segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Anno Dracula


ANNO DRACULA - KIM NEWMAN

Fiquei sabendo do livro Anno Dracula, de Kim Newman, devido a outro livro que comprei, com o mesmo tema: Dossiê Drácula de James Reese. Explico melhor. Quando comecei a ler Dossiê Drácula logo antipatizei com o livro que, apesar da boa premissa, mostrava-se muito burocrático pro meu gosto. A idéia de colocar Bram Stoker perseguindo Jack, O Estripador, era ótima, mas achei a narrativa extremamente chata e nem mesmo prossegui com a leitura.

Tendo essa opinião, eu a expressei no Twitter e alguém - não lembro quem - me perguntou se eu já havia lido Anno Dracula. Me disseram que a idéia era mais ou menos parecida, só que melhor. Procurei mais informações e, realmente, parecia muito melhor. Porém, eu não encontrava o livro em lugar algum. Meio escaldado por Dossiê Drácula, não fiz questão de procurar em lojas on line. O dia que aperecesse na minha frente, eu o adquiriria. E, meses depois, isso aconteceu.

Talvez eu tenha que agradecer à descoberta de Anno Dracula a duas pessoas: quem me indicou o livro no Twitter e a Stephanie Meyer (a autora da famigerada Saga de Crepúsculo). Sim, você leu certo. Afinal, Anno Dracula é um livro publicado originalmente em 1992, publicado aqui no Brasil apenas em 2009. Só posso atribuir esse súbito interesse em publicar um livro tão esquecido à febre "crepuscular". Ou seja, tudo que se refere a vampiros começou a ser publicado. E, assim, pude ler essa obra prima da literatura de entretenimento.

As três palavras que Neil Gaiman usa para descrever o livro - "refinado, brilhante, único" - resume bem o que senti ao lê-lo. Anno Dracula é um livro que diverte de uma forma refinada. O escritor cria um universo paralelo usando personagens do livro de Bram Stoker e da literatura inglesa de uma forma impressionante. Chego a me perguntar se Alan Moore não se "inspirou" nas idéias de Newman para criar sua Liga Extraordinária. Afinal, Newman parece ter até mesmo uma certa ligação com os quadrinhistas ingleses, tendo trabalhado inclusive com Neil Gaiman em um livro escrito, conjuntamente.

Anno Dracula é, primeiramente, baseado em Dracula de Bram Stoker. Newman muda o destino do vampiro, colocando-o como marido da regente da Inglaterra, a Rainha Vitória. Com isso, vampiros e humanos convivem pacificamente, ao menos sob a superfície. Muitos humanos se transformaram em vampiros por vontade própria, alguns até mesmo pagando para isso. Agora há esta nova realidade onde "quentes" (os humanos) e "renascidos" (os vampiros) forma uma nova sociedade, onde Dracula agora é o Príncipe Consorte.

A nossa história se passa três anos depois dos eventos do livro de Bram Stoker. Nesta nova realidade alguém esta matando prostitutas-vampiras e as autoridades não conseguem capturar o assassino. Conhecido como "Faca de Prata" e depois como Jack, O Estripador, o assassino não é nenhum mistério para o leitor. Seu nome é revelado logo nas primeiras páginas e ele também vem das páginas do livro de Bram Stoker.

Neste cenário, uma vampira mais antiga que o próprio Drácula - Genevieve Dieudonné - trabalha em um hospital que atende tanto humanos como vampiros. Por seus conhecimentos em medicina ela é chamada pela polícia para ajudar no caso. Logo ela vai esbarrar em Charles Beauregard, investigador convocado por um tal Clube Diógenes, formado em sua maior parte por humanos. O Clube responde à Rainha Vitória.

Drácula é citado a maior parte do tempo, mas quase não aparece. A ação é centrada em Geneviéve e Charles e em tudo que acontece com os dois, separadamente ou quando estão juntos. As motivações do Estripador também nos são mostradas, sendo que esses capítulos são narrados na primeira pessoa.

Charles e Geneviéve são personagens originais de Kim Newman e são quase os únicos. Permeiam o livro personagens da literatura inglesa e também da vida real - como o próprio Jack, O Estripador -, com direito até a citação de personagens reais do Velho Oeste. O que poderia se transformar numa colcha de retalhos sem muito sentido, nas mãos de Newman se transforma em algo novo, exatamente como quando um humano se transforma em vampiro. O livro é um clássico por si só.

Desfilam pelas páginas de Anno Drácula, a esposa de Bram Stoker (Stoker é apenas citado, assim como Sherlock Holmes), Dr. Jekyll (seu alter-ego é citado, mas não aperece), Dr. Moreau (Jekyll e Moreau aparecem em uma "cena" juntos, conversando com os protagonistas), Fu Manchu, Graf Von Orlok (sim, do filme Nosferatu. Newman não se apega apenas à literatura), e muitos outros personagens que aparecem em ação ou são apenas citados.

Os personagens (tanto os originais, quanto aqueles retirados da literatura que têm uma grande participação) são profundos, e acompanhamos não apenas suas aventuras, como também seus dramas. Talvez a personagem mais intrigante seja Geneviéve Dieudonné, uma vampira com vários séculos de idade, que foi transformada aos 16 anos e que tem sua prórpia opinião sobre Drácula e seu reinado.

Trabalhando no hospital que fica nos arredores de onde acontecem os assassinatos, Dieudonné acompanha o drama dos novos "renascidos", inclusive de crianças transformadas em vampiras, que não sabem como usar seus poderes, tentando se transformar em outros animais, como o Príncipe das Trevas faz, sem muito sucesso. Um dos capítulos mais tocantes é de Dieudonné no hospital, com uma menina-vampira.

Newman dá sua própria interpretação para os mitos que envolvem os vampiros, como a Cruz, alho, entre outros. Mas não é nada bobo, e procura não tentar dar explicações para coisas como a falta de reflexo. Como diz Dieudonné a Charles: "Talvez haja um pouco de magia".

Por fim, Anno Dracula é diferente de muitos livros que tem a intenção de entreter. Alguns livros são como aquele vinho que você compra no supermercado para beber todo, de uma vez só, sem se importar com a marca, o ano ou seja lá o que for. Livros como Anno Dracula são como aquele vinho que você compra, escolhendo cuidadosamente, pagando um pouco mais, para saborear aos poucos, sentindo cada milímetro do que está bebendo.

A única decepção com Anno Dracula não é exatamente com o livro, mas com a Editora Aleph. Na orelha somos informados que o autor ainda escreveu mais dois livros, como continuação (The Bloody Red Baron e Dracula Cha Cha Cha) e, pelo andar da carruagem (Anno Dracula foi publicado aqui em 2009), não as teremos no Brasil, pelo menos não pela Editora Aleph. Provavelmente porquê ninguém no livro brilha.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

James Cartago: Pet Sematary, Inc.


AS AVENTURAS DE JAMES CARTAGO: PET SEMATARY INC.

Desde que conheço Jack Torto ele tem aquele gato. Quer dizer, tinha. O gato está morto e por isso estou aqui em seu bar. O Torto's. Sim, vocês podem pensar que Jack tem algum problema de coluna, devido a esse seu apelido, mas não é isso. Jack também sempre teve esse bar, muito antes de ganhar esse apelido e, evidentemente, o bar tinha outro nome que não faço idéia qual seja. No entanto, toda vez que um cliente arrumava problema dentro do território de Jack,o sujeito saía do bar... torto. Não demorou para que Jack Shognaghue se tornasse Jack Torto. E, convenhamos, é melhor que Shognaghue.

Mas, voltando ao problema do gato de Jack. Desde que o conheço, ele tem esse maldito gato, velho e fedido. E agora o gato morreu e Jack me chamou para ajudá-lo. Não, eu não tenho poderes sobrenaturais que me fazem um ressuscitador de gato, mas conheço gente que pode fazer isso. E Jack Torto sabe disso. Ele quer que eu leve Shimisu - o nome do gato - até a Pet Sematary Inc. Não me pergunte o porquê da grafia errada de "cemitério" pois é um mistério para mim também. Eu chamo o lugar apenas de "Cemitério Maldito". Faz mais sentido para mim.

Sentado a uma mesa do bar, converso com Jack sobre os problemas que fizeram com que a Pet Sematary Inc., se tornasse clandestina e, praticamente invisível, não fosse pela minha rede de contatos. Digo a Jack Torto que a empresa teve problemas sérios ao "ressuscitar" outros animais de estimação e, sim, óbvio que eles iriam fazer isso, alguns humanos. O fato é que todos eles voltaram meio, digamos, diferentes. Talvez paranóicos demais. Não reconheciam o dono e os humanos não reconheciam os familiares. Para piorar, o detalhe que fez com que o Cemitério Maldito fosse fechado: eles matavam qualquer um que atravessasse seu caminho.

Mas, o que jack não sabe, e eu não quero dizer isso a ele, pois as paredes têm ouvidos (e isso não é uma figura de linguagem), é que o Cemitério Maldito não ressuscita realmente nenhum animal ou ser humano. Eles apenas clonam os dito cujos e, mesmo aqui neste século super-avançado, isso ainda não funciona direito. Tá, mas você pode dizer, e as ovelhas lá do séuclo XXI (ou seria XX?, não lembro), elas foram clonadas e não matavam ninguém. Bom, o problema aqui é o aceleramento da idade para chegar à mesma aparência que o animal ou pessoa tinha quando morreu e a ilusão de ressureição ser perfeita. Acho que isso estopora os cérebro dos espécimes.

Eu tento convencer Jack a comprar um holograma do gato, ou uma réplica andróide - que teria a vantagem de não feder tanto - mas ele não arreda pé da sua decisão. Diz que ouviu por aí que a Pet Sematary Inc. se recuperou e, mesmo clandestinamente, está funcionando cada vez melhor. Diz que o primo da irmã de um amigo de um cliente contou que sua sogra foi ressuscitada e passa bem. Eu quase abro a boca pra mostrar a falha crítica dessa história, mas desisto. Eu conheço Jack a tempo bastante para saber que ele não vai desistir até conseguir o que quer. Se ele não gastar seu dinheiro comigo, será com outro. Então eu aceito, sem saber exatamente no que isso vai dar.

Volto pra minha Ciclobyke levando o gato morto. Spyke rosna para o cadáver, mas logo para e começa a ganir, ao sentir o cheiro. Eu queria poder dizer a ele que não é o cheiro de cadáver, mas era o cheiro natural do maldito gato. Provavelmente ele federá menos ao se decompor.

Acesso os dados do ultramodem e traço uma rota até o "invisível" Cemitério Maldito. Devo chegar lá em alguns minutos. Até lá, vou praticando no instrumento quase medieval que ganhei do trabalho anterior. O tal do violão. Spyke cobre as orelhas e finge dormir.

... ...

O prédio não se parece com nada que eu já tenha visto antes. Creio que eles mudam a fachada de tempos em tempos. Ou, quem sabe, mudam o prédio inteiro. Tudo é possível. Entro carregando o cadáver dentro de um pequeno contâiner que Jack Torto pegou no bar. Não sei o quanto a Pet Sematary Inc., evoluiu, se é que evoluiu, mas tento pensar apenas na grana que vou conseguir com esse trabalho. Não imaginava que aquela espelunca rendesse tanto ao Jack. "Ressuscitar" os mortos não é barato.

Explico o que desejo à atendente-robô que diz para eu esperar que o Dr. King me atenderá em breve. Seguro uma risada quando a atendente diz "Doutor", com toda seriedade que sua programção permite. Um bando de nerds quase sem formação que se denominam "doutores", e esse King é o mais esquisito de todos. Nunca sei para onde ele está olhando. E, sim, não é a primeira vez que venho aqui. Preciso pagar as contas. Mas, para Jack eu não queria sso. Ele é meu amigo.

Me sento para esperar o tal doutor e dou uma olhada em holonotícias velhas. Mais sobre celebridades e suas futilidades que não me interessam. A demora já faz parte do atendimento aqui, mas começo a achar que está demorando muito e quando me levanto parar falar com a atendente-robô, um estrondo e um alarme começa a soar por todo o prédio, me ensurdecendo. Mais explosões vindas de algum lugar acima ou a frente, não sei. O prédio todo treme. A atendente-robô está desligada ou entrou em curto. Não sei o que está acontecendo e não sei se vou gostar de saber.

Puxo minhas armas que estavam escondidas no ciberespaço e me preparo pro que der e vier. As portas que levam ao interior do prédio estão sendo forçadas e logo o que quer que esteja acontecendo, estará bem à minha frente. E não demora muito.

Com um estrondo a porta é arrebentada e nenhum sistema de segurança está funcionando quando uma leva de homens nus, com cortes de cabelo militar, avançam na minha direção. Acerto os dois primeiros e os que vem atrás se dispersam pelos corredores adjacentes e sei que vão tentar ou sair do prédio, ou me emboscar por trás. Mas, não posso deixar isso acontecer. Escondo o contâiner com o gato em um canto qualquer e me preparo para mais. Munição eu tenho, mas sou apenas um. Onde diabos estarão os seguranças dessa joça? Algo me diz que sei a resposta.

Sinto uma mão me agarrar pelo pescoço e me puxar, então atiro para trás sem saber em que vou acertar, e a mão afrouxa e me larga. Mais um soldado morto. Outro vem logo atrás, eu atiro e outro e eu atiro. São fáceis de matar, mas são muitos. Eu aciono minhas botas e corro pelas paredes passando por cima de todos ele que, graças a Deus, não estão com suas botas militares. O andar é alto e me mantenho afastado de todos, e atirando. É uma multidão de mortos-vivos, todo andar está replet... mas que porr...?

Alguns deles estão subindo pelas paredes, usando apenas as mãos! Estão cravando os dedos na parede, que é de metal. Isso não é bom, isso não é bom. Os militares além de requisitarem o serviço clandestino do Cemitério Maldito, requisitaram também alguns aperfeiçoamentos como bônus. Supersoldados-zumbis. Que maravilha. E eu só queria um maldito gato.

Atiro nos escaladores e eles levam mais tempo e munição para serem mortos. Os que não sobem estão fazendo pilhas com os cadáveres e tentam me pegar. Morto, mas esperto. E a segurança do prédio deve ter sido mesmo exterminada. Oh, diabos, um dos soldados-zumbi achou o contâiner com o corpo do gato e está abrindo. Mas, que diacho, o gato está vivo?! Oh, droga, deve ter sido alarme falso. Agora só preciso me livrar disso aqui, pegar o gato e mentir para Jack dizendo que o gato ressusc... deixa pra lá. O soldado acaba de esmagar o gato. Filho da puta.

Eu o acerto com um disparo bem na cabeça. Esse foi com prazer. Mais escaladores. Eu corro pelas paredes, indo para o outro lado do andar. Os escaladores são lentos, mas outros me vêem por onde passo e começam a escalar também. Aparentemente eles estão presos aqui, comigo. Se tivessem conseguido romper as medidas de segurança da entrada, já teriam dado o fora. E, se saírem, será um massacre. Mas, pelo menos, serviria para alertar aos imbecis do exército, que já deveriam estar aqui pra limpar essa cagada. Mais três escaladores mortos e continuo correndo, minhas pernas doloridas devido a posição na parede.

Eu poderia tentar me webtransportar daqui, mas pra isso preciso ficar parado. Em movimento eu posso virar um feixe de dados corrompidos e nunca mais ser recuperado. E não posso parar, não daria tempo de carregar. Uploads lentos demais neste horário. Merda, um escalador quase me agarrou. Não sei mais para onde estou indo. Este andar é grande, mas deve ter um fim. E aí será o meu, também. Sinto saudades dos velhos tubos de ventilação. Eram de grande ajuda nessas horas.

Agora sim, o andar está terminando e do jeito que eu temia: num beco sem saída. E eles parecem estar me seguindo, todo o batalhão. Como se não tivessem nada melhor pra fazer, já que estão presos aqui. Acho que é o fim. Não me arrependo de nada. Tá, talvez de algumas coisas, como tatuagens em lugares inapropriados e dolorosas de serem retiradas.

Subo o máximo que posso e matenho meu corpo colado ao teto. Atiro em todos os escaladores que posso, mas essas pragas parecem estar se reproduzindo. Devem estar vindo lá de cima, em bandos. Quantos malditos soldados morreram e onde foi isso? De repente me dou conta. Todos são parecidos. São clones da mesma pessoa. Algum tipo de promoção, traga um e leve um milhão. Vou morrer nas mãos de uma tropa de clones. E Spyke será o próximo, quando esses desgraçados invadirem a garagem e... Spyke? Por todos os membros a mais da minha tia Coralina! Spyke tem um módulo de webtransporte, eu posso... eu posso saltar!

Quando o dois escaladores já estão em cima de mim, saltando para me agarrar, aperto o carregador e me faço um upload para o módulo de Spyke. A curta distãncia faz com que tudo aconteça muito rápido. Só resta lembrar que é a primeira vez que faço isso e não sei se vai funcionar como eu espero.

... ...

Sou praticamente cuspido do módulo no peito de Spyke em um download tão veloz que quase sou esmagado contra meu veículo. Caio no no chão e Spyke se assusta. Minha cabeça e meu corpo doem, como se eu tivesse sido esticado até o limite. E acho que foi isso mesmo que aconteceu, em teoria. Da garagem o trânsito é livre. Posso fugir e deixar esse problema para quem o causou: o exército. Faço uma chamada anônima que nem mesmo eles vão conseguir decodificar, informando o que está acontecendo. Estarão aqui em segundos, e eu fora daqui no mesmo tempo. Mas, antes, preciso passar em um lugar.

... ....

Depois de passar em um abrigo de animais, e ficar lá por algumas longas horas, me dirijo para o Bar de Jack Torto. Eu devia ter feito isso logo de cara, mas fui tentar dar uma de honesto e quase morro nas mãos de um bando de clones ensandecidos. O abrigo era grande e, mesmo trabalhando com alta tecologia, tive de procurar o animal a olho nu. Precisava que fosse perfeito. Alguns retoques finais no pêlo serviram para dar mais veracidade. Ah, sim, e o cheiro eu tive de sintetizar. E não foi fácil. Acho que aquele gato tinha um cheiro único.... e ruim demais. Mas, cheguei bem perto. É quase uma obra-prima. Sinto orgulho de mim mesmo.

O bicho é tão sem vida quanto o de Jack era. Parece estar morto, mesmo estando vivo. Não é de se mexer muito, mas acho que isso é típico dos gatos. Não reclama de ter sido tirado de seu habitat no abrigo e parece aceitar seu destino numa boa. Nem mesmo do cheiro ele reclama. Dinheiro fácil pro meu bolso.

Entro no bar e jack Torto corre em minha direção, e já entende que "consegui", e juro que vejo lágrimas nos olhos do grandalhão. É constrangedor. Entrego a mercadoria, ele abre o contâiner e aninha o gato nos braços. Espero mais um pouco até o momento de ternura passar e com um movimento de cabeça dou a entender que preciso ser pago. Jack saca seu passe-on e digita minha conta e a quantia exata. Recebo um alarme avisando que recebi. Todos felizes.

Me despeço e estou saindo do bar, quando ouço Jack chamar o gato pelo nome - Shimisu, meu lindo (aaargh!) - e escuto um rosnar e um grito. Olho para trás e vejo o gato voar do colo de Jack depois de ter arranhado seu rosto. Em seguida fica tudo escuro.

... ...

Alguns minutos depois estou em meu veículo, indo embora, sem meu dinheiro,e todo torto.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Clichês Marvel


SUPER CLICHÊS MARVEL


O Tocha Humana tem fogo no rabo
O Wolverine é osso duro de roer
O Hulk fica verde de inveja
O Homem Aranha tá subindo pelas paredes
O Dr. Fantástico esticou as canelas
A Mulher Invisível anda sumida
O Galactus está com a cabeça nas nuvens
O Justiceiro tá que é só a caveira
O Thor tá batendo pino
O Coisa só anda duro
O Motoqueiro Fantasma tem a cabeça quente (essa era óbvia)
O Homem de Ferro encontrou seu eu interior
O Mercúrio tá passando dos limites
O Demolidor não se enxerga
O Raio Negro entra mudo e sai calado
O Dr. Charles Xavier não vai bem das pernas
O Mestre do Kung Fu deu o golpe do baú
A Tempestade está elétrica
O Vigia anda no mundo da lua
O Noturno não tá nem aí
Nick Fury dorme com um olho aberto e o outro fechado
E O Colossus é o único que está brilhante



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sábado, 3 de setembro de 2011

Quando Mertiolate Ardia


NO TEMPO QUE MERTIOLATE ARDIA


No tempo que mertiolate ardia
Não existia bullying, mas a porrada comia
Não havia emo assim nas ruas, em plena luz do dia
E o que se sabia de rede era onde você dormia

No tempo que mertiolate fazia chorar
Não havia iPod, Ipad, nem essa coisas de twittar
Não havia facebook e você tinha de conversar
Não existia Restart tentando aprender a cantar

No tempo que mertiolate queimava
O Rubinho tava em casa e o Senna emocionava
E na Sessão da Tarde só filme bom passava
E até aquele locutor todo mundo aturava

No tempo que mertiolate era pra macho
Ninguém ficava on line com cara de tacho
Ia pra rua brincar e de noite via Cambalacho
E só pra ter como rimar, vou dizer o que eu acho

Que no tempo que mertiolate te faziar correr
Não tinha Wikipédia pra você não ter que ler
Nem Google pra te mostrar tudo que você não quer ver
Pois no tempo que mertiolate ardia, a coisa era pra valer
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