quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sergio Aragonés Massacra a Marvel


SERGIO ARAGONÉS MASSACRA A MARVEL
Mais um scan remasterizado por Onomatopéia Digital

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Depois do sucesso de Sergio Aragonés Destrói a DC (com seus milhares de comentários), estamos de volta com Sergio Aragonés Massacra a Marvel, onde o autor, com a ajuda de Mark Evanier (o eterno roteirista dos desenhos animados do Garfield) destila seu humor para cima da Casa das Idéias. Novamente um super vilão está ameaçando todos os principais super-heróis da editora e, por isso, Aragonés mostra-nos todos eles de acordo com seu ponto de vista sacana. O Quarteto Fantástico com suas eternas despedidas de membros; o Homem-Aranha e sua difícil vida de super-heróis; o Surfista Prateado e sua lenga-lega cósmica; assim como os X-Men, eternos injustiçados por um mundo que eles não criaram.

Novamente é um scan refeito, já que a edição escaneada há tempos, está muito, muito defasada em termos de qualidade. Aos poucos irei tentando refazer ao menos os que eu conseguir. Todos os scans que foram feitos é impossível, mas as edições que forem aparecendo, eu as farei, e teremos algumas surpresas por aí.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Graphic Novel #09: A Era Metalzóica


GRAPHIC NOVEL #09: A ERA METALZÓICA
Um mundo onde as máquinas são animais

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Um planeta futurista todo habitado por tribos de robôs é palco da batalha entre esses seres, que agem como verdadeiros animais selvagens. Uma história fantástica, no melhor estilo Heavy Metal. Esta é a sinopse de A Era Metalzóica, segundo o Universo HQ.. Uma das 29 edições que povoaram as bancas de jornais em um passado distante, onde os quadrinhos estavam se mostrando um meio muito além do mundo dos formatinhos.

Junto a Espada Selvagem de Conan e Aventura & Ficção, a série de Graphic Novels lançada pela editora Abril, marcaram época. Lembro ainda hoje como era adquirir uma dessas edições caprichadas e se sentir mais... adulto. Não era apenas um gibi, era uma novela gráfica, ora bolas. O termo foi popularizado por Will Eisner em 1978, com sua HQ, Um Contrato com Deus. Mas, só ficamos familiarizados com ele, em 1988, quando foi lançado X-Men: O Conflito de Uma Raça, a primeira HQ desta série.

O termo que designava uma obra em quadrinhos produzida com mais qualidade e mais elaborada que um gibi comum, foi usado pela Abril para batizar sua nova empreitada. E, logo a coisa pegou, sendo que a própria editora lançou mais duas séries chamadas Graphic Marvel e Graphic Álbum, e até Os Trapalhaões tiveram a sua Graphic Trapa! Outras editoras como a Globo, aderiram ao formato, lançando muitas HQs de qualidade.

Na Abril foi publicado materia da Marvel, DC e até mesmo europeu. E, mesmo algumas coisas publicadas ds duas grandes, era material fora dos padrões, como esta A Era Metalzóica que, apesar de não sustentar seu logotipo, vinha da DC Comics. Pat Mills e Kevin O'Neill, os pais de Marshal Law, criaram um conto de ficção-científica único, levando-nos a um mundo dominado pelas máquinas... máquinas em forma de animais selvagens.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Classics Illustrated #01: Moby Dick


CLASSICS ILLUSTRATED #01: MOBY DICK
A Coleção Máxima da Editora Abril

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Uma das coleções mais admiráveis que a Editora Abril lançou em seus áureos tempo foi a Classics Illustrated. Doze edições (que estarão todas aqui, re-escaneadas) com adaptações de grandes obras literárias, ilustradas por renomados artistas da industria de quadrinhos norte-americana. Para mostrar a que veio, a coleção já começa com um clássico reconhecido por qualque um, pelas mãos de um artista que vinha crescendo desde que ele se juntou a Frank Miller em Elektra Assassina: Bill Sienkiewicz.

Tão diferente quanto seu sobrenome, era a sua arte, que evoluíra bastante desde que ele desenhava personagens secundários como o Cavaleiro da Lua. O que parecia uma arte um tanto quanto tosca, se tornou um primor quando ele passou a pintar as HQs que ilustrava, como a já citada e outra bem conhecida que foi a Graphic Novel do Demolidor, novamente com Frank Miller.

Em Moby Dick, os delírios do Capitão Ahab ganham mais força na arte de Sienkiewicz. Toda a história se torna um único delírio, tanto do capitão, quanto do desenhista e se torna nosso, também. O conto do homem obcecado por vingança contra o monstro marinho que decepou sua perna ganha imagens impressionantes. E este foi apenas o primeiro número.

Infelizmente a Abril não publicou todos os números da coleção americana, e faltaram grandes obras como O Homem Invisisível e o Médico e o Monstro. Mas, estas 12 edições já são uma relíquia sem par.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sergio Aragonés Destrói a DC


SERGIO ARAGONÉS DESTRÓI A DC
Uma HQ que não perdoa ninguém

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Os heróis da DC Comics estão em polvorosa pois um vilão descon hecido está prestes a destruí-los a todos e, pior do que isso, no traço de Sergio Aragonés e com o roteiro de Mark Evanier, colaborador constante do desenhista da MAD.

A época é a década de 90, um tempo em que os quadrinhos de super-heróis já eram, por si só, uma piada. Então, nada mais do que justo do que rir de si mesmo e deixar Evanier e Aragones destruir cada clichê que move a mitologia dos super-heróis, começando justamente pela editora que os inventou, a DC Comics.

Desde a origem do Super-Homem, até as longas pernas da Mulher-Maravilha, nada é poupado. Mesmo o super-vilão que aparece ao final, é uma piada bem ao estilo Aragones/MAD.

Um dos primeiros scans que por aqui apareceream e que ganha agora essa versão 2.0. Em breve, Sergio Aragonés Massacra a Marvel virá fazer companhia e esta pérola.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Y: O Último Homem 02


Y: O ÚLTIMO HOMEM - VOLUME 02 de 10 Yorick e as mulheres de Merrisville
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Sinopse: Depois de cair de um trem, Yorick se vê em uma cidade repleta de mulheres, que guardam algum tipo de segredo sombrio. Enquanto a Dra. Mann ajuda a agente 355que sofreu um acidente ao pular do mesmo trem, o último homem se envolve com uma das moradoras da cidade, o que leva-o a descobrir o tal segredo. Enquanto isso, Hero, sua irmã, doutrinada pela líder das amazonas, agora só pensa em capturá-lo e matá-lo, acabando assim com as chances de um retorno dos homens ao mundo. O confronto entre eles está cada vez mais próximo e será ainda mais difícil com a agente 355 inconsciente.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Cavaleiro das Trevas: A Animação


CAVALEIRO DAS TREVAS - A ANIMAÇÃO O clássico que mudou o Homem-Morcego para sempre
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O ano era 1987 e eu estaca chegando à idade adulta, prestes a completar meus 18 anos. Meu mundo estava para mudar, assim como o mundo dos quadrinhos. Já acontecera no ano anterior, 1986, nos EUA, quando Dark Knight Returns fora lançado e, numa época sem internet, nós aqui pouco ou nada soubemos sobre a obra. Por sorte, a editora Abril não deixou passar anos e anos para publicar aqui. No ano seguinte chegava à bancas o número um da minissérie em quatro edições que revolucionaria a história de Batman e a de todos os leitores de quadrinhos de super-heróis.

Essa mudança já vinha acontecendo desde a década de 70 pelas mãos de Denny O'Neil e Neal Adams. O seriado cômico da década de 60 acabou por influenciar os quadrinhos, tornando-os infantis ao extremo, indo de encontro a proposta original de Bob Kane, que era um herói sombrio que fazia os bandidos tremer com a simples menção do seu nome. Com a entrada da dupla mencionada, as histórias do vigilante ganharam os tons originais. Mas, a década de 80 veio mostrar que o potencial do personagem era muito maior.

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O homem por trás do morcego (uia) era Frank Miller, o artista que vinha evoluindo desde que assumiu o Demolidor e criou uma revolução na vida no personagem, tornando-o um dos preferidos dos leitores. Tendo começado como ilustrador, logo assumiu os roteiros, mostrando que era tão bom em criar histórias quanto era em desenhá-las. Ao mesmo tempo, sua arte evoluía para algo muito mais pessoal, um traço que se tornaria inconfundível. E, em Cavaleiro das Trevas, isso ficou marcado a ferro e fogo.

Para os olhos dos leitores da época, acostumados à arte certinha que compunha os quadrinhos de super-heróis, a arte "estranha" de Frank Miller parecia errada. Somente ao ler e adentrar a cabeça do artista é que se nota o quanto precisava ser desenhada assim, bruscamente. Mesmo a arte-final de Klaus Janson não deixou essa violência visual se perder. Bruce wayne estava velho e cansado em um mundo tosco e sombrio e a arte parecia refletir isso.

E se tornou um clássico, assim como parâmetro para as histórias seguintes do Homem-Morcego. Para que o tom seguisse, um ano depois Miller produziu Batman Ano Um, desta vez com a arte de David Mazzuchelli e a mudança se tornou permanente.

Com o sucesso da minissérie, logo boatos surgiam de que a mesma poderia virar filme. Quando foi anunciado que o personagem ganharia um longa-metragem pelas mãos de Tim Burton, se cogitou que seria baseado em Cavaleiro das Trevas. Ledo engano, claro. Nem em 1989, nem hoje, com Christopher Nolan, um filme baseado na obra de Frank Miller foi produzido. Teve no máximo algumas referência em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, não mais que isso. Mas, assim como Batman Ano Um, a Warner Bros. produziu uma animação baseada nos quadrinhos, com muita fidelidade, e pudemos ver, 27 anos depois, o Cavaleiro das Trevas dar um pau no Super-Homem, na tela, mesmo que não na do cinema.

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E, a verdade é que se os produtores da animação fossem mais ousados e transportassem a minissérie para as telas dos cinemas, com mais recurso financeiro, poderíamos ter um clássico da animação para o público mais adulto. Ou quem sabe, não. Talvez o descompromisso em fazer algo para DVD/BluRay, tenha deixado os produtores mais tranquilos e liberado as rédeas de uma adaptação mais fiel, onde o ícone do bem, Superman, leva uma surra de um Batman mais anarquista do que nunca.

Apesar de não seguir fielmente o traço de Frank Miller, o design dos personagens que permeiam a HQ é o mesmo. Também a particpação da TV praticamente como uma narradora a parte, se fez presente. E, diferente da animação de Batman Ano Um, há uma sensação de se estar vendo algo inédito, apesar da fidelidade.

Algumas cenas que ficaram marcadas na minissérie, como o Batman saltando, junto com a pequena Robin ou o Super-Homem levantando um tanque, e até mesmo o Coringa se preparando para entrar no talk show, são reproduzidas perfeitamente para que o leitor as reconheça. Talvez uma das cenas que tenha faltado nesse contexto, tenha sido a que Batman enfia a sua bota no queixo de um Super-Homem afetado pela kriptonita. Uma cena tão icônica que parece dizer que não existem poderosos que não possam cair com um pouco de esforço da nossa parte, principalmente se você for um bilionário.

Tudo tendo sido dito, o fato que é a animação de Cavaleirop das Trevas, dentro de seus limites, fez jus à obra oitentista de Frank Miller. Dentre as várias animações produzidas pela Warner, quase todas com ótima qualidade, essa está entre as três melhores, juntamente com Batman Ano Um e Liga da Justiça: A Nova Fronteira.

Ah, faltou dizer que a animação foi produzida em duas partes, devido ao tamanho da HQ e sua importância. Como a duração das animações para DVD/BluRay tem uma média de 1:17 min., não teríamos algo excelente como foi, se fosse feito de uma tacada só.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

X-Men: Os Filhos do Átomo


X-MEN: OS FILHOS DO ÁTOMO
Scans 2.0 by Eudes Honorato

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Olhando hoje fica difícil de acreditar que a única revista dos X-Men que existia na década de 70 quase foi cancelada, tendo em suas páginas apenas histórias reprisadas e o grupo de mutantes relegado a fazer paticipações especiais em revistas como a Marvel Team-Up, publicação que reúne sempre dois heróis ou grupos de heróis.

Foram criados em 1963, por Stan Lee e Jack Kirby, naquela febre criativa que atingiu a Marvel e elevou a editora ao patamar do qual nunca saiu, se igualando à poderosa DC Comics. A premissa era um tanto quanto diferente dos muitos heróis que Stan Lee vinha criando: eles não seriam amados, e sim temidos e até mesmo perseguidos. Eram pessoas comuns que de repente descobriam ser mutantes, um novo passo na evolução humana. Isso certamente criaria ódio baseado em medo, inveja e ódio.

Talvez um tema tão delicado quanto alusão ao racismo tenha feito com que a equipe tivesse um começo tão atribulado ao ponto de quase ser cancelada. Hoje em dia os heróis mutantes tem quase que um título novo por semana, sem contar especiais, minisséries e etc. Já se tornaram desenhos animados, filmes, videogames e todo tipo de brinquedo.

A edição acima vem contar como tudo começou para os cinco adolescentes que fundaram a equipe sob os auspícios do, também mutante, professor Charles Xavier. A minissérie de seis edições, publicada aqui pela editora Abril como encadernado, foi escrita por Joe Casey, ilustrada por Steve Rude e Essad Ribic e arte-finalizada por Andrew Pepoy com cores de Paul Mounts.

Infelizmente a troca de Steve Rude por Essad Ribic na metade da minissérie causa uma quebra no ritmo da arte, que decai muito. A história não é nenhuma obra-prima, mas diverte. Mais adiante essas primeiras aventuras do grupo mutante seriam mais exploradas em X-Men: Primeira Classe, HQ que teria 24 edições.

Em X-Men: Filhos do Átomo William Metzger, líder de uma milícia anti-mutante, prepara uma ofensiva recrutando todo tipo de delinquente para lutar contra os mutantes. Enquanto isso, cinco adolescentes que descobriram seus poderes recentemente estão na mira do professor Xavier, para formar um grupo que possa vencer este ódio e lutar em favor de humanos e mutantes.


domingo, 13 de janeiro de 2013

The Nazz - 04 Edições


THE NAZZ: A HISTÓRIA DE UM SUPER-HOMEM - 04 ED. Scans 3.0 by Eudes Honorato
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Michael Nazareth é um jovem que estuda artes marciais e que, ao chegar ao nível máximo ganha de seu professor uma espécie de adaga sagrada. Na verdade, ele a escolhe entre vários objetos que o professor lhe oferece. Influenciado pelos ensinamentos espirituais que envolvem as artes marciais, Michael decide que precisa chegar ainda mais longe em sentido espiritual. Decide assim ir para oriente e procurar alguém que o ensine a desenvolver sua mente e seu corpo de forma que use todo seu potencial.

Na ìndia, Michael conhece Yama, o verdeiro dono da adaga com que foi presenteado. Yama é um guru com métodos radicais para elevar o poder da mente e do corpo e Michael torna-se seu pupilo vivenciando experiências as quais o transformam totalmente. Yama também é impiedoso, usando os poderes que concede para até mesmo entrar na guerra entre China e Tibet, levando seus pupilos a matar. Quando Michael volta para os Estados Unidos, e para os braços de sua amada, Nina Wasko, ele não é mais a mesma pessoa.

Mesmo tendo terminado sua jornada com Yama, Michael quer ir mais longe, quer mais poder. Ele constinua desenvolvendo habilidades físicas e mentais que se mostram de maneira contundente quando ele mata dois integrantes da gangue Deviantes Zen... esmagando suas cabeças apenas com as mãos. Isso logo chama a atenção de um grupo de agentes do governo que se denominam super-heróis, os Retaliadores, ex-soldados e ex-policiais que ganham armamentos para enfrentar a violência e se vestem como personagens de quadrinhos. Porém, sem nenhum superpoder.

Contatam Michael para que este faça parte de sua equipe, mas o poderoso jovem declina do pedido e ainda desdenha dos Retaliadores. Quando atacam Michael, este os repele usando seus poderes que aumentam cada vez mais. Daí para diante uma guerra é declarada entre os Retaliadores e Michael... e seu exécito.

O exército de Michael nada mais é que vários dos integrantes dos Deviantes Zen que ele converteu à sua causa usando os poderes da mente. Além disso, ele concede aos mesmos poderes semelhantes ao seus. Agora são como uma verdadeira equipe de super-heróis. Porém, assim como os Retaliadores, os Juízes (como se denomina o grupo de Michael), também são truculentos e Michael não é diferente do líder dos Retaliadores, Martin Striker, como pensa que é.

Michael agora está mais para o líder de um culto fanático do que para um super-herói que visa o bem das pessoas. A cada dia que passa seus poderes aumentam extraordinariamente e a sua visão sobre o mundo muda de forma assustadora. Ele se acha acima do bem e do mal. A guerra com os Retaliadores só faz com que tudo piore.

The Nazz é uma HQ bem subestimada, escrita pelo irmão de Rick Veitch (O Monstro do Pântano), Tom Veitch (Guerra de Luz e Trevas) e ilustrada por Bryan Talbot (As Aventuras de Luther Arkwright). Depois que a lemos com cuidado podemos perceber que algumas interpretações são suscitadas. Seria The Nazz uma espécie de anticristo? Seu nome Michael é o equivalente a Miguel, chamado de O Arcanjo, na Bíblia. Seu sobrenome, Nazareth (Nazaré) é a cidade onde viviam os pais de Jesus. Para piorar a coisa toda, os Juízes que ele arregimenta entre os Deviantes Zen, são doze.

Ou, quem sabe, a sede de poder de Michael, e a origem de seu nome e sobrenome tenham feito com que ele se considerasse um novo messias? O que sabe é que as consequências da busca de Michael são desastrosas. Ao tentar atingir o grau mais alto de controle da mente e do corpo, adquirindo poderes inimagináveis, ele perde tudo o mais, inclusive a própria personalidade. E, diferente de Peter Parker, para Michael, "com grandes poderes, vem uma grande barriga".

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Y: The Last Man - Vol. 01


Y: O ÚLTIMO HOMEM - VOLUME 01 de 10
Brian K. Vaughan and Pia Guerra

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Desde que o selo Vertigo apareceu ele traz cada vez mais obras-primas dos quadrinhos. Na verdade, o selo nasceu devido a HQs que eram tão boas que precisaram de um lugar só seu, como por exemplo, Monstro do Pântano (na fase escrita por Alan Moore) e Sandman, de Neil Gaiman. Com a expansão de títulos, cada vez mais obras dignas de nota apareceram. Y: O Último Homem é uma delas.

A história sobre um último homem na Terra não é nova. E ele sendo o último do sexo masculino num mundo em que só sobraram as mulheres, é a fantasia de qualquer cromossomo Y. Brian K, Vaughan consegue inovar o tema e mantê-lo dignamente, Yorick Brown é o último sobrevivente entre os homens, depois que uma misteriosa praga mata todos os seres do sexo masculino, instantaneamente. Além dele, seu macaco Ampersand (que é como se escreve o símbolo &) também sobreviveu. Agora, ele é a única chance de a humanidade ter um futuro, já que a vida ne Terra terminará quando a última mulher morrer.

Para ajudá-lo em sua empreitada, sua mãe, uma política dos EUA, recruta uma agente secreta, conhecida apenas como 355, para levar Yorick até a doutora Allison Man, doutora essa que se culpa pelo fim dos homens, achando que sua tentativa de gerar um clone, tenha sido a causa da praga. Porém, a resposta para isso não é tão simples e, durante toda a série, esse mistério apresentará várias teorias.

Outra curiosidade da HQ é como ela parece ser uma "road-comic", um equivalente aos road-movies, filmes em que duas ou mais pessoas viajam juntas e, durante o trajeto, acabam passando por várias situações que levam a um conhecimento mais íntimo entre os personagens. No caso de uma série de 60 edições, essa viagem é bem demorada e mais profunda. Yorick, 355 e a Dra. Mann encontram todo tipo de mulheres e passam por muitas situações que certamente irá mudá-los.

Neste primeiro volume, temos o início desta saga que, graças a Deus, não é infinita. Yorick se vê como o último homem do planeta e conhece as pessoas com as quais ele passará um bom tempo. Além disso, quer encontrar sua amada, Beth, que está na Austrália, e a quem ele tinha acabado de pedir em casamento, quando toda esta catástrofe comneçou. No fim das contas, Y: O Último Homem, também é a busca pelo amor verdadeiro.


P. S.: Os scans de Y: O Último Homem, já existem completos na rede. Porém, os primeiros números tem uma qualidade defasada, devido à época em que foram feitos. E, como são edições traduzidas por vários grupos diferentes - tendo começado aqui no RA - a qualidade de tradução também varia muito. Assim, tentarei postar os 10 volumes encadernados, editados pela Panini.


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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Zumbis e Marshall Law


OPERAÇÃO ZUMBI - ONE SHOT Scans by OD/Coringa Files/Artes HQs
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One Shot é a designação para a vulgarmente conhecida "Edição Especial". Edições com uma história fechada, muitas vezes sem ligação cronológica com as aventuras mensais do herói publicado. Também podem ser, como aqui, algo totalmente novo. Talvez uma experiência ou apenas algo para se divertir sem nenhum compromisso. É o caso de Operação Zumbi (Enter The Zombie), que tem na sua capa e título uma clara alusão a Enter The Dragon (Operação Dragão), filme de artes marciais com Bruce Lee.

A história bem simples trata de um jovem pupilo de kung fu que é avisado para não abrir a 36a. câmara shaolin. Obviamente ele não obedece e liberta espíritos que, ao se apossar de outros alunos, transforman-nos em zumbis com os quais ele tem agora que lutar. Não sem um pouco de ajuda.

A HQ em si não é tão promissora quanto a capa faz parecer, sendo apenas uma edição um tanto quanto casual. Algumas outras referências são divertidas, como a Os Aventureiros do Bairro Proibido e Power Rangers e a ingenuidade do protagonista em pensar que ser chamado de o Escolhido é no bom sentido, dão o tom dessa HQ que é bem humorada.

A premissa geral - zumbis e kung fu - poderia render um bom filme dirigido por algum maluco como Steve Oedekerk (Kung Pow, 2002).

MARSHALL LAW: CRIME E CASTIGO - ONE SHOT Scans 2.0 by Eudes Honorato
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Rir de si mesmo é uma grande qualidade. Marshal Law é um personagem criado por Pat Mills (de Slaine) e Kevin O'Neill (de A Liga Extraordinária), para o selo Epic, da Marvel, de quadrinhos mais adultos e, nesta edição mostra porque o personagem e seu universo era tão interessante. Pode se sentir as influências de Watchmen no modo em que os super-heróis são mostrados e, principalmente em Crime e Castigo, isso é bem evidente e divertido: os heróis estão todos no manicômio.

E, quando falei de rir de si mesmo, me refiro à Marvel que deixou que seus heróis fossem achincalhados nesta história. Não diretamente, claro, mas, assim como em Astro City (de Busiek e Anderson), são referenciais de personagens que conhecemos bem.

O Perseguidor teve sua familia assassinada e virou um caçador de criminosos. Lembra alguém, não é? Porém, o que aconteceu de trágico em sua vida foi apenas uma consequência direta de seu passado como torturador do governo. No fim das contas, ele não é nenhum mocinho. Vai parar no manicômio, onde outros super-heróis têm problemas mentais piores ainda que os dele. Homens que se esticam e que falam com esposas invisíveis, patriotas extremistas, escaladores de paredes, e outros que pensam ser deuses ou magos supremos. E é para lá que Marshall Law se dirige para acertar algumas contas com o Perseguidor.

Marshall Law ainda teve uma minissérie em seis edições publicada aqui no Brasil, mas acho que foi só o que tivemos desse excelente personagem.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Asterix


UMA ALDEIA QUE RESISTE HÁ MAIS DE 50 ANOS Asterix e Obelix Na Rapadura Açucarada
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Asterix é mais um daqueles quadrinhos que estavam lá e eu não dava importância... até a chegada dos scans. Eu sempre soube que eram quadrinhos de qualidade, engraçados e inteligentes, mas o mundo dos super-heróis e da Disney não permitiam a entrada de penetras. Claro que isso tudo era agravado pelo fato de Asterix só ser encontrado em livrarias, afinal não são gibis como outro qualquer, são álbuns publicados com um longo espaço de tempo entre eles. No começo era até mesmo um por ano.

No entanto, lembro de esbarrar com os gauleses pelos sebos da vida, mas nunca ter dado a devida atenção. Apesar dos personagens muito simpáticos e cativantes, alguma coisa não me deixava dar a chance que a HQ merecia. Provavelmente algum tipo de preconceito estilo, "ah, não são legais como os de super-heróis". A verdade é que eu até devo ter lido alguma coisa, mas nunca me interessei de verdade. Digo que devo ter lido pelo fato de que o conceito dos quadrinhos de Asterix sempre terem estado presente nas minhas memórias: uma pequena aldeia de gauleses que resistia bravamente ao domínio romano com a ajuda de uma poção mágica que dava-lhes grande força.

No fim das contas não importa muito o motivo de eu não ter lido no passado. O que realmente importa é que acabei redescobrindo esses personagens marcantes e suas aventuras cheias de humor. Criados em 1959 por Albert Uderzo e René Goscinny, logo se tornaram famosos tanto dentro da França quanto fora, sendo publicados em muitos países, inclusive o nosso aqui, sempre pela editora Record.

O sucesso foi tão grande que gerou uma série de desenhos animados em longa-metragem, baseados em vários dos álbuns em quadrinhos, sendo que o último deles, Asterix e os Vikings, foi o que teve a melhor qualidade em matéria de animação. Também surgiram filmes em live action com o consagrado Gerard Depardieu no papel do simplório Obelix, que lhe caiu como uma luva.

Quando os scans ganharam força, Asterix também não ficou de fora dessa onda. Scans dos álbuns começaram a pipocar pela rede, muitos deles sendo os que foram publicados em Portugal. Se fôssemos contar com estes, a coleção dos gauleses irredutíveis já estaria completa na internet, mas eu só sosseguei quando a coleção completa em português/BR estava disponível, o que se deu.... hoje.

Além dos álbuns em quadrinhos, Asterix possui álbuns especiais, que não entram na numeração que vai até 34 álbuns. O melhor desses espúrios é Asterix e Seus Amigos, uma coletânea especial onde vários desenhistas dão sua visão de Asterix, Obelix e sua Turma. Tal álbum inspirou a criação dos especiais Maurício de Souza por 50 Artistas. Também há aqueles que são adaptações das animações em forma de livro ilustrado, com excessão de Asterix e os Vikings e Asterix nos Jogos Olímpicos, que são álbuns com fotos e matérias sobre os filmes live action e que não existem ainda em scans. Um que está fora de todas essas categorias é o álbum Como Obelix Caiu no Caldeirão do Druida Quando Era Pequeno, que é em forma de livro ilustrado e conta esta famosa passagem na vida dos gauleses que é sempre citada. Nem todos estes existem em scans, apenas alguns. Então seguem abaixo toda a coleção oficial e alguns dos especiais. A coleção está em ordem de lançamento. Clique nas capas para fazer o download.

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