segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Feliz Anivesário, Lia


TODOS OS DIAS DE SUA VIDA

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Eu não lembro da vida sem você
Lembro sim, de um tempo meio nublado
Indistinto, onde não consigo perceber
A sua presença ali, ao meu lado
Nego e quero esquecer
Este tempo tão calado


Mas, depois de ti, você aconteceu
A rotina se tornou algo indomada
Restando apenas a alegria e eu
Isolando a nós dois, nesta ilha encantada
Atacando a tristeza que logo morreu


Onde mais eu poderia encontrar
Lugar algum havia me prometido
Ir adiante já era um modo de errar
Vi que queria mesmo era estar contigo
Então, não tive dúvidas sobre onde estar
Ignorando qualquer sentimento ambíguo
Recuso-me a um segundo mais esperar
Amando a ti como homem, amante a amigo

Hoje eu sei que não mais nos separamos
Ocasos e acasos temos juntos enfrentado
Na lua, para ver o pôr da Terra, nos sentamos
Odes a um amor de loucos, temos nós cantado
Rimos mais que duas crianças e, sim, brigamos
Antes assim que sermos dois aparvalhados
Temos mais um do outro que pensamos
O que nos faz eternos apaixonados

FELIZ ANIVERSÁRIO, LIA, MEU AMOR


sábado, 14 de janeiro de 2012

Minha Mãe e os Quadrinhos


A MÃE DE TODOS OS GIBIS
Como vim a cultivar o meu gosto por HQs

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Estamos todos os quatro irmãos em casa, esperando minha mãe chegar das compras. A ansiedade é grande, por um motivo simples: como somos todos muito pequenos, quando ela fica longe muito tempo, um aperto no coração de cada um se faz sentir e, quando ela chega, parece que nos sentimos seguros novamente. Já sabendo disso (como ela sempre pareceu saber de tudo), ela trazia algum tipo de agrado para cada um. Para mim, ela trazia um gibi. E, a lembrança mais remota que tenho dela fazendo isso, é dela tirando de dentro da bolsa um gibi de O Mestre do Kung Fu, de quando era publicado pela Editora Vecchi (ou Bloch, não lembro direito). Para mim, aquele era o maior presente do mundo, mesmo eu mal sabendo ler ainda.

Minha mãe, que fez aniversário na sexta feira, dia 6 de Janeiro e, aos 65 anos nunca perdeu esse dom de incentivar a leitura, mesmo ela nunca tendo lido um único gibi. E, mesmo se pudesse, ela não conseguiria parar para fazê-lo. Digo que não perdeu, porque sempre me lembra de levar algum gibi para meu sobrinho de 11 anos. Seu único neto, Caio Vinícius. Ela se deleita vendo o gosto que ele tem pela leitura, o mesmo que ela via em mim.

Mesmo quando ela ficou sozinha para cuidar de nós e as dificuldades aumentaram, ainda assim ela nunca foi de reprimir minha vontade de ler mais e melhores gibis. Claro, que nesses tempos, os gibis assim como as vacas, eram magros. Lembro-me como se fosse hoje de uma vez em que estávamos num ponto de ônibus onde havia uma banca de jornal - que surpreendentemente está lá ainda hoje, mesmo que desativada - e ela me deu algo equivalente a um real para que eu comprasse uma revista do Pato Donald, a mais baratinha. O importante era ter algo para ler.

Aos 12 anos eu fui trabalhar e, claro, a maior parte do dinheiro ia para a banca de jornal. Isso fazia ao menos com que ela não tivesse que tirar de seu orçamento para comprar HQs para mim. Assim, sendo, de certo modo, eu estava ajudando. Para "piorar" as coisas, eu trabalhava a alguns metros da maior banca de jornal da localidade e passava por lá às 6 da manhã, para ver o que havia chegado, antes mesmo de ir para o trabalho. Essa foi a única época em que eu realmente colecionei HQs, chegando a acumular 500 revistas. E, sempre sobrava para minha mãe.

No caso aqui, era o fato de que eu tomava o espaço dela para poder guardar minhas revistas. Primeiro me apoderei de um pequeno armário, feito por um tio marceneiro. Fui colocando os gibis dentro dele e transformando-o na minha base. Porém, o armário era muito pequeno, e creio que não deve ter suportado nem 200 das revistas que acumulei. Eu precisava de um lugar maior, e já sabia qual.

Com o tempo apareceu lá em casa um armário branco, horizontal, enorme. Também havia sido feito por alguém, não lembro quem. Minha mãe e minhas duas irmãs guardavam tudo que era tipo de coisa ali e eu precisava me apoderar de pelo menos uma parte dele. Uma missão difícil, não devido a minha mãe, mas às minhas irmãs, claro. Mas, aos poucos fui colocando todas as revistas nele, e a quantidade só ia aumentando. Minha mãe, novamente, foi a conciliadora e evitou que eu fosse morto. Fiquei com a parte de baixo toda, que era enorme! Passava horas arrumando e rearrumando os gibis ali, coisa que nunca mais fiz em minha vida. Os que tenho hoje ficam, ou na estante, ou espalhado pelo quarto.

Quando cheguei aos 500, vendo o monstro que tinha criado, minha mãe olhou para aquela quantidade de gibis, olhou para mim, e disse a célebre frase que ela repetiria várias vezes durante a minha vida: "Tudo teu é demais, Eudes". Em parte ela estava certa. Não havia mais onde guardar tanta revista. Assim, tomei a decisão cruel de vendê-los todos e comprar a segunda coisa mais legal que os gibis (quando a gente é garoto, quero dizer): Uma bicicleta! E minha mãe apoiou alegremente.

Talvez essa seja a melhor das qualidade da minha mãe. Por mais insana que fossem as nossas decisões, ela sempre apoiou. No caso dos quadrinhos ela me ajudou a criar o gosto por eles. Ela é a minha Martha Kent e Tia May, só que mais jovem e engraçada!

Te amo, mãe!


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Tucker and Dale


TUCKER AND DALE VS. EVIL
As Aparências Enganam e Podem Matar (de Rir)

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Eu tenho um indicador para saber se um filme de comédia é realmente bom e esse indicador é quando a Lia (minha esposa) ri de verdade. Assim como ela não chora em qualquer filme de drama, ela também não ri em qualquer filme de comédia. Na verdade, em quase nenhum. Enquanto estou lá eu, ao lado dela, me debulhando em lágrimas, nos filmes de drama, ou morrendo de rir a toda altura, nos filmes de comédia, ela está lá, impassível, apenas me fazendo companhia. Assim sendo, quando ela dá uma risada alta e gostosa, eu sei que o filme realmente é bom! É o caso de Tucker and Dale vs. Evil.

O filme é uma pérola perdida que talvez muitos não conheçam, assim como eu não conhecia até ontem. O filme é uma comédia de terror, de 2010, que eu já havia visto por aí, de relance, mas que o título não me chamou atenção alguma. Mas, resolvi assistir quando vi a nota alta dada pelo
IMDB (7.6) e vi que eu devia estar perdendo alguma coisa boa aí. Também me chamou a atenção a presença de Alan Tudyk, um excelente ator, ainda mal aproveitado, que tem como destaque em sua carreira a comédia Morte no Funeral e Eu, Robô (onde ele empresta suas feições e voz ao robô perseguido por Will Smith).

Pois bem, o filme conta a história sob dois pontos de vista: o de Tucker e Dale, dois caipiras de bom coração, que estão indo para uma casa de campo, adquirida por Tucker, para passar o fim de semana pescando e o ponto de vista de um grupo de universitários que estão em férias no mesmo local, e que vêem tudo a seu redor com olhares preconceituosos, causando assim uma série de mal entendidos que levarão à morte.

Para o grupo de universitários - acostumados aos filmes de terror, onde geralmente caipiras são sinônimo de assassinos sanguinários - Tucker e Dale são mais do que suspeitos em seus modos grosseiros e jeito aparvalhado. Para Tucker e Dale, os universitários são apenas... universitários. Para piorar as coisas, um deles é obcecado pelo fato de que ali, naquele local, há muitos anos, houve realmente um massacre de universitários, como eles. Mas, isso foi há muito tempo.

As coisas estão indo bem, até que Tucker e Dale vão pescar no mesmo em rio em que os estudantes estão tomando banho, a noite. Quando uma das garotas avista os dois caipiras, toma um susto e cai na água batendo a cabeça. Quando resgatam a garota, salvando-a de morrer afogada, e a levam para sua cabana para que ela se recupere, começa a confusão. Os amigos de Allyson acham que os dois raptaram-na e vão tentar resgatá-la custe o que custar.

Daí pra diante, cada ação de Tucker e Dale parecerá cada vez mais supeita e assustadora. Nada dá certo, e a falta de comunicação entre os dois grupos piora tudo. A pimeira metade do filme tem cenas pra lá de hilárias, que apenas assistindo pode se ter uma idéia. É o tipo de coisa que sabemos ser impossível acontecer, pelo menos tantas situações assim de uma vez só, mas que não importa, afinal é um filme. Para os sobreviventes parece apenas que Tucker e Dale estão eliminando um a um com frieza e sadismo. Para Tucker e Dale, parece que os universitários enlouqueceram e resolveram colocar em prática algum tipo de pacto suicida!

No fim das contas, o filme ainda deixa essa lição de moral: não julgue alguém pela mera aparência ou você pode acabar metendo so pés pelas mãos. O filme em breve estará no Supersônico a Carvão, para download.


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