sexta-feira, 31 de agosto de 2012

The Galactic Wars


THE GALACTIC WARS: THE LOST EPISODE
Image and video hosting by TinyPic

Há um porrilhão de tempo, lá longe...

A Guerra Intergaláctica já durava 206.000 anos. Sim, imagina essa quantidade de tempo. Pensa só. É muito tempo. Até mesmo para os Khurans, que vivem em média 100.000 anos, se não não fumarem, beberem álcool desidratado ou chamarem as esposas de gordas, já haviam sido extintos. Na verdade, durante todo esse tempo, até algumas raças novas haviam surgido e entrado na guerra sem nem saber o motivo, e sido exterminadas. Aliás, o motivo, boa pergunta.

Ninguém mais lembrava. Guerrear se tornou uma espécie de vício. O Reino dizia que o motivo teria sido a negativa à rainha Dusu de uma banana que que ela teria pedido, durante o banquete Khatasar. A filha do Presidente Polk teria se negado a dar a única banana que ela tinha, para a Rainha. Mas, convenhamos, bananas vem da longíngua Terra Major. E são raras. Não é tão ridículo quanto parece.

Mas isso não bate com as datas. Dizem que isso aconteceu há 187.000 anos e não 206.000. O Grande Bibliotecário afirma categoricamente que o que iniciou a guerra foi um show musical, onde as letras foram ofensivas ao então Presidente Pradash. Ao que parece a letra falava em práticas libidinosas com partes apertadas e redondas de um homem chamado Pradesh. Sutil, não? Para piorar, a tal banda, chamada Reboot, era uma convidada do Reino, e a Rainha vigente, Solar, não quis pedir desculpas, nem degolar os tais cantores.

A guerra teria começado imediatamente, logo abarcando cada planeta da galáxia e proximidades. O Reino contra a Democracia, que não era tão democrata assim, já que arrebanhava soldados usando anéis de condicionamento, aplicados à cabeça. Os que os arrancavam levavam junto o cérebro. Tudo bem que alguns não tinha tanto cérebro assim, mas massa cinzenta é massa cinzenta, por menor que seja.

Logo uma massa Revolucionária se originou, depois de uns 46.000 anos de guerra. Eram liderados por uma espécie de guru. Não estavam do lado nem do Reino nem da Democracia. Tomariam o poder à força e fariam uma nova Galáxia, baseada no amor, na paz, e em bolinhos de fava com café antariano. Quem não ia querer? Bom, o Reino e a Democracia, claro.

Logo se formou uma coalisão entre os dois anteriores inimigos e se levantaram contra os Revolucionários, que se tornaram muitos, graças ao ódio crescente dos povos, contra a malfadada guerra. O guru que citei antes era Semântico, que pregava algo sobre um tal Poder que todos os seres teriam dentro de si, mas que poucos conseguiam encontrar dentro de si. Os que conseguiam eram os chamados merons.

Para se tornar um meron era necessário muito treinamento. E Semântico dizia que uma profecia apontava para um meron que acabaria com a guerra, mas apenas num futuro muito distante. Porém, não demorou para que a coalisão Reino-Democrata também encontrasse seu próprio abracadabra e sombrios homens passaram a governar a coalisão, tornando-se Reis-Presidentes, ou simplesmente, Repressores, como gostavam de ser chamados. Logo a guerra era Repressores versus Merons, em batalhas envolvendo magia e ciência. E assim foi por 206.000 anos. Até que...

Em uma lua distante o jovem Chegge Vhara se viu diante de um dilema ao encontrar uma mensagem em um biscoito da sorte meriliano. Dizia: "Hoje seu dia seria normal se você não tivesse que procurar uregntemente o meron Ing Marber Gman. O destino das galáxias repousa em suas mãos".

O jovem Vhara sempre sonhara em se tornar um meron, mas nunca imaginaria que um deles habitasse aquela lua escura e sem vida. Sem avisar seus pais, foi até a caverna onde vivia o tal meron e o encontrou consertando seus dois robôs, XYZ (-%107), chamado apenas de Exis. E o outro, menor, Poço de Amor. Vhara achou melhor não tentar saber porque o robôzinho tinha este nome e resolveu chamá-lo apenas de P.A.

Depois das apresentações Gman quis saber o motivo de Vhara estar dentro da sua caverna. Gman, disse que fazia tempo que ele não aparecia ali e Vhara disse que não se lembrava disso. Gman disse que foi quando ele era muito criança e terminou dizendo.

- Faz tempo que Vhara não entra aqui.

Mas vamos deixar as frases de duplo sentido de lado. Gman disse que já sabia que ele viria e sim, o treinaria, mesmo sabendo que, no fim, Vhara teria que enfrentar o terrível Repressor, Khan Tilena, e que ele seria ferido muito mais do que por espadas de energia. Aliás, Vhara sonhara com aquele momento, em que pegaria numa espada... de energia, e a usaria para lutar contra o Reino-Democrata.

Gman avisou que, depois do treino intenso de Vhara, ele teria que resgatar a princesa Amônia, filha de Cloron, regentes do planeta, Acqua Sani Tarius. Ela era uma cabeça da Revolução e não podia permanecer enjaulada por Tilena. Gman disse que faria com que Vhara encontrasse seu Poder o mais rápido possível, para que pudesse lutar e salvar a princesa. Mas, esse treinamento não seria completo sem ajuda externa. Teriam de encontrar o gigolô Bolo Young, o único que possuía uma nave mais ou menos em bom estado, e com preço reduzido. Teriam de aguentar seu bicho de estimação, Kádaver, mas isso era o de menos. O nome era devido ao fato de que os pêlos do bicho o faziam feder como um cadáver.

Chegge Vhara, Ing Marber Gman, Bolo Young, Kádaver, juntamente com os robôs Exis e P. A. teria de encontrar o novo guru dos merons: Roda Faltando, para que Vhara terminasse o treinamento e depois partissem em busca da Princesa Amônia, para salvá-la de Khan Tilena, o novo Repressor do Reino-Democracia. Acho que é um bom resumo. Que o Poder entre pelas suas costas. Até o Episódio Perdido II, se houver
.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Você Pensa Que Conhece a História


THE CABIN IN THE WOODS
Título em Port.: O Segredo da Cabana

Image and video hosting by TinyPic
Para baixar, vá ao torrent


O Segredo da Cabana não contém apenas o segredo desta cabana, mas de todas as cabanas no meio de florestas. Na verdade, ele vai mais longe: contém o segredo de todos os filmes de terror modernos, incluindo, por incrível que pareça, os filmes de terror orientais e quem sabe quais outros mais. Sim, só por isso é um filme que você precisa assistir. Se vai concordar ou não com a premissa, acho que pouco importa. Ela agora existe e não pode mais ser apagada.

Metade do tal segredo é revelado logo no início do filme. Ele começa com algumas pessoas em uma espécie de centro de comando, falando sobre "cenários" que deram certo ou errado e como eles não falhavam com um "cenário" desde 1998. Isso me deixa confuso de início. No entanto, quando aparecem nossos cinco jovens heróis, que estão a caminho de uma cabana isolada no meio de uma floresta, as coisas começam a ficar mais claras.

Os cinco foram escolhidos pelas pessoas no centro de comando, mesmo que não saibam disso. São eles: a gostosa descerebrada, o galã atlético (namorado da gostosa), o cara boa pinta e inteligente, a virgenzinha e o alívio cômico, no caso aqui um cara que só vive chapado de maconha. Bom, não é preciso dizer que estes, junto com a cabana no meio da flortesta, é um "cenário" bem conhecido dos fãs de filmes de terror.

Aquilo que você é levado a pensar assim que vê o título em inglês - The Cabin in The Woods - é justamente a intenção dos criadores do filme. Eles querem que você pense, "ah, não, isso eu já estou cansado de ver". Sim, está. Mas não o que está por trás disso tudo.



Image and video hosting by TinyPic


Enfim, um filme mostrará as respostas para todas aquelas perguntas que você se faz quando assiste a este tipo de película: Por que as pessoas escolhem passar um fim de semana em uma cabana no meio da floresta, no meio do nada? Por que elas se separam quando há ameaça de perigo, quando deveriam ficar todas juntas? Por que pessoas normais começam a agir como perfeitos idiotas? Por que, às vezes, algumas pessoas conseguem sobreviver? E mais, por que isso acontece com TANTA frequência?

O filme é tanto uma homenagem a todos os seus antecessores, como é, também, um filme único. São claras as referências a Evil Dead, O Massacre da Serra Elétrica e outros tantos filmes de terror. Ele não chega a ser um terrir, um filme de terror e comédia, mas tem seus momentos engraçados. Talvez para mostrar que, apesar de estar ali desvendando um importante segredo, não se leve tão a sério assim. Tanto que as melhores cenas de humor estão justamente do centro de comando, onde esse tipo de pessoal deveria ser mais sisudo.


Image and video hosting by TinyPic


Talvez a culpa do filme ter ficado tão bom e o roteiro tão redondinho seja porque Joss Whedon, o diretor de Vingadores, o escreveu. Sem contar que, como criador de Buffy, ele está mais do que familiarizado com o gênero terror. O diretor é o estreante Drew Goddard, que co-escreveu o roteiro e trabalhou com Whedon, dirigindo vários episódios de Buffy e de outras séries como Lost e etc. Ou seja, uma dupla mais do que dinâmica.

Não temos grandes nomes no elenco, mas ao menos temos um nome em ascendência, o Poderoso Thor, Chris Hemsworth. No centro de comando temos atores veteranos, daqueles que você está cansado de ver em filmes, mas nunca lembra o nome, Richard Jenkins e Bradley Whitford. Os outros são rostos novos ou pouco conhecidos, mas eficazes em seus papéis.

O filme é divertido ao extremo, com todos os segredos que vão sendo revelados a medida que a história avança. Nem mesmo o clichê do velho esquisito que sempre avisa as pessoas dos perigos, e nunca é ouvido, foi esquecido. O ator poderia ter sido escolhido entre veteranos de filmes de terror, como uma partipação especial, mas não foi. É um ator, para mim, desconhecido. No entanto, não falta uma participação especial surpresa. Não decepciona, mas poderia ter sido alguém mais apropriado ao tipo de história contada. Alguém como Bruce Campbell. Aí sim, o filme se tornaria um épico inesquecível.


Image and video hosting by TinyPic


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Papel, Scan, Tablet


PAPEL, SCAN, TABLET!
Diferentes opções, para situações diferentes


Image and video hosting by TinyPic

A primeira vez que li um scan de uma história em quadrinhos foi um momento mágico. Sim, foi. Afinal, quando eu imaginaria que poderia ler coisas como Marvels, Cavaleiro das Trevas, A Piada Mortal, entre outras, ali de graça. E eu baixei página por página, lendo em uma qualidade bem diferente da de hoje em dia. No entanto, parecia que eu estava num paraíso nerd, para onde eu fora lançado, sem precisar me explodir. Tudo bem, sem as virgens, mas era querer demais. Daí que fui inspirado a fazer o mesmo. Mas, assim como a origem do Super-Homem ou Batman, o povo já está careca de saber isso.

Eu passava mais tempo fazendo o scan do que lendo o que outras pessoas faziam. Como era eu que tinha a revista em papel, nada mais natural do que lê-la antes de digitalizá-la. Assim, eu lia poucos scans. E, quando o fazia, fui percebendo uma coisa: ler no computador era problemático. Assim, eu lia apenas aquela HQ que eu realmente sabia que seria impossível encontrar nas bancas ou livrarias, ou que não havia previsão do lançamento do título por aqui. Foi assim no caso, por exemplo de Planetary, Preacher, Akira. Então era fácil enfrentar o incômodo da tela. Nem mesmo os quadrinhos on line oficiais eu consigo acompanhar por conta de não gostar de ler no computador e acabo perdendo muita coisa boa.

Dois exemplos de quadrinhos on line muito bons, que nunca vou aos sites para ler são: Malvados e Um Sábado Qualquer. Na verdade, são tirinhas, o que torna até mais fácil a leitura, e mesmo assim, eu não encaro. Certo, um dos motivos é que sempre fui um pessímo internauta, navegando pouco, não visitando até mesmo sites sobre assuntos do meu interesse, como cinema e quadrinhos. Mas, voltando aos dois sites, a verdade é que, quando os autores lançaram edições em papel de suas tirinhas, eu fui o primeiro a comprar e li de uma tacada só.

Image and video hosting by TinyPic

Mas essas ao menos estão lá nos sites e, quem quiser lê-los, é só passar um tempo por lá. Mas, os scans vieram principalmente para os quadrinhos perdidos. Sejam porque sairam de circulação, ou porque não foram publçicados aqui, ou porque, algumas vezes é simplesmente impossível comprá-los pelo preço que estão sendo lançados. Então, melhor do que não ler é lê-los assim mesmo, na tela do computador. Assim sendo, o scan acaba cumprindo seu papel, sem querer fazer trocadilho, mas já fazendo.

Vou usar um exemplo que se aplicaria a mim. Só que faremos de conta que eu não li o scan. A série Preacher teve sua publicação atribulada aqui no Brasil, nunca chegando ao fim, no número 66. Até que a editora Panini publicou toda a série em 9 volumes. Não sei se a editora publicará os especiais e a minissérie Santo dos Assassinos em um décimo volume, mas ao menos a série toda já foi publicada, pela primeira vez, aqui no país.

O problema é que cada volume sai em uma média de R$ 65,00, por ser capa dura e sempre com muitas páginas. A editora até mesmo está republicando o volume 1, que aproveitei e adquiri, já que na época que saiu a primeira vez não pude comprar. Se vou conseguir comprar os outros, não sei. Esse tipo de dúvida faz com quem muitos se virem para os scans, para ler esta saga e saber o fim da mesma. Isso se dá porque as pessoas preferem o scan ao papel? Não. Se dá porque não há uma opção de se comprar a HQ com uma capa comum, por um preço menor, como foi feito, por exemplo com Watchmen e Daytripper.

Image and video hosting by TinyPic

Isso tudo porque, apesar de serem divertidos de se fazer, e até mesmo de se ler, os scans tem suas limitações espaciais. Mas, será que com os tablets, ler uma HQ terá o mesmo efeito que estar com uma revista nas mãos? Digo só uma coisa; NÃO! Pelo menos não agora. Quem sabe daqui a alguns (muitos) anos, quando a geração de leitores de quadrinhos atuais for substituída e quando as pessoas não se importarem em armazenar seus gibis em um tablet para ler no banheiro ou na cama. Por enquanto, o leitor de quadrinho mediano, aquele que cresceu lendo gibis, ainda é uma coisa que torna dificil isso acontecer. Ele é, antes de tudo, um cheirador de papel, um colecionador! Com um tablet repleto de publicações digitalizadas, oficiais ou não, a cena abaixo não será mais possível:

Image and video hosting by TinyPic
Clique para aumentar

Mas, claro, o tablet será bem melhor para ler os scans a que estamos acostumados, do que um notebook ou um computador de mesa. Além do caso de Preacher, ainda há Planetary que não foi publicado inteiramente, Promethea, e Sandman, que é um material excelente, mas que, mesmo valendo a pena, o preço é pesado para quem tem outras responsabilidades a mais do que apenas comprar gibi. E olha que o os scans do Mestre dos Sonhos estão defasados, ruins de ler.

O fato é que ainda vou gastar muita bufunfa comprando HQs em papel. Nem tablet eu tenho ainda. Os scans tem seu lugar, o tablet sendo usado para ler quadrinhos também, mas papel ainda é insuperável para quem quer ter sua coleção de HQs, com seus cheiros característicos. Afinal, é sério, cheirar tablet não dá barato. Ou não é barato, tanto faz.

domingo, 12 de agosto de 2012

Operação Invasão


THE RAID REDEMPTION (SERBUAN MAUT)
Título Nacional: Operação Invasão


Image and video hosting by TinyPic
Acha-se no Torrent

Filmes de ação. O gênero de filmes preferido dos homens machos do sexo masculino. Muita pancadaria, muito tiroteio, muito sangue e quase nenhuma história. Essa fórmula é repetida à exaustão desde que o cinema é cinema. Ou ao menos desde que o gênero foi descoberto. Daí que fazer filmes que sejam sempre ótimos, nem sempre é possível. Filmes que deixem você abismado, pensando, não no sentido da vida, mas em como é possível atirar em um carro e ele explodir, ou coisas assim.

Não é todo mês que temos um Duro de Matar ou um Kill Bill. Não é todo filme de ação que vale o ingresso (ou mesmo o download, nestes nossos tempos mdernos). Portanto, quando acontece de um filme assim conseguir chamar a atenção, nada mais justo que trazê-lo à baila por seus méritos.

Na verdade não lembro mais como cheguei ao filme indonésio Serbuan Maut. Feito em parceria com os EUA, ganhou o título em inglês de The Raid Redemption. Em tradução um tanto livre seria algo como A Missão de Resgate. No entanto ganhou o título em português de Operação Invasão, que não deixa de ser verdade.

Image and video hosting by TinyPic

A sinopse é a seguinte: um grupo de vinte policiais foi incumbido de invadir um prédio de 30 andares dominado pelo tráfico de drogas. A missão é entrar e capturar o chefão que domina tanto o tráfico quanto o prédio. Porém, quando os policiais são cercados e começam a ser eliminados, os sobreviventes desconfiam que alguma coisa não está muito certo em toda aquela missão.

Não lembro de ter assistido filmes feitos na Indonésia. Talvez já tenha assistido, mas nenhum de ação, que eu me lembre. E muito menos um como The Raid. O filme parece ser apenas do gênero policial, devido ao fato de citar a invasão de policiais a um prédio. Também não fiquei muito empolgado devido ao filme ser indonésio e eu não conhecer os filmes do país. Assim sendo, "aluguei" e deixei mofando vários dias antes de assistir. E, quando o fiz, me arrependi amargamente de não tê-lo feito antes.

O filme começa com um jovem policial acordando para mais um dia de serviço. Há cenas dele treinando em um estilo de artes marciais, mas ainda assim isso não me preparou para o que viria. Ele se despede da esposa grávida e depois diz ao seu idoso pai que "o trará de volta". O filme que parecia não prometer nada, já prende a atenção nesses primeiros minutos.

Image and video hosting by TinyPic

A tensão filme aumenta com a descoberta da invasão por parte do chefão. Porém, este não se abala, corta as comunicações e coloca todo o prédio para caçar e eliminar os homens da lei, chegando mesmo a prometer que poderão passar a morar gratuitamente no prédio.Além disso há o mistério do jovem policial e o porque desta missão ter sido inciada sem muitas explicações convincentes. Por tudo isso já seria um filme imperdível. Porém, quando o protagonista (o jovem e novato policial) se transforma em um Bruce Lee a 300 km por hora, aí sim, essa porra fica séria.

O filme que parecia ser apenas do gênero ação/policial se transforma em ação/policial/artes marciais. O novato mostra ter mais habilidades do que apenas descarregar uma arma em cima de bandidos. Os outros policiais nem tanto. O treinamento mostrado no início do filme passa a fazer sentido. No entanto, se os outros policias não são mestres em artes marciais, parece que TODO traficante, por mais pé-de-chinelo que seja, saiu de um templo Shaolin e foi vender cocaína. O novato não tem sossego, sem falar que a maioria luta usando um facão do tamanho de um bonde. Mas, é isso que faz com que o filme empolgue ainda mais.

O filme ainda tem uma violência tarantinesca que unida a efeitos especiais e às coreagrafias das lutas forma um quadro único, onde um traficante pode ser derrubado depois de uma luta, esfaqueado e/ou levar tiros bem no meio da cara, diante dos nossos olhos, sem cortes. Tudo em rápida sucessão. Cada vez que o número de policias diminui, a ação e a adrenalina aumentam.

Os mistérios que foram propostos ao longo do filme vão se resolvendo, mas eles não são nada perto da luta final a três, em que dois lutam contra o principal capanga do traficante, um baixinho mirrado que parece ter saído das produndezas do inferno direto para aquele prédio.

Quando o filme termina meu coração e minha adrenalina ainda estão acelerados. É mais de meia noite eu corro para cá, para tentar escrever este artigo, mas estou cansado demais, como se tivesse sido surrado também. Pego o celular e tento ligar para meu irmão, para contar a ele sobre um filme que ele precisa ver urgentemente. Mas o telefone está sem bateria. Me contento em ir dormir e esperar o dia seguinte, hoje, para escrever.

Image and video hosting by TinyPic

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Crossovers


CROSSOVERS: SEMPRE UM ENCONTRO DE TITÃS Desde Superman Vs. Homem Aranha Até LJA Vs. Vingadores

Image and video hosting by TinyPic
Para baixar alguns, clique aqui

Crossovers, para quem não sabe, são encontros de personagens de editoras diferentes em uma edição especial. Antes, porém, já aconteciam entre os personagens de uma mesma editora, mas de modo tão comum que não eram levados em conta como crossovers. Há ainda a possibilidade de um herói se encontrar com alguém do mundo real, como veremos mais adiante.

O crossover mais antigo que eu lembro de ter lido é, justamente, o primeiro desse tipo: Super-Homem Versus Homem-Aranha. E mais, eu o li a primeira vez que foi lançado no Brasil, pela EBAL, na série Almanaque do Superman, que eram justamente edições anuais em que o Super-Homem enfrentava alguém diferente. Não sei quantas edições foram lançadas, mas lembro das três que li, que eram Super-Homem Versus Mulher-Maravilha, Super-Homem Versus Homem-Aranha e o terceiro, que foi o que mais me chamou a atenção, e que falo dele já já.

Além do fato inusitado de ver o Super-Homem lutando com amigos de sua própria editora e com personagens da Marvel, o que me chamava a atenção nestas edições eram o tamanho. Eu devia ter pouco mais de uns nove anos quando as li a primeira vez e, para um garotinho, a revista parecia que ia me engolir, de tão grande. Só aquilo bastava para que eu ficasse deslumbrado. O encontro de titãs que foi Homem de Aço contra o Cabeça de Teia viria a ser republicado mais duas vezes pela Editora abril, mas sem a mesma grandiosidade.

O argumento era de Gerry Conway, roteirista constante do Homem-Aranha na década de 70, e o desenhista era Ross Andru, outro que trabalha com o personagem. Neal Adams e John Romita deram alguns retoques. A trama não era nada de muito elaborado. Assim como os heróis eram de editoras diferentes, os vilões também o eram. Lex Luthor e Dr. Octopus se unem contra os dois heróis. Aliás, outra coisa que caracteriza um crossover é que SEMPRE os heróis entrarão em atrito um com outro gerando assim o "versus" do título. Em seguida se entenderão e se unirão contra seus inimigos. A fórmula já é bem desgastada, mas as editoras não desistem dela.

Mas, alguns podem se perguntar, e a diferença de superpoderes entre o Super-Homem e o Homem-Aranha? O gibi terminaria antes de começar se os dois lutassem. Mas, para roteiristas que ressuscitam heróis que viraram pó diante de nossos olhos, isso é fichinha. Para casos assim sempre há uma "gambiarra" para equilibrar as coisas. No caso aqui, um raio de radiação desenvolvido por Lex Luthor que dá, temporariamente, o mesmo nível de força ao Homem-Aranha, para enfrentar o Super-Homem.

Porém, com tudo isso, não foi este crossover que mais me cativou de início e sim o terceiro Almanaque do Superman, o de 1979: Super-Homem Versus Muhammad Ali!

Image and video hosting by TinyPic
A diferença de tamanho da edição da EBAL e da Panini

Para minha mente infantil era um tanto complicado entender como o Super-Homem estava enfrentando Muhammad Ali que, mesmo naquela época, eu já sabia quem era. E ele era do mundo real. O roteiro era de Denny O'Neil e Neal Adams, parceiros constantes desde Batman e Lanterna Verde. Os desenhos do mesmo Neal Adams, que poucas aventuras do Homem de Aço dsesenhara. A arte-final era de Dick Giordano e Terry Austin. Uma equipe de ouro para um combate de titãs.

A capa já deixava claro que haveria uma luta e, por mais incrível que pareça, no ringue. Uma raça alienígena quer a Terra para si e aceita que os dois ícones terrestres lutem entre si para definir qual dos dois enfrentará o campeão alienígena e, assim, ver quem levará a Terra como prêmio. Novamente nos vemos no problema da diferença de forças óbvias entre Super-Homem e Muhammad Ali. Isso é resolvido em um piscar de olhos quando o local da luta escolhido é um planeta de sol vermelho, onde o Super-Homem não tem poderes. Agora imagine um homem que nunca teve treinamento de lutador de boxe enfrentando o melhor nesse ramo. Sim, é um massacre.

Diferente de Super-Homem Versus Homem-Aranha, que chegou até mesmo a ter um segundo encontro publicado pela Editora Abril, esta edição com Muhammad Ali não foi republicada pela Abril e ficou desde 1979 sem ver terras brasileiras. Isso até o ano passado quando a editora Panini teve a gentileza de republicar este clássico em tamanho ligeiramente maior que o formato americano e com capa dura. Para ver como as edições da EBAL eram grandes é só ver a foto acima e a diferença entre as duas edições.

Dos crossovers considerados como clássicos, apenas mais dois são dignos de nota. Um deles é Os Fabulosos X-Men Versus Os Novos Titãs:

Image and video hosting by TinyPic

Publicado aqui pela primeira vez em Grandes Heróis Marvel #09, já começava errado. Afinal se era um encontro entre duas editoras não poderia ter sido lançado na série Grandes Heróis MARVEL. Para piorar um pouco mais, o artista ideal para ilustrar esse encontro épico seria George Pérez e, no entanto, ficou a cargo de Walt Simonson, mais conhecido pelo seu trabalho em Thor. O roteiro era de Chris Claremont e a arte final de Terry-Austin, ou seja, a equipe criativa era toda da Marvel. Mesmo assim, não houve crossover mais esperado naquela época.

Os dois grupos de super-heróis eram os xodós de suas respectivas editoras, cada um deles estando no auge de sua forma. Juntá-los em uma edição especial era mais do que necessário, era uma obrigação. Os vilões eram Darkseid da DC Comics e a Fênix Negra da Marvel. Um páreo duro, já que apenas um dos dois sozinhos já seria problemático para os dois grupos juntos. Apesar de tudo, a arte de Simonson não decepciona e a interação entre os personagens é perfeita, graças a Claremont.

Anterior e asse ainda aconteceu mais um, que não gosto tanto como os citados, mas que devemos citar graças ao artista envolvido na arte, José Luiz Garcia Lopez. É Batman Versus O Incrível Hulk:

Image and video hosting by TinyPic

Com o sucesso alcançado pelo encontro de Super-Homem e Homem-Aranha era natural que as duas editoras quisessem reunir mais dois ícones de suas respectivas galerias e, os nomes mais óbvios na lista seriam Batman e Hulk. O roteiro ficou a cargo de Len Wein e os desenhos do já citado José Luis Garcia Lopes, com seu traço limpo e fácil de reconhecer. A edição chegou a ser publicada ainda na EBAL, poucos anos antes de sua falência. A Editora Abril a republicou na série Grandes Encontros Marvel & DC. Os vilões eram o Coringa (como não poderia deixar de ser) e o obscuro inimigo do Hulk, o Figurador. Coringa convence o Gigante Esmeralda de que Batman é seu inimigo e o embate é inevitável. Valeria uma republicação só para ver a arte de Garcia Lopes restaurada.

E, enquanto as editoras DC e Marvel se mantiveram supremas, os crossovers se davam apenas entre as duas. Aconteceram crossovers entre Batman e Homem Aranha, mais de uma vez, assim como Batman e Justiceiro, também mais de uma vez. Mas tão fracos que não são dignos de nota. Batman ainda chegou a se encontrar com o Capitão América em uma aventura que se passava na Segunda Guerra Mundial e em um universo paralelo, pois apenas assim Bruce Wayne existiria nesta época. O roteiro e a arte de John Byrne faz com que seja uma edição a ser lembrada. Coringa e Caveira Vermelha são os algozes que aqui se tornam parceiros.

Image and video hosting by TinyPic

Com a ascenção de editoras como a Image e Dark Horse, entre outras, os crossovers se tornaram cada vez mais constantes e numerosos, tanto entre as duas principais editoras, como entre elas e as outras novatas. Sem falar das novatas entre si. Era uma enxurrada de crossovers que banalizava o tema, gerando mais edições ruins do que boas. Batman enfrentou o Predador, personagem dos cinemas levado para os quadrinhos, um sem número de vezes. Os Aliens do filme de Ridley Scott se tornaram praticamente saco de pancadas de todo e qualquer personagem. Tarzan teve encontros tanto com Batman, como com Super-Homem e, claro, Predadores. Houve edições em que Batman e Super-Homem chegaram a lutar contra Predadores e Aliens. O Lanterna Verde enconttrou o Surfista Prateado e os Aliens, também. Inúmeros encontros que seria impossível numerá-los a todos.

Dois crossovers importantes, mas não necessariamente bons, foram as vezes em que os universos DC e Marvel se encontraram em duas minisséries. Como quase tudo dos anos 90, não foi lá grande coisa. Mas, ao menos gerou o curioso universo Amálgama, em que um evento cósmico unia aos pares os principais personagens das duas editoras, gerando assim um terceiro personagem novo e único. Exemplificando temos a união de Wolverine e Batman gerando O Garra das Trevas e Capitão América e Super-Homem, gerando o Supersoldado.

Image and video hosting by TinyPic

E os crossvers pareciam assim, fadados à monotonia, se não fosse um ou outro encontro um tanto quanto esdrúxulo, como Superman Versus Asterix, Superman Versus He-Man, Superman Versus Pernalonga(!!!), Justiceiro Versus Archie e Justiceiro versus.... hã... Eminem.

Mas, nem tudo estava perdido. No meio de tantos crossovers inúteis, as duas maiores editoras se juntaram novamente para lançar um que fizesse a diferença: Liga da Justica Versus Vingadores era uma minissérie que colocava os personagens frente a frente como se fosse a primeira vez, descartando assim todos os crossoovers anteriores, incluindo Marvel Versus DC. A equipe criativa não poderia ser melhor, Kurt "Marvels" Busiek e George Perez. Foram quatro edições de um embate de forças único em uma epopéia cósmica digna de Jim Starlim. Publicada aqui duas vezes pela Panini, primeiro como minissérie, depois como encadernado, é uma HQ difícil de ser encontrada hoje em dia e merecia ser publicada uma terceira vez.

Enfim, crossovers se tornaram parte das histórias em quadrinhos. Até mesmo na Turma da Mônica os super-heróis dão as caras em pequenos crossovers não-oficiais. Mas, são poucos os que são digno de nota hoje em dia. Um que se pode contar como um bom crossover de tempos recentes é Planetary Versus Batman, onde o grupo de Arqueólogos do Impossível enfrenta nada mais nada menos que várias versões do Homem Morcego, incluindo a versão de Cavaleiro das Trevas de Frank Miller e, pasmem, a versão do seriado da década de 60. O roteiro de Warren Ellis e a arte de John Cassaday fazem com que a HQ valha realmente a pena. Fora isso, só se o Wolverine enfrentasse o Justin Bieber... e vencesse.

Image and video hosting by TinyPic

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Will Eisner


WILL EISNER AND ME Algumas Coisas Estão Lá Apenas Esperando

Image and video hosting by TinyPic
Para baixars HQs, clique aqui

A minha familizarização tardia com o mestre Will Eisner aconteceu de forma um tanto quanto irônica.

Com a popularização dos scans através do Rapadura Açucarada, logo mais e mais pessoas começaram a fazer as suas próprias digitalizações. Alguns enviavam para cá, através de e-mail, outros abriram seus próprios sites e blogs, ao longo do tempo, até os dias de hoje. Cada um deles mostrava tendência para algum tipo de quadrinhos que refletiam bem o gosto do seu idealizador. Havia quem quisesse distribuir mais Marvel, outros DC ou Vertigo. Também havia quem privilegiasse um ou outro personagem específico. E, entre esses tantos, havia o HQ é Aqui, hoje já extinto.

Era de um dos visitantes do RA que foi seguir carreira solo. O nome do blogueiro eu nunca esqueci, Guilherme. Com tantos desses novos adeptos se multiplicando, eu acabava por ir aos seus recintos de distribuição de quadrinhos digitalizados para ver o que estava sendo feito e, quem sabe, até mesmo baixar e ler alguma coisa, bem como colocar no RA e tornar conhecido seus trabalhos de digitalização e/ou tradução e diagramação de quadrinhos.

Guilherme adotou uma linha de quadrinho mais adulto, mais maduro, sendo que começou a disponibilizar quadrinhos de Will Eisner. Lembro que o primeiro deles fora O Nome Do Jogo, uma HQ sobre três famílias de judeus e seus entreveros. Fiquei olhando aquilo e me dei conta de uma coisa: eu nunca havia lido NADA de Will Eisner.

Image and video hosting by TinyPic

É uma afirmação vergonhosa para um leitor de quadrinhos já com mais de 30 anos, na época. Mas era a verdade. Porém, cabe aqui uma explicação, ou pelo menos uma tentativa de me escusar: cresci num lugar em que livrarias eram quase um mito e a única banca de jornal (a qual já falei dela anteriormente) não tinha esse tipo de quadrinho. Eu, às vezes, ia a livrarias em lugares mais distantes, mas não eram como hoje, onde algumas dão algum destaque á seção de HQs. E, assim, eu ia crescendo com Disney, Turma da Mônica, Tex e super-heróis, sem nunca saber da existência de coisas como Will Eisner. E, provavelmente olharia com pouco caso, se deparasse com o mesmo, esta é a verdade. Eu ainda não tinha maturidade para o autor.

Pois então, me deparando com Will Eisner, ali, pela primeira vez, baixei para ler. A ironia que citei no início está aqui. Depois de muito tempo colocando scans aqui no blog, de todos os tipos (inclusive os de Will Eisner), eu comecei a receber e-mails de vários novos leitores ou de leitores que retornaram aos quadrinhos, agradecendo pela chance de ter contato com quadrinhos que antes não conheciam ou haviam abandonado. Alguns depoimentos eram muito emocionados e me emocionavam também. Me faziam sentir que o que fazia era algo necessário. Mas, ao mesmo tempo, eu também fui ensinado, assim como estes que me agradeciam. E não apenas a ler Eisner, mas Robert Crumb, Laerte, Moebius, Angeli, Spacca, Jodorowski, Manara e tantos outros. A lista é imensa. Mas Eisner foi o ponto de partida.

Os scans pelos quais as pessoas me agradeciam por tê-los trazido de volta aos quadrinhos ou por tê-los feito conhececer este mundo da Nona Arte, também foram de ajuda para mim. Tais quadrinhos chegaram aqui através das pessoas que colaboravam com o RA ou que se animaram a fazer o mesmo, por conta própria. Era um ciclo quadrinhístico.

Image and video hosting by TinyPic

E, claro, ao ler os scans publicados pelo Guilherme no HQ é Aqui, eu ficava esperando por mais. Também li Avenida Dropsie, e ficava na expectativa de outros títulos. Mas, com tempo, assim como aconteceu com vários outros, o HQ é Aqui teve que parar. Nunca soube os motivos. Provavelmente falta de tempo do dono do blog. O fato é que não teríamos mais as HQs do mestre Eisner... se eu não continuasse. E, assim foi. Da mesma forma que aconteceu na gênese do Rapadura Açucarada, onde eu continuei o trabalho de alguém que não mais poderia fazer scans, eu comecei a fazer o que o Guilherme fazia: adquirindo quadrinhos de Will Eisner e escaneando os mesmos, lado a lado com os de super-heróis. A vantagem agora é que eu os lia diretamente da fonte, antes de colocá-los aqui.

Então eu não era apenas alguém que levava quadrinhos aos outros. Eu também recebia isso dos amigos e colaboradores. Também aprendia e descobria (ou redescobria novos horizontes). Will Eisner não me era de todo desconhecido. Era algo que esteve sempre ali, mas que eu nunca estendi a mão para pegar, por um motivo ou por outro. Mas, quando o fiz, não me arrependi, e nunca mais parei.

O autor morreu algum tempo depois que eu passei a conhecê-lo melhor e isso me deixou com uma sensação estranha de ter chegado tarde demais. Mas, ainda consegui várias de suas obras, em livrarias e comic shops. Até mesmo títulos que não eram mais publicados, como o excelente Um Sinal do Espaço, Graphic Novel publicada pela editora Abril. O tempo passou mais e seus quadrinhos voltaram com força total. Hoje as livrarias têm vários títulos seus, incluindo O Sonhador (The Dreamer), pelo qual tenho um carinho especial.

Certa vez acabei encontrando os scans, em inglês, de The Dreamer, muito antes de ele ser publicado aqui no Brasil. Mas, traduzir uma HQ de Will Eisner não era algo tão simples como traduzir uma de super-heróis. Um dos motivos era encontrar um tradutor que se dispusesse a isso, sabendo que não era nada de Marvel ou DC. Apareceu o Psycho (é, isso mesmo) e consegui fazer a HQ, que hoje em dia pode ser encontrada nas livrarias ou comic shops. É uma autobiografia do autor, mostrando seu começo na área na qual se tornou famoso.

Image and video hosting by TinyPic

Ler Eisner é se perder em tramas bem diferentes daquelas a que um fanboy está acostumado. É subir vários degraus no mundo dos quadrinhos, sem que seja obrigado a abandonar suas raízes. Mesmo sendo criador de Spirit, um herói mascarado dos mais diferentes e interessantes, Eisner escreveu dramas ainda mais profundos, muitas vezes baseado em lembranças de sua vida. Também revisitou grandes clássicos da literatura como Don Quixote de La Mancha, Moby Dick e Oliver Twist. Como um bom mestre dos quadrinhos que era, escreveu e ilustrou livros que delineavam as técnicas dessa arte. A indústria de quadrinhos dos EUA instituiu um prêmio com seu nome, coisa não mais que natural de acontecer. E eu? Bem...

I will.

Business

category2