os primeiros capítulos, em que o Dr. Miles percebe algo de estranho nas pessoas, principalmente devido ao olhar delas, é algo que eu sempre lembro, como se o tivesse lido ontem.


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Talvez Invasores de Corpos fosse uma alegoria para o que aconteceria a seguir em minha vida, devido aos livros. Como ávido leitor que eu sempre fui, lia qualquer coisa que me caía nas mãos e gradualmente eu fui catequizado através do que eu lia. Desde os tempos que ia á casa dos meus avós, já via ali um livro da religião Testemunhas de Jeová, Histórias Bíblicas, feito para crianças. Na padaria em que conheci Denise e Agatha Christie, o dono tinha assinatura das revistas Sentinela e Despertai, e quando eu não tinha nada para fazer, ou ler, lia aquilo mesmo. Aos 19 anos, sem ter o que ler, peguei uma leva de vários livros com um amigo que estava estudando com elas. Bastou para que aquilo que li fosse absorvdo por mim, que vivia cansado de tantas religiões que apenas pediam, e aquela ali dava... conhecimento. Era o que parecia.

Então, nem precisou que nenhuma delas batesse à minha porta, eu mesmo fui até eles e pedi para ser doutrinado. Dentro de seis meses, eu estava dentro. E os livros "mundanos" deixaram de fazer parte da minha vida. Porém, eu não parava de ler. Só que agora eu enchia minha estante com a literatura religiosa produzido pela seita, e não era pouca. Sem poder ler o que era produzido aqui "fora", eu comprava até mesmo compilações encadernadas de edições antigas de A Sentinela e Despertai... e devorava tudo. A cada reunião anual, em que eram lançados novos livros, eu me sentia no paraíso. Mesmo sabendo, inconscientemente, que eram apenas as mesmas palavras livro após livro, rearranjadas e com novas ilustrações. Eu estava num looping em que não lia nada de novo, apesar de achar que sim.

Mas, nem mesmo a religião impediu que eu relesse Invasores de Corpos mais uma vez. Talvez isso tenha despertado algo em mim, e dito, você está se tornando alguém que não é você, como no livro. Eu acabei saindo das Testemnunhas de Jeová sete anos depois, algo um tanto irônico, já que umas das coisas que aprendi lá é que na Bíblia, sete representa perfeição.

Era 1997 e eu estava enferrujado em relação á leitura secular, fosse com livros ou quadrinhos. Não lembro de ter lido nada relevante até que casei em 2000, e comecei a voltar á ativa aos poucos.


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Até 2004 não lembro o que li, se é que li. Era como se eu estivesse ainda congelado no tempo. Quadrinhos só voltei a ler com força total devido ao blog e ás atividades ligadas aos scans. Mas livros, esses eu ainda não conseguia encontrar nada que me interessasse. Até que, certo dia, vi alguém lendo um livro no metrô. Até aí nada demais. Mas, em outras viagens, vi mais pessoas com o mesmo livro. Aquilo me chamou atenção e, já tendo gravado o título, resolvi ir à livraria à qual ia apenas para comprar DVDs e resolvi saber do que se tratava. Depois de ler a sinopse, resolvi que ia ver se era bom mesmo, era O Código Da Vinci, de Dan Brown.


Eu não havia percebido que o livro era a modinha da época e, provavelmente, não o teria lido se tivesse percebido isso. Mas, era tarde demais. Eu estava capturado pelo livro que se tornou amado e execrado pelas pessoas, na mesma proporção. Assim como Parque dos Dinossauros, de Michael Crichton, que li anos antes, as pessoas queriam veracidade em uma obra de ficção, feita para entretenimento. E assim como Michael Crichton, eu me tornei fã. E foi o pontapé para que eu voltasse a ler como antes. Na verdade, até mais, muito mais. Nunca li como tenho feito nos últimos tempos. Seria complicado tentar relacionar tudo que li.

Descobri novos escritores como Sam Bourne, Tess Gerritsen, Matthew Reilly, Steve Berry entre outros. Li várias biografias, coisa que eu nunca fizera antes, entre elas Walt Disney, Joana D'Arc, Hitler, Van Gogh. Alan Moore e etc. E não consigo parar, e tampouco quero. Livros e mais livros acumulados, esperando serem lidos (sem contar as HQs).

Quando eu comecei a escrever neste blog, fossem poesias, contos ou memórias, percebi o quanto os livros me influenciaram e me ajudaram nisso. Se eu não fosse o leitor que sou, ávido e constante, não saberia escrever o pouco que sei. E, provavelmente nem saberia me expressar como como me expresso. Claro que ainda preciso melhorar muito. Ainda bem que sou jovem e ainda tenho muito, muito o que ler. Afinal, um livro que termina é apenas uma porta que se abre para o próximo.

Dedico esse texto à amiga Denise Coutinho, esteja ela aonde estiver.



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quinta-feira, 11 de abril de 2013

As Tiras do Homem-Aranha - Volume 01


AS TIRAS DO HOMEM-ARANHA - VOLUME 01
Stan Lee e John Romita pelas strip comics

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Foram com elas que os quadrinhos começaram, as tirinhas. Publicadas em jornais, deram vida a muitos personagens e outros tantos foram esquecido com o tempo. Até mesmo a gênese do super-herói teve início nas tiras de jornais, com Flash Gordon, Fantasma, Terry e os Piratas e tantos outros. Quando surgiu o Super-Homem, o primeiro super-herói com superpoderes, este foi publicado em uma HQ, como a conhecemos hoje. Antes disso, os gibis eram apenas compilações de várias tirinhas publicadas ao longo do tempo.

Com o advento dos comics (revistas em quadrinhos) as tirinhas foram deixando de ser tão importantes no cenário quadrinhístico, mas nunca deixaram de ser publicadas e até mesmo trouxeram outros personagens à vida tão marcantes quanto em seu início, como Peanuts, Calvin e Haroldo e etc. Ao mesmo tempo, heróis que nasceram diretamente nas HQs, também tiveram sua carreira levada para as tirinhas de jornal. Mas, talvez poucos deles tenham sido escritos pelo seu próprio criador.

É o caso aqui do Homem-Aranha. Na década de 70 Stan Lee já não escrevia as aventuras do aracnídeo, para os quadrinhos, há muito tempo. Porém, aceitou fazê-lo para as tirinhas que seriam publicadas nos jornais. Para desenhar o herói, ninguém menos que o desenhista que definiu a aparência do herói e de praticamente todos seus personagens da época, John Romita Sr.


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Foram publicados 2 volumes, só tenho este.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

A Saga de Thanos - Volume 02


A SAGA DE THANOS - VOLUME 02 DE 05
Demolidor e Serpente da Lua na Jogada

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Criado por Jim Starlin para a Marvel Comics, teve a primeira aparição em Iron Man#55, fevereiro de 1973.

A lua Titã era governada por Mentor, quando então reinava paz e tecnologia. Mentor tinha dois filhos: Starfox e Thanos. O primeiro tinha o poder de estimular os centros de prazer do cérebro dos seres vivos. O outro, entretanto, era bem mais poderoso. Mas almejava ainda mais.

Assim, Thanos se voltou contra seu pai e contra o reino, forçando Mentor a procurar seu pai, Kronos. Kronos criou Drax, o Destruidor, para que ele eliminasse Thanos. Mas o Destruidor falhou e Thanos conseguiu conquistar o trono de Titã. Em seguida, partiu para a Via Láctea, com o intuito de se apoderar do cubo cósmico, um objeto que satisfaz quaisquer desejos de seu possuidor. Amando a Senhora Morte mais do que todas as coisas, o vilão planejava destruir o Universo ( genocídio estelar ).

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O FIM - UM CONTO SOBRE A HUMANIDADE PERDIDA

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"Isso está funcionando? zzzz...crac... acho que sim. Estou gravando isso apenas para passar o tempo. Não imagino quem vá encontrar essa mensagem no futuro. Nem mesmo contato com outras civilizações nós fizemos. Mas, acredito que elas existam, só não quiseram vir até aqui. Não éramos dignos.

Somos os últimos. Com o passar do tempo fomos nos amontoando, como que para nos aquecer. O restante da humanidade cabe em uma pequena ilha. Mas não, não estamos em uma. É uma cidade, como podem ver, o que restou dela.

Não temos muito mais tempo e, como todo moribundo, nos arrependemos de não ter feito as coisas diferentes...zzzz.... crac... diferentes. Por que não aprendemos com nossos erros? É um grande mistério e ao mesmo tempo não é.

Evoluímos apenas fisicamente, exteriormente, mas um instinto primevo ainda permaneceu em nós. Isso se misturou à ganância, ódio, preconceitos e uma grande falta de sabedoria. Talvez tenha que acontecer assim. Um recomeço. Mas, não estaremos aqui, pelo menos não esta humanidade.

Não estou reclamando, apenas relatando. Lamentar seria tolice. Tivemos nossa chance. Fizemos grandes coisas, mas cometemos erros maiores ainda. Sim, sim, ainda os cometemos. Ali ainda brigam entre si...zzz....crac...esse maldito instinto de sobrevivência que nos fez morrer.

Não sei se alguém encontrará isso, mas se encontrar, que ao menos nos perdoe."


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Fábulas - Volume 01


FÁBULAS - VOLUME 01
Um scans para a amiga de Facebook, Andréa S.


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Mais uma série Vertigo que alcançou os píncaros do sucesso. Fábulas pegou os personagens dos contos de fadas e os trouxe para o mundo real, em uma trama com um humor, suspense, romance e aventura. Expulsos do mundo da fantasia por um Adversário implacável, as fábulas vivem em nosso mundo, como pessoas comuns, graças a poderosos feitiços. Neste ambiente Branca de Neve é uma espécie de sub-prefeita, sendo que, na verdade, ela é que acaba resolvendo todos os entreveros.

O Lobo Mau é agora, um detetive que trabalha para a prefeitura. E, nesta primeira edição, ele tem um caso sério a resolver: o assassinato da irmã de Branca de Neve, Rosa Vermelha. Envolvido no imbroglio está João (o do pé de feijão) que leva a notícia para Bigby (o Lobo), e acaba como suspeito do crime, já que era namorado de Rosa. Mas, o crime é bem mais complicado, já que não há um corpo, mas há muitos suspeitos. Bigby tem que descobrir quem matou Rosa Vermelha e porque.

Neste primeiro volume somos apresentado ao mundo de Fábulas nesta aventura detetivesta a la Afatha Christie, que não chega a ser um mistério tão difícil de ser desvendado, mas que nos divertimos com os detalhes e ficamos conhecendo alguns dos principais personagens dete conto de fadas moderno.


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