quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Comic-Con Episode IV: A Fan's Hope


COMIC-CON EPISODE IV: A FAN'S HOPE - 2011
Direção de Morgan Spurlock

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Torrent e Legenda, Aqui


Acho que esse documentário me fez crescer como pessoa. Me fez enxergar certas coisas de modo diferente. Afinal, o modo como as pessoas que não são nerds vêem uma reunião como a San Diego Comic-Con é o modo como eu via as pessoas em suas paixões "estranhas" por futebol, Carnaval, e outras coisas que só entende quem gosta, quem participa. Me fez entendê-las.

Uma pessoa que veja o documentário, em seus primeiro minutos, e não esteja familiarizada com o mundo nerd, vai logo taxar aquelas pessoas como loucas que não tem mais o que fazer. E, acho que foi assim que assisti. Me coloquei no lugar de alguém que não era um nerd, vendo aquilo com os olhos de quem nunca pegou em uma história em quadrinhos e não sabe o que é viver num mundo de fantasia, por alguns momentos do dia.

Comic-Con Episode IV: A Fan's Hope (não é uma sequência, apenas uma referência a Star Wars) é dirigido por Morgan Spurlock, do excelennte documentário sobre fast food, Supersized Me. Também é produzido por ninguém menos que Stan Lee, que dispensa apresentações e pelo criador de Buffy e diretor de Os Vingadores, Joss Whedon. O filme acompanha uma das edições desta que se tornou a mais lendária das Comic-Cons, a de San Diego.

Acompanhamos vários "personagens" pelos dias em que ela é realizada: aspirantes a desenhistas de HQs; uma moça e seu grupo que produzem fantasias para cosplay, além de usá-las; um vendedor de quadrinhos; um casal de namorados que se conheceram na edição anterior, colecionadores de action figures e etc. Isso sem falar nos muitos convidados como Kevin Smith, Grant Morrison, Paul Dini, o próprio Stan Lee, o criador de Walking Dead, Robert Kirkman, Frank Miller, e muitos outros.

O modo como o documentário é editado faz com que pareça que estejamos vendo um filme em que há ação, suspense, romance e terror. Bom, o terror fica por conta das muitas pessoas bizarras que povoam o lugar.

Acompanhamos dois desenhistas que mostram seus trabalhos aos profissionais da área e podemos ver uma pessoas (duas, na verdade) perseguindo o sonho de muitos leitores de histórias em quadrinhos, que é um dia estar trabalhando com aquilo que cresceu lendo. Ao pular para o grupo de cosplay, é surpreendente ver o que pessoas fazem quando amam algo e se dedicam (e moram num país de primeiro mundo). Já o vendedor de quadrinhos, dono da Mile High Comics, além de ter seu stand no evento, tenta vender uma HQ rara, por 950.000 dólares. E, uma namorada terá uma surpresa ao ser pedida em casamento durante as perguntas feitas a Kevin Smith.

Talvez um dos momentos mais emocionantes do documentário - para mim - é quando um menino vai pegar o autógrafo de Stan Lee. Tudo bem, ele está diante das câmeras, e é o produtor, então poderia se esperar que ele apenas atuasse. Mas, é mais que isso. O pequeno e rápido diálogo que se dá, mostra o quando ele sabe que são os fãs a quem ele deve tudo. Quando está em meio a um grupo de vários deles, um dos garotos diz:

- Você é demais, Stan. - e ele responde.

- Eu concordo, e admiro o seu bom gosto.

Neil Gaiman (que não aparece no documentário) pode ser o pop star dos quadrinhos, mas Stan Lee sempre será o showman. Estava vendo a hora que ele ia começar a fazer um número de sapateado. E isso tudo nos poucos minutos em que ele aparece na tela, já que o documentário é sobre San Diego Comic-Con e não sobre ele.

Alguns entrevistados reclamam que o evento quase deixou de ser sobre quadrinhos, dando tanta atenção aos filmes, videogames e etc. Mas, acho que, ao crescer tanto, isso se tonaria inevitável. É um evento sobre a cultura pop em si, sendo os quadrinhos um desses aspectos. Mudar o nome nesta altura do campeonato não faria sentido.

O documentário foi uma boa maneira de "estar" neste evento que, provavelmente, nunca verei de perto. Assim, pude "andar" por lá e conhecer mais desse universo nerd do qual faço parte desde que me conheço por alien.

P.S.: Coloquei o torrent e a legenda em caráter extraordinário, já que não estou colocando filmes pra baixar.


Pateta Faz História


PATETA FAZ HISTÓRIA - VOLUME 02 de 20
Cristóvão Colombo e Johann Strauss

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Um dos personagens mais carismáticos da Disney é, com certeza, nosso querido Pateta. Criado em 1932, recebeu o nome de Dippy Dawg, mais tarde trocado para Goofy. Seu jeito pateta de ser conquistou tanto os fãs, fazendo-o o terceiro no trio com Mickey e Pato Donald. Logo se destacaria em suas próprias animações, geralmente sendo uma espécie de apresentador em uma série que abordava vários temas, indo de esportes até o hábito de fumar. Era como se assumisse vários papéis e personalidades diferentes, todas elas atrapalhadas.

Nos quadrinhos é parceiro constante de Mickey. Porém, tem aventuras solo, sendo que até mesmo super-herói se tornou, o Superpateta. E, assim como nas animações, era um personagem perfeito para assumir outras personalidades, inclusive a de grandes nomes da história e/ou da literatura. Provavelmente foi pensando nisso que nasceu a série Pateta Faz História.

Lembro bem como eu ficava fascinado com aquelas histórias publicadas no Almanaque Disney, em que o Pateta de repente era Leonardo Da Vinci, daqui a pouco Cristóvão Colombo e até mesmo Frankenstein. Era diferente do que eu estava acostumado a ler nos quadrinhos Disney. Tempos depois foram até mesmo lançadas como edições especiais. Mas, quem iria saber que aquelas não eram todas as histórias que existiam na série original?

Então, há pouco tempo a Editora Abril editou toda a série em revistas formatinho. Vinte volumes em que 19 deles trazem dois personagens por edição e a última é uma coletânea chamada Teatro Disney, mostrando as histórietas que deram origem à ideia de Pateta Faz História.

Pateta Faz História é uma coleção que deveria constar na biblioteca de toda escola. Apesar das histórias serem humorísticas e não historicamente fieis, há pequenas biografias que dizem mais sobre o personagem retratado, assim como um texto detalhando a criação daquela história em quadrinhos específica. Só faltou mesmo o estúdio de criação Disney no Brasil criar um Pateta Faz História para algumas personalidades do nosso país. Mas, creio que aí, já é pedir demais. Mas seria interessante ver um Pateta Faz História como Santos Dumont.


PATETA FAZ HISTÓRIA - VOLUME 01 de 20
Scans by Onomatopéia Digital


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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Y: O Último Homem - Vol. 04


Y: O ÚLTIMO HOMEM - VOLUME 04
A Senha e A Passagem da Viúva

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No quarto volume das aventuras de Yorick Brown, ele precis ficar aos cuidados de uma agente, amiga de 355. Infelizmente, descobre tardiamente que está nas mãos do que parece ser uma psicopata que pretende torturá-lo de todas as formas, inclusive sexualmente. Nada parece fazer sentido. Para Yorick sua vida corre grande perigo, e ele nem sabe o quanto.

No próximo arco, nossos alegres aventureiros se deparam com um bando de mulheres que tomaram as estradas do Arizona, impedindo a passagem de qualquer um, criando assim um caos. Precisando passar, A Dr. Mann vai até as mulheres pedir um acordo, o que acaba sendo uma péssima idéia. Ela acaba capturada e torturada. Agora 355 precisa salvá-la, enquanto Yorick faz uma nova amiga.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

The Walking Dead - Volume 01


THE WALKING DEAD: OS MORTOS-VIVOS - VOL. 01
Os zumbis são apena uma parte do problema

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Muito antes da série começar a ser produzida, e até mesmo antes de ser publicada no Brasil, The Walking Dead já era uma HQ adorada por aqui, graças aos scans. As edições traduzidas eram esperadas com as mesma ansiedade que a chegada de um gibi às bancas. Kirkman já havia conquistado seu público brasileiro.

Quando começou a ser publicada por aqui, só dava pra adquirir os encadernados através das comic shops ou lojas on line. Apenas com o sucesso da série, começou a ser distribuída nas bancas de jornais, porém em edições de 24 páginas, a cada mês. Um pouco frustrante, já que, nesse passo, levará anos para que se chegue onde os encadernados estão hoje.

O grupo
Vertigem continua traduzindo os scans, estando em uma numeração bem adiantada. E, para quem não encontra os encadernados, aqui está o primeiro volume. Não é certeza de que estarão aqui todos que já sairam por uma simples questão monetária, como sempre. Mas, vamos ver, né?

Bom, com todo o sucesso que o seriado vem fazendo, não existe quase nenhuma alma viva (fã de quadrinhos) que não saiba do que se trata. Rick Grimes, policial baleado, acorda de seu coma no hospital, e descobre que o mundo vive um apocalipse zumbi. Desesperado, precisa encontrar sua família e reza para que ainda esteja viva. Consegue isso com a ajuda de Glenn, um coreano que o leva para o acampamento onde vive, e onde, por coincidência, sua esposa Lori e seu filho Carl, estão vivendo.

A partir daí, Rick se tornará o líder desse grupo de pessoas que tentam sobreviver aos zumbis. E, o mais importante, sobreviver aos dramas que uma catástrofe dessas causa. Não são apenas os mortos-vivos que se tornam um problema, mas disputas internas, como lidar com cada uma das pessoas, e como criar filhos em meio ao fim do mundo.

O seriado fez tanto sucesso quanto a HQ, porém os produtores optaram por fazer mudanças que tornaram a série diferente dos quadrinhos. Personagens novos foram criados, outros foram suprimidos e a cronologia não é a mesma. O que poderia ser um desastre, mostrou-se muito eficaz. A série já vai para sua quarta temporada.


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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Revista Animal #01 de 22


REVISTA ANIMAL #01 de 22
Novos scans 2.0 remasterizados digitalmente

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A primeira regra dos scans é não falar dos scans. Mas, a segunda regra mais importante é: um scan precisa ser legível. Não adianta digitalizar uma revista e, no fim das contas, você só conseguir divisar as ilustrações, mas ter que apertar os olhos para conseguir ler alguma coisa. Esse não é um problema tão grave hoje em dia, mas, por muito tempo tivemos scans que eram feitos sem se pensar muito em qualidade, apenas em popularidade. Porém, o problema é que muitos scans feitos no passado e que eram legíveis nas telas de computador da época, hoje em dia não o são tanto com o avanço da tecnologia de monitores e tablets. A Revista Animal é uma delas.

Animal é um daqueles projetos incríveis em que completamos a digitalização de todos os números publicados aqui no Brasil, tendo sido eu, Cimerian Satan e outros que os fizemos. Numa época sem tablets e em que monitores de tela plana ainda eram caros demais, ler num computador com monitor de tubo fazia parecer que os scans estavam num tamanho excelente. Um erro de julgamento, sem pensar no futuro, principalmente meu.

Os diálogos nas histórias em quadrinhos publicadas na Animal que escaneamos, estão perfeitamente legíveis. O problema começa nos muitos artigos que povoam a revista, principalmente no suplemento MAU. Como ocupam boa parte da revista - e foram feitos com muito esmero - se torna terrível o fato de não se conseguir lê-los adequadamente. Se aumentamos dando zoom, a qualidade se perde e não melhora a leitura.

Como aconteceu com Classics Illustrated, surgiu a chance de conseguir a coleção completa da revista, novamente. Faltam algumas, só torço para que o sebo aqui perto onde as estou comprando, não venda os que me faltam. Por sorte existem números replicados. Infelizmente será impossível fazer isso com tudo que foi escaneado nesses 10 anos. Muita coisa existe pelos Mercados Livre da vida, mas aí envolve não só dinheiro, mas entrar numa expiral de falta de tempo que pode ser desanimador e me fazer parar. Então melhor fazer o que, por acaso aparecer, como está sendo o cado da Animal.

Abaixo coloco um exemplo do scan antigo, e do novo, da número #01, justamente em uma parte que contém matéria e não quadrinhos, para se perceber a diferença. Para quem quiser baixar os 22 números na qualidade em que estão, clique
AQUI.


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Clique para ampliar


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Classics Illustrated #02: Hamlet


CLASSICS ILLUSTRATED #02: HAMLET
William Shakespeare e Tom Mandrake

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A história básica de Hamlet, o príncipe desejoso de vingança da Dinamarca, antecede a peça de William Shakespeare en cerca de 400 anos. Shakespeare aparentemente baseou sua tragédia romântica numa versão da lenda escandinava que apareceu em Histoires Tragiques (1576), escrita por François de Belleforest, que, por sua vez, que, por sua vez, parece ter se apoiado na História Danica, de Saxo Grammaticus (por volta de 1200). Shakespeare pode também ter buscado inspiração em Ur-Hamlet (por volta de 1580), uma peça, talvez do popular dramaturgo Thomas Kyd, que não sobreviveu aos dias de hoje.

É impossível determinar exatamente quando Shakespeare completou Hamlet e quando a peça foi encenada pela primeira vez. Certos relatos escritos indicam que a priueira montagem ocorreu antes de 1602. Quando Hamlet foi montado pela companhia de Shakespeare, os Homens de Lord Chamberlain, ele já havia escrito mais de 20 peças de muito sucesso. Como suas outras obras para teatro, Hamlet foi escrito com um olho na bilheteria do Globe Theatre: o objetivo de Shakespeare eram casas cheias, não sucesso de crítica.

Testemunho de seu gênio é o fatop do autor ter alcançado ambas as coisas: Hamlet foi um sucesso desde sua estréia, continuando a emocionar platéias e leitores através dos anos. Esse trabalho é considerado por muitos mestres como a maior obra cênica de todos os tempos. Uma apaixonante história de vingança, Hamlet também é um exame profundo da complexidade do sofrimento e da indelével batalga entre o dever e a moralidade. Existem várias versões de Hamlet e esta adaptação é baseada no que se considera a versão definitiva, uma combinação de textos publicados em 1604 e 1623. (Fonte: a própria edição).


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Graphic Novel #04: Homem-Aranha


GRAPHIC NOVEL #04: HOMEM-ARANHA - MARANDI
Susan K. Putney e Bernie Whrightson

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Marandi Sjörokker é uma menina que aparenta ter 12 anos, mas, na verdade, tem mais de 200. Quando encontra o Homem-Aranha em ação, já sabe que ele é Peter Parker, e mais, ela o conheceu quando menino. Ela está apenas de passagem pela terra, indo para sua dimensão, para enfrentar a terrível Tordenkakerlakk, um ser ao qual ela estava predestinada a enfrentar. Logo o amigão da vizinhança vê que o que ela diz é sério e se oferece para ajudá-la em sua luta e vai com Marandi para sua dimensão.

A graphic novel escrita por Susan K. Putney (uma ilustre desconhecidda) e ilustrada por Bernie Wrightson (um dos criadores de Monstro do Pântano) é uma bela fábula sobre amadurecimento e o que precisamos enfrentar para deixar de ser criança e começar a trilhar os caminhos para ser um adulto. Claro, não conseguimos isso sem ajuda. Marandi tem o Homem-Aranha, nós temos nossos pais, professores e etc. Mas, no fim, é algo que depende totalmente de nós mesmos.

Oh, claro, se você tiver sorte de ser um nerd desde muito cedo, também terá a juda do Homem-Aranha, do Batman, Hulk, Superman, Hellboy, Constantine e uma penca de outras pessoas para te ajudar neste crescimento. Basta trazê-los para sua dimensão.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Tio Sam - Steve Darnall e Alex Ross


TIO SAM - MINISSÉRIE EM 02 EDIÇÕES
Escrita por Steve Darnall e Ilustrada por Alex Ross

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Um homem vaga pelas ruas dos EUA se dizendo o próprio Tio Sam, símbolo daquele país. Desnorteado, ele é assombrado pelos erros que o país que representa, cometeu. Porém, algumas vezes, ele tem a certeza de que é apenas uma pessoa como outra qualquer e que está apenas passando por algum tipo de surto. Tem visões do passado e até mesmo encontra os símbolos de países como a Inglaterra, França e Rússia, que já foram tão grandes quanto ele é hoje.

Sam, ou quem quer que ele seja, ainda tem que assistir a um comício onde um político acaba por dizer o que realmente todo político pensa e faz. Neste momento a história se torna universal, e não apenas a dos EUA, já que os corruptos estão em todo lugar. Quando ataca um homem fantasiado de Tio Sam, o velho acaba indo parar na cadeia. Afinal, quem ele realmente é?

Uma das grandes histórias em quadrinhos em que Alex Ross se envolveu, com suas ilustrações realistas. Muito mais do que entretenimento, Tio Sam é uma leitura para reflexão e é uma crítica feroz ao país onde ela foi criada. Provavelmente, se fosse um livro, teria causado até alguma polêmica, mas como é apenas "gibi", passou em brancas nuvens. Já existindo em scans, foram feitos novos, com a qualidade Onomatopéia Digital. Aproveite, pois o Tio Sam Quer Você!


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Clic Completo


CLIC COMPLETO - MILO MANARA
Scans 2.0 do Encadernado

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Acabou a folia do Carnaval e aqui estamos de volta ao Rapadura Açucarada. Tudo bem que eu não pulei nenhum dia e, na verdade, apenas fiquei vendo filmes em casa, ou preso ao Facebook. Mas esse scan também levou alguns dias para ser terminado, então não foi de todo inútil a maior festa do Brasil, segundo o DataFolha. E, aí está o scan do encadernado que engloba os quatro volumes de CLIC, de Milo Manara, em mais de 230 páginas.

Clic conta a saga de Claudia Christiani, um recatada dama da alta sociedade, vítima dos afetos do Dr. Fez, a quem ela despreza. Quando Fez descobre que um cientista inventou um modo de ativar a libido das mulheres por meio de um simples botão e de um chip implantado, se apodera do invento e passa a perseguir Claudia, fazendo com que ela passe todo tipo de vexame ao sentir vontade de fazer sexo nos lugares mais inusitados e com qualquer pessoa.

No primeiro volume temos a origem de todo o padecimento de Claudia, com o Dr. fez perseguindo-a para onde quer que ela vá, seja até mesmo para a selva. Seu marido acredita na castidade da esposa, atribuindo tudo a algum tipo de doença que Claudia possa estar sofrendo. Assim sendo, envia um guarda-costas para cuidar dela. Quando Claudia é enviada para a casa de amigos nas montanhas, acaba interferindo em um aniversário e roubando o presente... sem querer.

No segundo, volume Claudia é uma jornalista especializada em assuntos ecológicos. Porém, o aparelhinho que mexe com sua libido está de volta, nas mãos de Fausto (um sósia de James Dean). Na verdade, seu marido é que o enviou, para um tipo de vingança sobre Claudia, que agora terá que enfrentar também seu tio senador, que a colocou na rede de TV onde trabalha.

No terceiro volume, Claudia Christiane ainda é jornalista e está às volta pelo Brasil, na época da corrida de ouro em Serra Pelada. Apesar de Manara fazer parecer que estamos em qualquer outro lugar da América Latina, menos no Brasil, perdoamos, já que não estamos aqui pela geografia. Enquanto isso, um trambiqueiro chamado Culorva usa Anna Rita para descobrir onde se localiza veios de ouro, já que ela é uma espécie de vidente. Para complicar mais ainda, Claudia se depara com um culto de fanáticos religiosos que vêem o orgamo como salvação do universo.

No volume quatro, Claudia acredita estar livre da influência do maldito aparelho. Volta a seu marido e a ser apenas uma dama da alta sociedade, sem grandes pretensões. Tudo realmente parece estar indo bem, até que um casal de irmãos coloca as mão no dito aparelho, graças ao ressurgimento do Dr. Fez, e vão usá-lo para chantagear Cláudia Christianni.


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Volumes que o encadernado engloba


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vincent Van Gogh - Biografia


VINCENT VAN GOGH - A VIDA Biografia por Steven Naifeh e Gregory White Smith
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Entrei na livraria/pub que fica aqui perto, devido a minha compulsão por livros. Não gosto do lugar. É escuro, os livros mais antigos, mesmo sendo novos, parecem velhos e o atendimento é uma pedra de gelo, como em muitos lugares voltados para a classe média-que-pensa-que-é-alta. Mas, tem livros, então quando passo perto, quase sempre me vejo obrigado a entrar. Não fico muito tempo. A atmosfera pesada e o lugar apertado, me fazem fugir dali, depois de olhar rapidamente os livros que estão disponíveis.

Numa dessas entradas-relãmpago, dei de cara com o chumaço que é a biografia mais recente de Vincent Van Gogh. Mais de mil páginas. Fiquei ali, olhando a capa, com aquele auto-retrato - um dos muitos que o artista fez - que parecia me encarar. Peguei o livro, senti seu peso e algo despertou em mim. Não sei se era apenas o meu vício de comprar livros ou algo mais.

O que eu conhecia de Van Gogh, até então, era bem pouco. Mal sabia que ele era holandês e, ao ler a sinopse, me espantei ao ver que ele só começou a pintar nos últimos 10 anos de sua vida e morreu jovem, aos 37 anos. Também era mais um dos grandes gênios que morrera em relativa pobreza. Certa vez tentei assistir o filme de 1953, baseado em uma biografia sua, Sede de Viver, com Kirk Douglas, mas nunca terminei.

Também não sou nenhum conhecedor de arte, a não ser o básico. Então o que me atraíu ao livro? E, porque terminei de ler o que quer que eu estivesse lendo rapidamente, para começar logo na biografia de Van Gogh? Isso já tinha acontecido antes, com duas biografias as quais escrevi sobre elas aqui: Hitler e Walt Disney. Mas, é quase natural querer saber mais sobre esses dois personagens, que povoam a imaginação, quer para o bem, quer para o mal. Quanto a Van Gogh, eu não sabia tanto assim sobre ele. Mesmo tendo outras biografias para ler, deixei tudo e comecei a devorar o livro, e só parei quando terminei.

Como qualquer outro livro, uma biografia também corre o risco de ser ruim, e não criar interesse para o leitor, dependendo do gosto de cada um. Meu medo era ter comprado um livro tão extenso, de um personagem tão desconhecido para mim, e não gostar, logo nas primeiras páginas. Não foi o que aconteceu, claro. Quanto mais eu lia sobre os fracassos de Vincent Willem van Gogh, mais eu queria saber.

Me perguntava como alguém tão estranho e tão dado a fracassos, conseguiu se tornar um gênio da pintura, infelizmente reconhecido assim, apenas anos depois de morto. Vincent era passional em tudo que fazia e, talvez por isso, o fracasso viesse com tanta frequência. Era do tipo que não levava desaforo para casa, estando certo ou errado, o que lhe causou problemas desde cedo, com sua família, incluindo seu pai e sua mãe. A pessoa que mais o apoiaria e aguentaria sua personalidade incendiária, seria seu irmão Theo van Gogh. Na verdade, Vincent só existe hoje, como o grande pintor que é, devido em grande parte ao apoio emocional e financeiro do irmão.

Antes, porém, de se encontrar como artista, Vincent tentou ser pastor, como seu pai. Fracassou, justamente devido ao seu espírito questionador, sem contar a falta de traquejo social que o acompanharia por toda vida, fazendo com que tivesse poucos amigos e perdesse os que conseguia, com uma rapidez incrível. Vincent queria ser amado, mas em seus termos. Em uma discussão, fosse teológica ou sobre arte, chegava a assustar o interlocutor com sua veemência.

Mais tarde, conseguiu emprego em uma loja de parentes seus, onde passou a ter contato com a arte, mesmo que isso não o fizesse pensar em ser pintor ainda. Seu irmão, Theo, também trabalhava no mesmo ramo. Vincent fracassou e Theo prosperou, sendo essa prosperidade neste ramo que levaria-o a financiar a carreira de pintor, do irmão, mais tarde. Como corpos celestes entrando em conjunção, a carreira de sucesso de Theo se alinhava com os fracassos de Vincent para, no fim, e além dele, fazer nascer um gênio, após a morte.

Muitas vezes é irritante ver como Vincent parece sabotar a si mesmo em tudo. No amor, quer impor seus sentimentos a mulheres que não o amam. Na verdade, foi assim que Vincent chegou aonde chegou, mesmo que depois de morto, se impondo, mesmo contra a vontade do mundo. Depois de muito tempo fracassando ao tentar ganhar a vida, resolver que seria artista. Desde criança tinha noção de desenho, e começou a pintar, na verdade, a desenhar. Quando seu irmão sugeria que deveria pintar, ele se recusava. Só fazia o que queria, quando queria.

A biografia é muito detalhada, principalmente graças as muitas cartas trocadas entre os dois irmãos e entre Vincent e seu pai, mãe e outros irmãos, além de amigos. Além do grande pintor que se tornou, Vincent, em meio a todo o furor de sua personalidade, era um pensador. Poderia muito bem ter sido um grande escritor. Por meio do livro, que traz material inédito sobre a vida do pintor, ficamos sabendo sobre sua eplepsia latente, que o levou a se internar em hospícios.

Mesmo doente, não parava de pintar, e é de se perguntar se sua doença e o que ela causava em sua mente, não foi o que fez ele pintar como pintava. Mas, quem sou eu para conjecturar isso.

Mesmo tão produtivo e tendo um irmão que o patrocinava e era comerciante de artes, Vincent não conseguia vender seus quadros. Eram considerados péssimos, e algumas pessoas diziam que "assustavam". Apenas no último ano de sua vida obteve um parco reconhecimento por meio de um crítico de arte, o que fez com que vendesse um único quadro, em vida, por 400 francos, este aqui.

A tragédia acompanhou Van Gogh até o final (e à sua família), sendo que é aceito por várias fontes que ele se suicidou aos 37 anos. No entanto, o livro contesta essa versão, já que sua morte se deu de maneira muito estranha, para um simples suicídio. Os autores recolhem informações que só foram à luz 70 anos depois da morte do pintor, fazem comparações com outras e com a própria situação em que Vincent morreu e dão sua opinião sobre o que pode ter acontecido, teorizando que, mesmo que tenha sido Vincent a se ferir, pode ter sido por acidente.

Ler a biografia foi viajar por ume mente apaixonada, perturbada e genial. Vincent poderia ter sido apenas um zé-ninguém, se não tivesse a paixão e não se impusesse, estando certo ou errado, como se impunha. Seu quadro mais famoso (Retrato do Dr. Gachet) foi vendido em 1990, por 82,5 milhões de dólares e o pintor tem um museu com seu nom, na Holanda. Claro, isso teria sido muto mais interessante se tivesse acontecido enquanto ele estava vivo. Mas, ao menos mostra que mesmo acumulando fracassos, uma pessoa pode atingir a eternidade.

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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Y: O Último Homem - Volume 03


Y: O ÚLTIMO HOMEM - VOLUME 03 DE 10
Aquele em que o homem volta do espaço

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Quando Yorick, a Dra. Mann e a agente 355 esbarram com uma russa chamada Natalya, ficam sabendo de algo realmente inesperado: astronautas estão para aterrisar nos EUA, vindos da estação espacial Soyuz, entre eles dois homens que não foram afetados pela praga mundial que matou todos os homens. Agora o pequeno grupo se empenha a chegar ao local de pouso para salvar os astronautas. Porém, o que nenhum deles sabem é que no encalço de Yorick está um pelotão do exército israelense, comandado pela tenente-general Alter, Mesmo Israel sendo aliada política dos EUA, Alter tem seus próprios planos para o último homem da terra, e isso inclui garantir que ele continue sendo o último.

Além das peripécias de nossos protagonistas, temos mais dois capítulos onde um grupo de teatro acaba encontrando Ampersand, e descobrindo que ele é um macho. Isso dá a ideia ao grupo de montar uma peça intitulada O Último Homem da Terra. Porém, nenhuma delas sabem que Ampersand está sendo procurado e não é apenas pelo seu dono.


EL HABITANTE INCIERTO, 2004
(Roteiro e Direção de Guillem Morales)

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Estou encontrando bons filmes que passaram em branco quando foram lançados, ou que simplesmente eu nunca vi na minha vida, sendo um dos motivos, nunca terem sido lançados por aqui, como é o caso desde El Habitante Incierto, que nem título em português tem.

Félix (Andoni Gracia) é um arquiteto que levou um chute da namorada, Vera (Mónica López). Ele mora em uma casa enorme, pois, como diz a Vera, precisa de muito espaço. Os laços entre os dois não se desfazem facilmente, já que Vera está sempre indo buscar suas coisas para levar a seu novo apartamento. Quando Félix explode quanto a esse comportamento, Vera contrata uma firma que leva tudo que é dela, de uma só vez, deixando Félix com sua solidão.

Certa noite, um homem bate à porta de Félix pedindo para usar o telefone. Félix o deixa sozinho para usar o telefone e, quando nota sua demora, vai ver o que há e o homem sumiu. Félix o procura por um certo tempo até que desiste sem entender o que aconteceu. Nos dias que se seguem, Félix começa a achar que o estranho não foi embora de sua casa e sim que está ali, convivendo com ele, escondido. Essas suspeitas aumentam quando ele sai de casa e ao voltar, vê que seu aparelho de barba foi usado e sua cama desarrumada. Félix começa a entrar em desespero.

Ele chama a polícia que, evidentemente, não encontra ninguém. Até mesmo Vera vem em seu auxílio, mas ela acaba pensando que era apenas uma desculpa para tê-la por perto. Isso os reaproxima um pouco mais, mas a paranóia de Félix quanto a um habitante misterioso que esteja dividindo na casa com ele, atrapalha qualquer chance de reconciliação.

O arquiteto entra em uma espiral de medo e desespero que o faz abandonar a casa. Ele acaba se refugiando na casa vizinha, tão grande quanto a dele. Vou omitir os fatos que o levam a fazer isso, pois fazem parte do mistério que envolve o filme. Ele se refugia na casa ao lado do mesmo modo que acha que alguém fez na dele, escondendo-se. Lá ele conhece Cláudia (vivida pela mesma atriz, Mónica López), uma mulher paralítica que vive sozinha, devido ao desaparecimento de seu marido. Um amigo a ajuda de vez em quando, mas ela mora sozinha. Félix agora é o habitante incerto e vê como é fácil alguém se esconder em uma casa grande, igual a sua.

Os fatos que omiti no meio do texto e a relação de Félix com Cláudia (que não sabe que há uma relação) e com a casa dela, levarão a um final em que o espectador terá que montar esse quebra-cabeças para entender o que diabos aconteceu. Confesso que não sou bom com essas coisas e acabei recorrendo à página de discussões do IMDB para encontrar uma explicação para aquilo tudo. A que encontrei foi satisfatória, mesmo o autor dizendo que o filme ainda guarda alguns mistérios.


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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Enter Nowhere


ENTER NOWHERE, 2011 Seria algo como "Indo a Lugar Nenhum"
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Filmes com cabanas no meio da floresta sempre são assustadores, que o diga o recente Cabin in The Woods, do qual já falei aqui. Este também envolve uma cabana no meio da floresta e três pessoas, aparentemente sem nenhuma relação umas com as outras. Como essa premissa me parecia um tanto clichê demais, eu deixei o filme mofando uns dias, no fundo da "gaveta". Não estava acreditando muito em seu potencial. Só o assisti mesmo porque me vi sem opções. E foi uma grata surpresa.

O filme começa com um casal de namorados assaltando uma loja de conveniência. Quando a moça pede para abrir o cofre, o atendente diz que o fará. Escutamos um tiro e o filme corta para uma outra moça perdida em uma floresta de árvores ressequidas. Andando meio a esmo ela acaba por encontrar uma cabana que parece abandonada... mas não está. Depois que ela já está lá dentro, é surpreendida pela chegada de um rapaz, que diz ter encontrado a cabana vazia, três dias antes.

A moça é Samantha (Katherine Waterston) e o rapaz é Tom (Scott Eastwood, sim filho de Clint Eastwood). Samantha diz ter ficado sem gasolina, e seu marido a deixou no carro para tentar encontrar um posto. Como ele demorava, ela saiu e acabaou na cabana. Tom também teve problemas com o carro e foi parar ali da mesma forma. Os dois passam uma noite no local e no dia seguinte tentam resolver o problema de um dos carros, para sair dali. É quando aparece Jody (Sara Paxton), a moça do assalto à loja, deitada na varanda da cabana, inconsciente.

Sem entender como foi parar ali, Jody se torna agressiva com os dois outros ocupantes forçados da cabana. Só começa a melhorar seu comportamento quando percebe que está tão perdida quanto eles. E, quando os três tentam encontrar alguma estrada próxima, não conseguem, voltando a encontrar apenas a sinistra habitação. Quando tentam novamente, encontram algo mais: um abrigo anti-aéreo do tempo da Segunda Guerra Mundial. E alemão!

Os três tem pesadelos e visões que não entendem bem e não falam nada sobre isso uns com os outros. Como estão presos ali, o que mais fazem é conversar e começam a descobrir algumas coisas impossíveis de serem verdade. Como por exemplo, o fato de cada um deles estarem em cidades diferentes dos EUA, quando encontraram a cabana. Mas, isso não é nem de perto a coisa mais absurda que descobrem. E, claro, não posso dizer o que é, aqui.

O filme que começa com um clima de filme de terror, confunde quem assiste e faz com que tentemos encontrar algumas soluções. Uma delas é logo descartada quando os personagens fazem brincadeira com isso: "fomos raptados por extraterrestres". Então sabemos que não é, já que seria óbvio demais se eles acertassem. Mas, logo começamos a fazer algumas conjecturas e até a acertar.

Na verdade eu suspeitei desde o príncipio, como o Chapolin, e mesmo quando tive certeza, ainda assim fiquei surpreso. Faltava uma peça se encaixar, mas era tão óbvio que fiquei chateado comigo mesmo. O filme ainda tinha uma surpresa a mais: a peça que fecharia todo o quebra-cabeça, e ela veio quando apareceu... uma quarta pessoa. E ela vinha com intenção de matar a todos os três. Mas, só assistindo para saber o porquê. Continue vendo mesmo que pareça que não está indo a lugar nenhum!

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Não Conte a Ninguém


NÃO CONTE A NINGUÉM - 2006
(No Le Dis à Personne, Guillaume Canet)

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Mesmo com todas as facilidades que temos hoje em dia de assistir bons filmes, nem sempre conseguimos dar conta de todos e muitos passam em brancas nuvens, principalmente filmes de fora do circuito EUA/USA. Ficamos tão acostumados aos filmes estadunidenses que deixamos de lados muitos filmes ótimos. Não Conte a Ninguém é um destes. Navegando pelo IMDB esbarrei com este filme de 2006 e a sinopse intrigante me fez querer assisti-lo.

Alexandre Beck (François Cluzet, de Intocáveis) é um pediatra bem casado, com seu amor de infância, que tem sua esposa, Margot (Marie Josée Croze, de O Escafandro e a Borboleta) assassinada. Isto de dá quando os dois estão tomando banho no lago à noite. Quando a esposa sai é atacada e assassinada e Alex é nocauteado, caindo de volta ao lago.

Oito anos depois começam a acontecer coisas estranhas. Apesar de ter sido suspeito na morte de Margot, nunca foi provado nada contra Alex. Atribuiu-se sua morte a um serial killer que vinha agindo na área. E tudo continuaria na mesma, se os corpos de dois homens não tivessem sido encontrados, enterrados próximo ao local onde ela foi assassinada.

Para complicar ainda mais as coisas, Alex começa a receber mensagens pela internet de alguém que diz ser Margot, inclusive enviando um vídeo em que a pessoa aparece. Alex começa a pensar que está louco, já que todos que foram ao funeral de sua esposa, viram-na ser cremada. Mesmo tendo sido instando, no e-mail que recebeu de sua suposta esposa, a não contar a ninguém porque estariam "sendo vigiados", Alex conta para a esposa de sua irmã. E, sem que Alex saiba, seu computador foi invadido e mais pessoas descobrem que essa suposta Margot o contatou, e começam a procurá-la. Pessoas perigosas.

Mas as coisas não param de se complicar. Alex é levado à delegacia, poir a polícia encontrou fotos que alguém (ou ela mesma) tirou, onde Margot está cheia de hematomas por todo o corpo. Apesar de não poder mais ser acusado de violência doméstica, pois a esposa está morta, Alex volta a ser suspeito de seu assassinato. Alex jura para sua advogada que nunca encostou um dedo em Margot e que nunca vira aquelas fotos antes. Alex procura a melhor amiga de sua esposa, justamente uma fotógrafa profissional, e indaga sobre as tais fotos. Ela diz nada saber.

O fantasma em seu computador marca um encontro para o dia seguinte, às 17 horas, em uma praça, ao qual Alex resolve não faltar por nada deste mundo. Mas, a fotógrafa que ele contatou é assassinada e ele foi a última pessoa vista com ela. Alex agora é um fugitivo da justiça... e das pessoas que também querem saber se Margot está realmente viva.

Em suas parcas investigações, feita enquanto foge, Alex descobre ligações entre o assassinato de Margot e do filho de um magnata, Phillipe Neuville. Margot e Phillipe trabalhavam juntos em uma instituição de caridade, que treinava crianças em hipismo. Isso em vez de esclarecer alguma coisa, só aprofunda mais o mistério.

Desvairado com a possibilidade dela estar viva, Alex vai ao pai de Margot, um policial aposentado, que identificou o corpo da filha, já que Alex estava em coma, e fez perguntas que deixou o pai enlutado furioso. Como estava o corpo? Estava mesmo reconhecível? Era mesmo Margot. Mesmo a contragosto, o pai de Margot narra a difícil tarefa que foi identificar o corpo de sua filha e depois expulsa um Alex, que só se sente mais confuso. Se era mesmo Margot morta, quem marcou um encontro com ele? Quem era a pessoa no vídeo que tanto se parecia com ela? Estava ficando louco?

Confesso que com essa salada toda eu pensei: esse filme não vai acabar bem. Qualquer que seja a explicação para isso tudo, não será convincente. Fazia mil conjecturas em minha cabeça, como quando lia os livros de Agatha Christie, mas cada uma era pior do que a outra. Achava que o filme seria uma grande perda de tempo, quando terminasse. Mas, me enganei.

A trama é explicada de uma forma incrível, com direito a uma pequena reviravolta dentro da reviravolta. O filme de Guillaume Canet não decepciona. Um suspense que não sente necessidade de distrair o espctador com perseguiçoes elaboradas, nem sustos despropositados. Apenas conta uma história de amor interrompido que segue inexoravelmente para um desfecho que ninguém espera. Se você souber, por favor, não conte a ninguém.

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