quarta-feira, 27 de abril de 2011

Minha Mãe Não Deixa


MINHA MÃE NÃO DEIXA NÃO!

Na última sexta-feira, minha mãe fez a alegria do casal de amigos com quem eu estava no bar, bebendo meu guaraná Kuat. Explico: Vanessa e Vítor me chamaram pra ir até o bar aqui perto, onde eles estavam bebendo. Minha mãe estava aqui em casa e ela é paranóica com pessoas que se conhece na internet. Assistindo frequentemente as notícias na TV sobre tais assuntos, ela achava que meus amigos estavam tramando para me sequestrar, retirar meus órgãos e sabe-se lá o que mais. Porém, a primeira hipótese aventada por ela, era que, na verdade, eu estaria dizendo que ia ao bar, quando na verdade estaria indo me encontrar com "outra".

Não adiantou a Lia dizer que já conhecia os dois, que eram gente boa. Também não adiantou a tia da Lia dizer a mesma coisa. Ela não estava confiando nem na palavra de uma senhora de 84 anos. Ela queria ver com seus próprios olhos. Sabendo disso, eu já deixei as coordenadas para que, caso ela quisesse me achar, era só ir ao bar tal. Na cabeça dela, isso era só pra despistar.

Pois bem, lá estava eu, no bar com Vanessa e Vítor, quando aparecem ao meu lado, minha mãe e a tia da Lia. Minha mãe a arrastara com o pretexto de que foram "comprar cigarro" pra Lia e passaram por ali. A tia me explicou depois que foi levada sob alegações de "quero ver com meus próprios olhos". Como já estou acostumado - afinal são 42 anos de mãe - eu levei tudo na esportiva e meus amigos, apesar de estarem morrendo de rir por dentro, fingiram que aquilo tudo era normal.

Depois de fiscalizar se eu estava mesmo bebendo guaraná e de dizer quatrocentas vezes que eu voltasse "cedo" para casa, ela se foi para o outro lado, como quem ia realmente comprar cigarro. E agora meus amigos e minha mulher estão com uma história ótima pra contar para os amigos sempre que quiserem fazer os outros caírem na gargalhada! Mas, como eu já disse, eu já estou acostumado. Na verdade, eu entendo ela.

Minha mãe sempre foi assim e sempre será. Creio que ter criado quatro filhos praticamente sozinha a fez ser superprotetora e ela não consegue mais desencanar disso, por mais velhos que fiquemos. Mesmo sabendo que não éramos modelos de obediência, ela fazia sempre as mesmas recomendações. A sorte dela era que todos os quatro realmente não tinham vocação para delinquentes ou piriquetes. Talvez ela pensasse que se não batesse na mesma tecla como fazia, poderíamos acabar nos sentindo abandonados e aí sim, chutaríamos o pau da barraca.

O fato, tudo tendo sido dito, é que eu não poderia ter uma mãe melhor. Ela nunca foi uma mãe realmente repressora, nem nos tratou como se fôssemos de porcelana. Ela sempre fez o que toda mãe faz (ou deveria fazer): se preocupou e se preocupa. Talvez, em meu caso, as coisas sejam ainda sejam mais intensas devido ao fato de eu ter quase morrido quando bebê e de, quando adulto, ela ter passado pelo menos 10 anos sofrendo junto comigo com minhas constantes crise de pânico e epilepsia. Ela é cuidadosa com todos, mas sinto que comigo é como se eu ainda fosse aquele bebê doente, mesmo eu estando bem e com minha família.

Pelo menos minha esposa tem a melhor sogra do mundo, que se desabala no mundo para ver se estou com outra (acho que isso é alguma forma de "valorizar meu passe" perante a Lia) e meus amigos podem se divertir sempre, vendo o Eudes sendo advertido pela mamãe diante de dezenas de pessoas, num bar lotado. Portanto, se beber, não diga.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Emprego ou Série de TV?


E SE MEUS EMPREGOS FOSSEM SÉRIES DE TV?

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Um emprego é quase igual a uma série de TV. Alguns duram apenas aguns episódos, outros várias temporadas. Geralmente são uma mistura de comédia e drama. Uma das diferenças é que cada episódio não dura apenas alguns minutos, mas se estende por horas intermináveis e não há como mudar de canal. Você é o protagonista, mas recebe um salário de figurante. Na maioria das vezes eles são cancelados à sua revelia. Assim sendo, vamos ver se todos (ou quase todos) os meus empregos tivessem sido séries de TV, como seriam. Roda a fita:

Everybody Hates Joaquim: As aventuras de um garoto num armazém, onde acaba apelidado de Clark Kent e Caixote (sim, dois apelidos num único seriado) por seus colegas de trabalho. Ao apaixonar-se por uma menina que aparece em seu emprego, acaba sendo mais zoado ainda. No episódio piloto é colocado para tirar poeira de todos os ovos do armazém. O Joaquim do título é o dono. Participação especial de um botijão de gás que quase cai em seu pé. 1 Temporada

Eu, Meu Patrão e Sem Mulher - As aventuras de um garoto em uma padaria onde conhece Denise, 6 anos mais velha que ele, que o inicia nos prazeres do... hábito de ler Agatha Christie. Seu chefe, Sr. Fausto, se finje de surdo o tempo todo para saber o que as pessoas estão falando dele, enquanto bebe cerveja preta quente. Ainda no elenco vários pés-de-cana que são os responsáveis pela maior parte das risadas. 3 Temporadas.

Hoje é Dia de Mariazinha - As aventuras de um garoto em uma lanchonete - cuja a dona se chama Mariazinha - onde vive grandes emoções enquanto come coxinhas e joga fresbee com a menina que trabalha no armarinho ao lado. Uma série dramática, onde o sobrinho da dona, mais velho que ele, está no Rio de janeiro, para se tratar de câncer enquanto entorna todas as cervejas possíveis e impossíveis, além de tentar fazer com que nosso protagonista beba na mesma quantidade. O episódio "Você Sabe Quem Sou Eu?" tem a participação especial do sambista Nelson Sargento. 1 temporada e meia.

Sóbrionatural - As aventuras de... ah, vocês já sabem... em um pequeno bar, onde aprende mais sobre si mesmo e os que o cercam, como por exemplo, como ficar de olho no moleque desgraçado, com um taco de sinuca, que pode acertar seu braço com o lado mais grosso do taco e quase te mandar pro hospital. Acompanhe as emoções ao assisti-lo todo dia se entupindo de bolo de abacaxi da venda ao lado, jogando sinuca, e ouvindo coisas surreais como: "Deixa de ser burro! Se o lobisomem é americano, claro que ele só pode estar em Londres!" Apenas alguns episódios, pois foi cancelado abruptamente devido ao ator ter abandonado a série.

Gramachofornication - As aventuras de um adolescente (agora mudou) trabalhando em um bar e restaurante onde acompanha a cada episódio a construção de um dos malditos Brizolões, enquanto tem que aguentar as aventuras sexuais do dono, que pega qualquer coisa viva que passe na sua frente, inclusive a dona do imóvel onde fica o bar, mãe de seu melhor amigo. Também insiste para que o protagonista deixe de lado as convenções de beleza e atração física e sirva-se das mesmas "beldades" que ele tem coragem de enfrentar. Destaque para o episódio "Quem tem um amigo assim..." onde o intrépido dono do bar solta um rojão dentro do quarto onde um amigo seu está, digamos, acasalando. 1 temporada.

Dois Biscoitos e Meio - As aventuras de um cara em uma fábrica de biscoitos e massas, onde ele passa o tempo procurando novas formas de evitar o trabalho em um tempo que não existia internet. Seja apostando corrida nos carrinhos hidráulicos, seja jogando dominó feito de caixas de papelão, até ser pego pelos seguranças da fábrica. Série com grande elenco, onde novos personagens são inseridos a cada nova temporada. Drama, comédia, terror, suspense. Destaque para o episódio "Fogo na seção dos outros é refresco", onde um misterioso incêncio coloca em risco o emprego de nosso herói. 5 temporadas.

Som, Fúria e Maconha - As desventuras de um homem que trabalha de auxiliar de sonoplastia ao lado de um ex-hippie, desiludido com os filhos que são caretas demais e não gostam de puxar um fumo. O episódio piloto se passa durante as filmagens de um clip dos Titãs, onde nosso herói não faz praticamente nada, já que de som não entende porra nenhuma, e não sabe porque diabos o chamaram pra fazer aquilo. A única parte boa de tudo é a comida e poder ver celebridades da música sofrendo pra gravar um clip, como por exemplo, levando jornal velho pela cara. Baseado em... bom, apenas baseado. Não passou do episódio piloto.

E este são alguns que dariam boas séries, vou ficando por aqui, e pensando já no próximo post. Até mais, cambada
!



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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Numa Galáxia


UMA NOITE NUMA GALÁXIA NÃO MUITO DISTANTE
Não Basta Ser Nerd, Tem Que Participar

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Todas as fotos by @vane_zombie

Um ítem que faltou na lista do "Ser Nerd É...", com certeza foi este acima: "#ter um sabre de luz genuíno". Tudo bem, eu não tenho, mas serve também "#fazer poses ridículas com o sabre de luz da sua irmã adotada, enquanto ela tira fotos".

Tudo isso depois de ter ido assistir Fringe pela primeira vez, com ela, depois um filme espanhol sobre viagem no tempo, fazer amizade com o boxer gigante dela, comer pão de salame, e ouvir o seu marido recitar um poema escrito por ele mesmo, sobre ultraviolência. Talvez eu tenha entrado em uma outra dimensão, Além da Imaginação, não sei, só sei que foi assim.

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Melhor do que um amigo nerd, são dois amigos nerds e esses amigos serem um casal e, mais ainda, esse dois ainda conhecerem mais dois, também um casal (Dani e Flux/Rael) e esses dois terem pôster autografado por Neil Gaiman na sala e trocarem correspondência eletrônica com Alan Moore. Mas, não pára por aí. Aí você vai e descobre que o marido da Dani, o Flux/Rael, por uma incrível coincidência, foi um dos colaboradores do Rapadura Açucarada, quando ele estava começando! Não acredita, pois veja:

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Matéria publicada em junho 2003

Vai ver que é a Força que interliga tudo, ou apenas uma grande coincidência! Mas, não deixa de ser interessante. Bom, pra finalizar, quando fui pra casa, dormir, acabei sonhando ser um jedi em Tatooine, acompanhado por um cachorro gigante que lambia a minha cara depois de SUCK YOUR ROBOT BALLS (eu sei, eu sei, também odeio piadas internas, mas convivo com isso).

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