domingo, 20 de novembro de 2011

9 Anos de Rapadura


NOVE ANOS DE RAPADURA SENDO AÇUCARADA

Já passou de meia-noite, portanto já é dia 21 de novembro e fazem exatamente 9 anos que, em algum momento deste dia, lá naqueles idos, eu resolvi tentar o que seria meu segundo ou terceiro blog. Os outros foram deletados depois de alguns dias. Não havia a mínima expectativa quanto a este também. Mas, não custava tentar. Com o apoio de uma galera que hoje em dia se chama Trollnet, o Rapadura Açucarada teve visitas que me animaram a continuar, mesmo eu não sabendo o que postar. Até que, em algum momento de janeiro de 2003, eu passei a colocar scans. Foi então que o blog encontrou seu público e sobreviveu este tempo todo.E, este ano, vamos deixar extamanete este público falar, neste nono aniversário, o que pensam do RA. Rapaduristas, avante:
Luca Torelli: "Com certeza o período que mais me marcou na história do RA foi a Era de Ouro dos scans! Hoje parece algo banal baixar gibis escaneados, qualquer um pode baixar o "New 52" da DC no dia de seu lançamento (para no dia seguinte falar mal da revista). Mas no início do RA não era tão fácil encontrar scans - principalmente com boa qualidade de imagem. Quando eu descobri o blog, foi sensacional. Eu tinha a disposição vários clássicos que sempre disse que iria procurar em sebos ou gibitecas, mas nunca ia atrás. Vários deles eu ainda nem li (estão na lista de espera), mas muitos outros pude ler na tela do computador, como o Monstro do Pântano e Hellblaizer. Foi com este último, aliás, que comecei minha carreira de tradutor-pirata de scans, com o auxilio do Eudes na letragem.

Por tudo isso, parabéns RA!"

João Lúcio: "Já fazem 9 anos? Parece que foi ontem, pelos meados de 2006 quando conheci o RA. E foi por meio dele que descobri o maravilhoso (e obscuro) mundo dos scans (Junto com o VertigemHQ) e consequentemente o maravilhoso mundo dos quadrinhos. Eu era estudante, 16 anos e não tinha um puto no bolso pra comprar quadrinhos então comecei a baixar e viajar. Por intermédio do RA conheci Alan Moore, Frank Miller, Neil Gaiman e todos os titãs dos quadrinhos que hoje tenho orgulho de exibir na minha prateleira (21 anos na fuça, mais que na hora de trabalhar!). E como disse uma vez: Sou um fã (não mais) anônimo do blog. E esse é meu primeiro comentário no blog depois de 5 anos, já tava mais do que na hora de dar as caras.

Sem mais delongas, parabéns ao Rapadura Açucarada e para todas as pessoas que ao longo de todos esses anos acompanham o blog. Inclusive vocês, leitores anônimos."

Rodrigo Aú: "Caraca! Acho que era 2003 ou antes, eu não sabia nem o que era blog direito. mas tava lá do trabalho na época era atendente do Velox e deixei muito cliente na linha, pra ler os scans mais acessados da rede. Era uma doideira. Acho que foi isso. O meu blog ainda continua sendo o Clube da Luta, lembra? Agora lá no blog assino como M4C4C0, mas você é de casa pode me chamar de Rodrigo qualquer dia agente se esbarra em Botafogo. Um abraço e obrigado."

David Silva: "Oi, Eudes seu blog é muito bom. Sua iniciativa permitiu a quem não teve acesso as HQ impressas, conhecer e desfrutar um pouco mais. Parabéns! e longa vida."

Nitro: "O que dizer: foi inspirado no RA que eu me aventurei nos blogs, criando o Nitroglicerina. Isso no tempo em que o RA tinha muitos scans e algumas mulheres peladas. Bons tempos! Aliás, todas as fases do RA tem o meu carinho, sempre estou aqui acompanhando. Eu invejo o tempo que tu tens pra cuidar dos blogs, eu queria ter tanto tempo assim também. Me lembro que uma vez eu postei no Nitroglicerina que tu deve possuir algum super-poder, tipo algo de parar o tempo pra poder cuidar de tudo.

Parabéns Eudes, que possamos comentar nos 20, 30, 40 anos do blog. "

Fie: "Ah, eu não lembro exatamente como conheci o Rapadura. Eu lembro de quando ele era azul (?), acho, e tinha apenas um agregado de HDs Virtuais pra HQs. Isso tem anos. Lmbro também que no meu primeiro encontro com o Rapadura eu estava exatamente procurando uma HQ (dã!), mas nem lembro qual. CHO que era Batman - Ego. Exemplar que eu tinha, mas perdi *sad*... (acho que ficou com algum amigo).

Fiquei alguns anos sem frequentar o Rapadura por que tinha me desligado das HQs, depois descobri o F.A.R.R.A e me acabei delirando de quanta coisa o povo tinha reunido. Mesmo assim não me tornei um frequentador muito ativo (menos ainda participador do fórum, nem lembro de ter feito alguma participação em tópico. ) Mais um tempo distante e quando volto descubro que o fórum foi disseminado, mas gerou vários outros blogs que frequento sem que saibam *stalker*.

Eu só queria ter participado mais de quando teve o fórum e queria ter ânimo pra entrar no novo, mas a falta costume com fóruns e de tempo é um empecilho. =) O blog atualmente ta ótimo em nível cultural. Sempre que tenho tempo eu passo pra ler as postagens. Não comento por preguiça e por que meu nível cultural em relação a livros anda muito em baixa, mas tomo nota de cada título que passa por aqui e me cativa pensando: "Quero ler esse um dia!".

Bom, não sei se tenho mais o que dizer, só posso desejar parabéns ao blog agora e esperar que ele viva mais e traga mais postagens maravilhosas pra net. Pelo menos sempre teremos um cantinho com cultura decente, né? ^^"

Questão: "Rapaz, uma das maiores emoções que tive aqui foi quando o Eudes colocou o fanfilm que coloquei no F.AR.R..A. do Questão e o fanfic escrito por mim há muitos séculos atrás, nos tempos dos downloads. Mas o mais marcate foi descobrir aqui as maravilhas e insanidades dos scans. Parabéns e muito obrigado."

Vicente Andrade: Faz tempo que curto o Rapadura, seja me deleitando com os scan (onde eu praticamente comecei a ler as revistas na web) ou curtindo os posts e textos do Eudes. Show de bola! Parabéns, Eudes. Parabéns Rapadura. Sou seu fã!"

Anônimo: "Vou te falar que eu fiquei uns 4 anos sem aparecer no RA. Agora, só tenho um comentário negativo a fazer. Você lê e lê, então lê mais um tanto, passa o dia lendo e praticando a escrita de várias formas... e ainda não aprendeu a escrever. Ainda não sabe separar sentenças, não sabe o que é uma crase, ainda erra horrivelmente palavras simples. Escuta, prezado Eudes, não dá pra finalmente se tocar?? Se você quer que alguém leia, faça um texto melhor.

Aquila Chrysaetos: "Não gosto de aparecer na net. Ponto. Mas não podia deixar de fazer meu comentário. Acompanho o blog há MUITO tempo (mais menos de 9 anos) e PARABÉNS! Como fã doente de quadrinhos, este blog é um porto seguro na minha busca de sanidade. T++"

Rhafa: "Parabéns! Acho que já faz uns 6 anos ou mais que visito o blog (na verdade aho que faz mais tempo), e descobri ele por causa dos scans que disponibilizavam. Bem antes de Jerusalem Jones. Tomara que continue por muito tempo. Valeu."

Calango 74: "Parabéns pela longevidade do Rapadura Açucarada. Só posso dizer uma coisa: a Toca do Calango nasceu inspirada no RA. Embora não tenha mantido um produção profícua de scans como você, lhe devo muito. Até hoje é o blog que mais gera visitas para a Toca. "

Merlinus: "Parabéns, Eudes. Eu acompanhava o blog no tempo que ele tinha mulher pelada e HQs. Descobri grandes HQs por aqui. Foi graças a você que descobri que existiam revistinhas para adultos. Me viciei em Sandman, Hellblazer entre outras. Depois veio a colocar filmes e foi onde consegui achar BONS filmes. Alguns inclusive que tinha desistido de achar no mundo real. Acabei me afastando um pouco daqui, se bem que visito muito o Supersônico a carvao. Mas tenho certeza que se não fosse você minha vida não seria a mesma.

Sabino: "Olá amigo Eudes, Meu nome é Sabino (o meu registro do F.A.R.R.A é Fantasma Negro, pseudonimo que você me arranjou, porque eu não conseguia fazer o registro e você me deu um help). Acompanho o Rapadura desde o começo, e foi através dele que conheci e consegui os meus primeiros scans. Sempre gostei do blog, mas a melhor fase para mim foi a do FARRA. Ali tivemos uma quantidade imensa de scans.

Mas acredito que é a sua simplicidade e seu modo de ser que mais me convence a acompanhar o blog diariamente. Você foi uma boa inspiração para toda esta geração de blogueiros que estão ai postando scans e traduzindo revistas, eu mesmo fui uma das vitima, e hoje tenho um blog (o Fantasma Brasil), pois além de baixar scans quis também dar a minha contribuição.

Parabéns pelo seu belo trabalho no Rapadura, e para mim não tem uma fase melhor. Acredito que o Rapadura teve como tudo nesta vida uma evolução e uma transformação natural. Grande abraço, e "VIDA LONGA AO RAPADURA AÇUCARADA!!!"

Senhor Fodão: "Acompanho esse blog desde os 16 anos de idade, o que significa que leio as doideiras do Eudes faz 7 anos. Uau, como o tempo voa. Posso dizer que se não fosse a existência do Rapadura Açucarada, eu não renovaria meu contato com os quadrinhos, que tinha perdido aos meus 12 anos e voltei com força total (sim, graças aos scans) aos 16.

Sem esse blog eu não saberia quem é Alan Moore, Grant Morrison, Warren Ellis e Garth Ennis, meus escritores favoritos. Na verdade, eu nem teria como comparar a qualidade deles. Ah, sem falar que os contos de ficção científica e do Jerusalem Jones são histórias que eu curto bastante também. O Eudes realmente tem um talento pra coisa. As vezes me pego lembrando de como foi legal acompanhar diariamente a evolução das traduções de Preacher nos tempos de colégio... bons tempos.

Abraços Eudes, e obrigado cara, esse blog é demais. Que venham mais 50 anos dessa maluquice! "

Ricardo: "Acho que o Rapadura foi o primeiro blog que acompanhei na internet. Uma das melhores coisas que aprendi com ele foi que, tendo qualidade, as pessoas procuram participar e ajudar. O F.AR.R.A. foi e ainda é o espaço onde amigos podem falar de coisas que gostam divergir e ainda assim manterem o respeito. É o melhor exemplo de como a internet deve ser. "

Satanika: "Agora que você deixou a gente falar, a gente fala ué! Faz muito tempo que não comento aqui, mas o RA é um blog que mora no meu coração. Os scans abriram portas para um modo de disseminar cultura que muita menina desinformada acha uma bobagem! As HQs do Sandman, Preacher, Fábulas e tantas outras marcaram os felizes anos nerds de minha vida! O RA é um marco para muita gente, e mesmo que você, caro Eudes, adoreeeeei a polêmica de resolver "fechar o blog". Jamais faça isso, o sonho não pode acabar! Estaremos por aqui nos próximos anos! Beijos a todos os amigos e ao grande mentor Eudes! ;D"

Então, é isso. Mais um aniversário, e espero estar aqui por muito tempo ainda. O RA é parte de mim e não posso negar isso. Espero que eu não tenha extraviado nenhum comentário, mas, se aconteceu. me desculpe a vítima. Uma boa noite e uma ótima segunda-feira a todos (na medida do possível, claro).

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mês de Aniversário do RA...


E QUEM FAZ O POST É VOCÊ!

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Dia 21 o Rapadura Açucarada faz incríveis 9 anos de idade. E, sei que se eu contar mais uma vez a origem de tudo, serei fuzilado. Assim sendo, quem fará o post de aniversário do RA serão vocês. Explicando melhor:

Podem mandar comentários para este post, dando suas impressões sobre o blog desde que o conheceram. Como o blog teve muitas fases, podem comentar a fase que mais gostaram ou fazer como bem desejarem. O comentário não pode ser muito extenso para que eu possa tentar colocar todos os que forem enviados. Isso, supondo-se que serão uma quantidade razoável. Vai que apareçam apenas três.

Estes comentários enviados não serão publicados neste post aqui, mas guardados para o post do dia 21. Só será publicado neste post se o comentário não for enviado com a intenção de ser publicado no aniversário. Conte alguma experiência que teve com o blog, se ele o fez encontrar o sentido da vida, se você se casou por causa do blog, se se separou também, etc. Novamente, peço que sejam suncintos.

Se alguém preferir, também pode mandar para meu e-mail, em vez de para os comentários: eudes_norato@yahoo.com.br

P.S.: Mesmo as más impressões serão publicadas, desde que não venham recheadas de ofensas e palavrões.




Technorati : ,

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Hipnotista


O HIPNOTISTA - LARS KEPLER
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A certa altura de O Hipnotista, as pistas sobre um sequestro tem a ver com Pokemón e sua mitologia. Sim, pode acreditar. E um livro que pega uma porcaria como Pokemón e torna uma coisa interessante, merece ser lido. Porém, antes mesmo de chegar a esse episódio do livro, eu já estava totalmente imerso na trama engendrada por Lars Kepler que, na verdade, é o pseudônimo de um casal de escritores e este é seu primeiro livro escrito em parceria.

Assim como Harry Potter trouxe atenção aos livros de fantasia infanto-juvenil; assim como Código Da Vinci trouxe atenção aos livros de conspiração envolvendo algum elemento religioso; e assim como Crepúsculo (para o bem ou para o mal) trouxe novamente os refletores para os livros de vampiros, O Hipnotista provavelmente só está entre nós graças à Trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson. E graças a Deus por isso.

Só um livro muito bom para fazer com que eu escreva sobre ele, logo após um post sobre livro, no caso, Eu Sou Deus. Coincidentemente, O Hipnotista é da mesma editora, a Intrínseca. Eu só notei isso depois que já havia começado a ler. E, digamos assim, o italiano Giorgio Faletti tem muito que aprender com o sueco fictício Lars Kepler.

Um livro de suspense policial é realmente bom quando ele é perturbador. Quando faz o leitor se sentir incomodado, nervoso. E O Hipnotista faz isso, quase o tempo todo! A trama começa aparentemente simples: Um homem é assassinado longe de casa e sua família també é morta. Sua esposa e uma filha pequena são trucidadas. Porém, seu filho de 15 anos, milagrosamente, sobrevive, apesar das centenas de facadas que levou.

Entra em cena o detetive da polícia, Joona Linna, que descobre existir ainda uma filha mais velha, que não estava no local. Desconfiado de que alguém quer matar a família inteira, Linna quer que o menino ferido seja hipnotizado e diga o que aconteceu na casa, tentando assim conseguir uma pista de quem seja o assassino e evitar que a filha mais velha seja assassinada. Para isso ele chama o psiquiatra Erik Maria Bark.

Porém, Bark se recusa. Devido a problemas passados ele não usa a hipnose há mais de 10 anos. No entanto, Linna é insistente e convence Bark a hipnotizar o garoto e é aí que todos os problemas de Erik Maria Bark começam. Ou, quem sabe, recomeçam.

A história do assassinato da família de Josef Ek, em si, já é assustadora. O desenrolar dela mais ainda. Mas, a hipnose do menino é o gatilho para uma trama que abrange a maior parte do livro e esta é de fundo mais pessoal para Erik Maria Bark, o hipnotista. Sem saber, ele dá início a uma busca por vingança que está ligada a seu passado. Revelar mais do que isso estragaria a leitura.

É incrível como os autores nos levam por um labirinto de tramas e personagens em que ficamos nos perguntando, como diabos eles vão costurar isso tudo para que faça sentido. Mas, uma confiança implícita permanece, já que a qualidade do livro deixa claro que certamente todo aquele emaranhado terá um desfecho coerente. E tem.

Por alguns momentos, no início prolongado do livro, parece que o hipnotista não será uma figura tão importante assim no livro em que o título leva o seu "nome". Mas, ao prosseguir a leitura nos damos conta de que tudo tem realmente a ver com ele e com o fato de a hipnose ter sido o fator principal para colocar sua vida de cabeça para baixo.

O Hipnotista é um livro que comecei a ler tranquilamente, até que, de repente, eu não queria mais largar. Queria virar a noite lendo, mas o sono me vencia. Queria logo saber tudo sobre aquela história tão incrivelmente intrincada. Podemos dizer que o livro me... hipnotizou!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Eu Sou Deus


EU SOU DEUS - GIORGIO FALETTI

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Eu gosto de literatura fast food. Muito mesmo. Gosto de Michael Crichton e seus dinossauros impossíveis de acontecerem; gosto de Dan Brown e seus delírios simbologistas. Em resumo, gosto de me divertir lendo. Uma vertente desse tipo de literatura são os livros de suspense policial. Neles, em geral, um serial killer, ou algum outro tipo de assassino, precisa ser encontrado antes que continue matando e, geralmente, é sempre uma grande surpresa a identidade do meliante. Mais ou menos o que Agatha Christie fazia, só que com mais elegância e maestria.

Entre os vários autores desse tipo de livro, temos o italiano Girogio Faletti. Já tivemos aqui, como se pode ver na capa de Eu Sou Deus, um livro seu já publicado no Brasil: Eu Mato. E.... eu li. E posso dizer, comprar Eu Sou Deus foi um ato de muita confiança, ou melhor dizendo de loucura, levando-se em conta o que achei de Eu Mato, depois que passei da metade. Vou tentar explicar melhor.

Faletti é um excelente escritor. Sua prosa é ótima e seus personagens consistentes, profundos. Em Eu Mato, ele constrói um assassino tão perfeito, que parece impossível que os heróis do livro conseguirão capturá-lo. Ele sempre está um passo...um passo, não, dois, três, a frente dos investigadores. Ele executa os assassinatos com uma incrível habilidade e técnica. Algumas das mortes nos vemos até mesmo compactuando com ele. Porém, o nosso serial killer gosta de anunciar seus crimes em uma rádio. É aí que começa todo o problema do livro.

Quando estou lá pela metade, já sei quem é o assassino e o método que ele usa para anunciar seus crimes. E, daí pra diante, a coisa só piora. É quase como se uma segunda pessoa, e não Faletti, tivesse terminado de escrever o livro. A coisa descamba para um final piegas e cheio de vergonha alheia, com um assassino frio, calculista e cruel se tornando um verdadeiro maricas, depois que é descoberto. Por isso tudo é que digo no primeiro título que Faletti é um fanfarrão.

Assim sendo, comprar Eu Sou Deus era praticamente um ato de consumismo vazio. Mas, se fosse isso, eu apenas deixaria o livro em algum canto e esqueceria dele. Mas, não, eu queria ler. Queria dar uma segunda chance a Faletti. E, posso dizer que valeu a pena. Porém, há ressalvas.

Pelo título dos dois livros podemos ver que Faleeti parece gostar de um certo padrão. Não seria nada demais, se parasse por aí. Afinal, é outro livro sobre serial killer, com um título na primeira pessoa e, bom, é do Faletti.

Não posso negar que a história é instigante. Mas, até aí, Eu Mato também era, até destrambelhar tudo. Aqui, o serial killer é, na verdade, um assassino em massa. Não posso dizer como ele mata, pois estragaria a leitura, já que a primeira parte do livro se demora bastante na história que dará origem ao assassino. Aliás, de maneira bem curiosa e inventiva, diga-se de passagem.

Faletti nos leva até a época da guerra do Vietnã e nos apresenta um amargurado soldado coberto de queimaduras, que agora é nada mais que um veterano de guerra. A história por trás de suas queimaduras, e algumas injustiças que sofreu, moldarão a sua personalidade, tornando-o um homem ainda mais amargurado e vingativo. Mas, se passarão muitos anos até que isso venha a tona. E, quando começa, entram em cena a policial Vivien Light e o fotógrafo Russell Wade. Uma improvável parceria.

Light e Wade acabam trabalhando no caso juntos devido ao fato de Wade, por um golpe do destino, acabar de posse de pistas importantes, e faz um acordo com o Capitão de polícia, para que ele acompanhe as investigações, ou ele entregará as pistas aos jornais. Começa então uma caçada pela cidade de Nova York, para encontrar alguém que resolveu se vingar de uma maneira catastrófica.

As diferenças deste para Eu Mato são importantes. Faletti não se detém tanto no assassino e ficamos mais concentrados na dupla protagonista e em seus problemas pessoais. Light tem uma irmã com Alzheimer, e uma sobrinha que está em uma instituição que ajuda viciados em drogas. Wade é um perdedor, que vive á sombra do irmão falecido, e que não consegue estar a sua altura, para ele mesmo, ou para seus pais.

Mas, é nas semelhanças com Eu Mato que Eu Sou Deus decepciona um pouco. E, o que vou dizer agora, é um spoiler se a pessoa já leu Eu Mato e não leu Eu Sou Deus: novamente consigo descobrir quem é o assassino e o porque disso evoca muito o método de Eu Mato. É igual, mesmo sendo diferente.

Porém, o assassino aqui é mais humano, e não super-humano, como o de Eu Mato, que depois se torna um banana! Assim sendo não ficamos com aquela expectativa exagerada. No fim das contas, é quase irrelevante quem seja o assassino, já que o livro é muito mais denso que isso. Engloba muito mais coisas. Mesmo assim, fica dificil de entender como Faletti é um campeão de vendas, com essas falhas. Seu próximo livro bem podia se chamar, Eu Sou Um Fanfarrão.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Zombie Walk Cpacabana


KEEP ZOMBIE WALKING EM COPACABANA

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O Apocalipse Zumbi começa no Metrô

Depois que a Dani Oliveira me lembrou, via Facebook, que a Zombie Walk/RJ era hoje, me animei em ir ao meu primeiro evento zumbapocalíptico. E queria levar minha mãe. Fui perguntar se ela estava a fim, já achando que ela diria "que diabo é isso?", mas me enganei e ela topou sem nem piscar. Vamos, sim, onde é? Foi a resposta rápida e rasteira da Dona Tiana. Como a Lia ainda está com dificuldade para longas caminhadas, teria de ser a mama mesmo a me acompanhar.

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Zumbi gatinha e Charlie Sheen Zumbi do lado esquerdo

Seguimos para Copacabana - o local do evento - de Metrô e já nos vagões os zumbis começavam a aparecer, mesmo que alguns deles estivessem se transformando durante a viagem. Ainda me aproximei deles e perguntei de onde seria a saída e me disseram que seria do Copacabana Palace. Ah, se estão se perguntando se fui caracterizado de zumbi, devo responder que não, não fui. Ainda não tenho esse desprendimento todo, ou simplesmente não tinha o material necessário. Vai saber.

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Minha mãe, uma zumbi e um matador de zumbis

Saímos na estação Siqueira Campos e o lugar estava repleto de mortos-vivos. Minha mãe, sem muita cerimônia, foi se aproximando de alguns para posar para fotos. A maioria do pessoal muito simpático e se divertindo bastante. Alguns já vieram maquiados, outros estavam terminando no caminho e alguns outros estavam fazendo ali mesmo, com pessoas que aproveitavam pra ganhar uma grana e estavam fazendo maquiagens no local. Como não levei dinheiro, nem se eu quisesse poderia me atrever a virar zumbi.

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Uma zumbi muito viva entre outras coisas

O dia estava ameno, e um vento frio soprava, vindo do mar. A caminhada era uma mistura de zumbis, pessoas que vieram apenas ver e tirar fotos (como eu), pessoas que sempre estão ali em Copacabana, crianças, cães, bicicletas e skates. Como chegamos bem no horário, seguimos com os zumbis, caminhando e nos admirando com algumas maquiagens e lamentando por outras.

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Um Stormtrooper invade a Zombie Walker

Minha mãe não se melindrava em parar um Stormtrooper e dizer (não pedir) que ia tirar uma foto com ele. Acho que se ele se negasse ela ia acabar usando A Força. Mas, tudo certo, ele topou e não aconteceu nenhum incidente jedi. Continuamos andando até onde nossas pernas aguentaram depois começamos o caminho de volta, notando que todos os zumbis da caminhada pareciam já ter chegado e não havia muitos mais chegando.

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Essa fantasia custou o olho da cara... tu dum tss

Fomos pra casa, andando, com minha mãe me contando umas histórias um tanto quanto fantásticas sobre meus bisavós. Sempre me surpreendo em como o tempo passa e eu nunca sei tudo sobre minha mãe, avós, bisavós e antepassados em geral. Mas, essa é uma outra história. Fui embora satisfeito em ter me divertido em um feriado de (quase) sol, com minha mãe, que topa qualquer parada e vendo zumbis por todo lado na minha primeira Zombie Walk, depois de tantas que já tivemos aqui no Rio. Na próxima estou lá.

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