sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Robot


ROBOT: O EXTERMINADOR INDIANO Na Índia, a mocinha é a prova de balas
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Para baixar o filme, clique aqui

Certo, eu não sou nenhum aficcionado pelo cinema indiano e seu modo peculiar de fazer filmes. Assim como muita gente, o único filme indiano que lembro de ter assistido foi Quem Quer Ser Um Milionário, e no final das contas, ele nem é realmente indiano, já que não é um Bollywood genuíno. Aliás, Bolywoood, para quem não sabe e só conferir aqui na Wikipédia, que ela existe pra isso mesmo.

Bom, estava eu no Twitter, quando alguém posta uma seleção de cenas do filme indiano Endhiran (que tem o título Robot, em inglês). Não vou postar a cena aqui, pois é o final do filme e não teria muita graça fazer isso. Mas está lá no Youtube, pra quem quiser conferir, sob o nome de "The best action scene ever ever ever." Assistir ao vídeo aguçou minha curiosidade e fui procurar o filme inteiro.

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Quase desisti depois de baixar uma versão em que as cenas com muito movimento ficavam pixelizadas ao extremo. Continuei a busca e encontrei um com qualidade superior. Mesmo tendo as legendas apenas em inglês, gravei em um DVD e fui assistir na TV às 3 horas de um filme que parecia prometer, mesmo que fosse para dar algumas gargalhadas.

O filme é ótimo. Talvez para nossos olhos seja um tanto diferente demais, com seus videoclips entremeando o filme de tempos em tempos. Mas, creio que, para os indianos, isso deve ser melhor que qualquer Exterminador do Futuro, Matrix ou Robocop, juntos! Mas, se você tem a mente aberta e consegue se divertir com tudo, creio que também vá gostar fo filme.

Como as cenas que são mostradas no Youtube são no fim do filme, quem assisti-lo depois de ver o vídeo, vai cansar de esperar até que elas cheguem, pois, como eu já disse, são três horas de filme.

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Até lá ficamos conhecendo a história de Chitti, o robô com aparência humana, criado pelo Dr. Vaseegaran, que é interpretado pelo mesmo ator e, mesmo assim, levei um tempo para perceber isso.

Chitti é um super-robô, que aprende rápido e que nem as melhores mentes conseguem formular perguntas as quais ele não possa responder. Além de tudo, tem uma força incrível e é praticamente um super-herói. Para proteger a noiva de seu criador, Sana, Chitti enfrenta uma gangue num trem em movimento, gerando uma das primeiras cenas de ação do filme. Uma mistura de Jack Chan, com Neo e Bruce Lee.

O filme é bem leve em sua primeira parte, deixando a comédia dar o tom das cenas. Ainda assim, algumas cenas dramáticas movimentam a película, como quando Chitti salva algumas pessoas de um incêndio e quando ele faz... um parto. Sim, um parto. Chitti se mostra um robô realmente completo, inclusive participando dos videoclipes, cantando e dançando, como é comum aos filmes indianos.

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O filme talvez tenha a melhor cena de perseguição da história do cinema, com direito a cenas de tirar o fôlego, com efeitos especiais esmerados e muito bem feitos, mesmo que aqui ou ali, não esteja tão bom. Sendo um filme indiano, tudo que vemos na tela é inesperado, e ficamos nos perguntando como fizeram aquilo. Mesmo alguns "defeitos"-especiais, não tiram o brilho do espetáculo. E, nem mesmo a ingenuidade da história.

A segunda parte do filme é a mais movimentada, pois é quando Chitti se apaixona pela noiva de seu criador. Também, mesmo uma máquina não poderia ficar imune à beleza da atriz Aishwarya Rai, que interpreta Sana. Obviamente é um amor impossível, primeiro por ela já estar comprometida, segundo por ela não poder sentir nada por um pedaço de metal.

As consequências desta rejeição será de benefício para os inimigos do Dr. Vaseegaran e a tecnologia usada para construir Chitti, pode parar em mãos erradas e criar o caos. O que Vaseegaran fará para salvar a si mesmo, à sua noiva e, quem sabe, ao mundo? Não perca, numa sala de cinema próxima de você, lá na Índia, ROBOT! Ou você pode clicar ali e baixar, sem ter que sair de casa.

domingo, 16 de janeiro de 2011

10 Coisas Que Aprendi Lendo HQs


DEZ COISAS QUE EU APRENDI LENDO QUADRINHOS


01 - Radiação é legal: você pode ser picados por aranhas radioativas, ser abalroado (uia!) por isótopos enquanto salva cegos ou levar uma dose cavalar de raios gama, que, sim, você vai apenas ganhar superpoderes. Infelizmente, com a queda da União Soviética e o fim da Guerra Fria, isso não é mais tão comum como antes.

02 - Quanto mais ridícula a roupa, mais forte você é: se vestir de morcego ou de aranha é perfeitamente normal, e ninguém vai rir de você. Andar de colant é da hora. E as mulheres podem lutar usando fio dental que nada incomoda e os homens - mesmo os heteros - não olham, nem fazem piadinhas (com exceção do Guy Garder). Agora, se você for fodão mesmo, tiver superforça, supersopro, visão de raio-x, visão de calor, você pode usar a cueca por cima da roupa de ginástica tranquilo. Afinal, quem vai ser o doido de mexer contigo?

03 - Dialogar no meio de uma luta, é algo produtivo: certo, conversando é que a gente se entende. Então se, mesmo assim, você tiver que partir pra porrada, continue conversando. Se você é o vilão, pode até contar todo seu plano maligno enquando baixa o cacete no super-herói. Já, o super-herói se preocupa mais em descrever exatamente o que ele está fazendo (ou vai fazer), mesmo que estejamos vendo!

04 - Por mais superpoder que você tenha, sempre será um incompetente: afinal, a fome no mundo não acaba, os corruptos continuam roubando, os heróis conseguem isolar o vírus skrull que transformava as pessoas em clones do Tiririca, mas, curar o câncer que é bom, ninguém consegue. Fazer o professor Xavier andar, o Matt Murdock enxergar ou bolar uma dieta decente para o Rei do Crime.... NINGUÉM CONSEGUE!

05 - Morrer é passageiro: não, não tô falando de ir para o céu, nem de voltar como lagartixa, ou coisas assim. Você volta como você mesmo e, às vezes, nem precisa ser super-herói, não. Se algo explode com você dentro, provavelmente você conseguiu sair no último minuto, e a onda de choque não mata ninguém. Mesmo que o Darkseid e Thanos te desintegrem, ou você morra de câncer, você pode voltar. A única coisa que pode matar definitivamente se chama "queda de vendagem".

06 - A ufologia é uma profissão falida: no mundo dos super-heróis não existem ufólogos. Pra quê? Todo mundo sabe que o Super-Homem é um alien, o Caçador de Marte, e a cada quinze dias a Terra sofre uma mega-invasão alienígena. Quem precisa de caras que se empenham em provar que aliens existem? Quem precisa de suas fotos borradas e de suas autópsias em bonecos de borracha?

07 - Você pode ter 70 ou 75 anos, mas sempre com corpinho de 35: tudo bem que alguns super-heróis não envelhecem como os seres humanos normais, mas isso se estende às namoradas, amigos e etc. E se têm filhos, o coitado pode acabar sofrendo de nanismo e não crescer nunca.

08 - 99% dos super-heróis se encontram nos Estados Unidos: os outros países não têm capacidade de produzir tantos super-heróis, mesmo os desenvolvidos. Os EUA parece deter algum tipo de elixir mágico, semelhante ao que os gauleses possuiam. E, se o herói for brasileiro, inevitavelmente ele terá um nome mexicano. É uma espécie de efeito colateral dos poderes que ele ganhou.

09 - Os heróis sempre vencem: tenho que dar o braço a torcer, os vilões ganham no quesito perseverança. Os caras sabem que já entram pra perder, mesmo assim eles vão lá. Juntam 3, 4, 5, 20, 40 vilões e mesmo assim, eles perdem! Também se morrer, voltam. Se forem presos, escapam no dia seguinte. O Asilo Arkham tem o pior sistema de segurança do mundo. Talvez isso incentive os vilões a continuarem. Ou, talvez eles apenas gostem de ouvir os heróis dizerem "Você vai apodrecer na prisão". Não, não vai.

10 - Leis da Física é para os fracos - Você pode voar sem nenhuma explicação lógica (você já usa a cueca por cima da calça mesmo); pode aumentar e diminuir de tamanho sem que se diga de onde vem e para onde vai a massa; você pode correr a milhares de quilômetros por hora, sem criar atrito com o ar; e você pode ser desenhado pelo Rob Liefeld, que viola as Leis da Física and do bom senso.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

10 Anos de Casamento


DEZ ANOS DE UM CASAMENTO DOS NOVOS TEMPOS

Era uma tarde de um sábado qualquer de 2000. Creio que do mês de Junho ou Agosto. Eu já usava a internet em casa havia alguns meses, mas não havia muita coisa que se fazer nela, como hoje em dia. Também, a conta de telefone alta, devido à conexão discada, estava deixando meu acesso com os dias contados. Mas, lá estava eu, sem ter o que fazer, quando resolvi abrir o ICQ (o equivalente ao MSN, nos dias de hoje, para quem é muito jovem para entender o que era).

Como eu estava começando a usar a Internet, não tinha lá grandes contatos. Algumas pessoas de um grupo sobre Síndrome do Pânico, e outras de um grupo de ex- Testemunhas de Jeová. Ou seja, papos que, na verdade, eu já estava um pouco de saco cheio. Assim, usei um recurso do ICQ que era fazer busca de pessoas que estivessem online e puxar conversa. Podíamos colocar um nome ou nickname e vinha uma lista dizendo quem estava on line e quem estava offline. Então, eu digitei "lindinha".

Dentre as dezenas de pessoas com este nick, cliquei na primeira que apareceu on line. Era a Lia, minha futura esposa.

Muito tempo depois de já estarmos namorando, ela me contaria que o acaso foi bem mais casual do que eu pensava. Ela estava no computador fazendo um trabalho para a escola em que ela dá aula, e não sabia que o ICQ estava aberto. Sendo uma usuária da Internet recente também, ela não sabia lidar com essas coisas. Na verdade, ela me disse:

- Eu havia desinstalado o tal do ICQ. Ou melhor, eu pensava que tinha desinstalado, e não sabia que ele estava entrando quando eu ligava o computador. Quando você apareceu do nada, eu levei um susto. Como tinha terminado o trabalho, resolvi te dar atenção.

Conversamos por alguns minutos pelo programa, mas quando ela soube que eu também morava no RJ, resolveu que era melhor conversar por telefone. Ela parecia não gostar muito de ICQ. Também não demorou muito pra que marcássemos de nos encontrar, em Botafogo, onde ela morava, com sua tia idosa.

Os dias se passaram e chegou o dia do encontro. Quando comentei isso com uma amiga da locadora onde eu alugava filmes, ela ficou tão empolgada com tudo, que cismou de pintar minhas unhas (com esmalte neutro, claro). Até hoje isso é motivo de piada aqui.

Eu já havia me encontrado com pessoas da internet, mesmo no curto período que a usava. Encontrei pessoas do grupo de Síndrome do Pânico para um churrasco e até encontrei outras do mesmo lugar, individualmente, mas nunca com intenções de algo mais, como era o caso agora. Eu estava nervoso, mas não queria demonstrar. Então, eu tinha dito ao telefone, que a primeira coisa que faria ao encontrá-la, seria beijá-la, e que ela não se assustasse com isso. E foi o que fiz, mesmo estando nervoso por dentro.

Fomos ao cinema ali perto, onde passava um filme chamado Santitos, que até hoje não nos lembramos absolutamente nada do que se passou na tela. Não olhamos muito pra ela.

Lia tinha uma história fantástica: foi criada pela avó e pela tia. Cuidou da avó até ela falecer aos 105 anos de idade. Mesmo com todas as dificuldades, ela e a tia nunca a colocaram num asilo. Professora do município, quando saíamos juntos, e encontrávamos alunos seus, era como se ela fosse algum tipo de pop star, e eles só faltavam pedir autógrafos. As mães, algumas, ao falar com ela, ficavam com os olhos rasos d'água, agradecidas pelo que ela fazia por seus filhos. É assim até hoje.

Não demorou muito para que resolvêssemos casar. Nem mesmo perdemos tempo com noivado. Estávamos na praça de alimentação, num dia como qualquer outro, quando o assunto veio à tona, e ela meio que pediu a minha mão. E, na verdade, já sabíamos o que queríamos. Então, não foi nenhuma surpresa e ela só verbalizou a coisa toda. Também não queríamos ficar enrolando, morando juntos sem ser casados nem nada. No fim das contas, pensávamos igual sobre muitas coisas.

Uma delas, é que não queríamos um casamento em igreja (não por motivos religiosos, mas pelas despesas), e nem grande recepção. Não precisávamos disso. Casamos no dia 12 de Janeiro de 2001, apenas no civil. No cartório estavam, junto conosco, minha mãe, um casal de amigos meus e as duas tias dela.

Nestes 10 anos já tivemos de tudo, inclusive crise conjugal, pela qual todo casal passa, e superamos. Já viajamos juntos pra vários lugares aqui do Rio de Janeiro e, como ela gosta muito de viajar, sonha em me arrastar para o exterior, voltando à Disneylândia, onde ela já esteve. Digo a ela que meu medo de avião não permite isso. Por ela, estaria viajando o tempo todo.

Não temos problemas com sogras, pois tanto gosto da mãe dela (mesmo criada pela avó, a mãe dela também participou da sua criação), como ela adora a minha. Minha mãe perdeu o medo inicial de que meu encontro fosse para que roubassem meus rins e a tia dela também consentiu, depois que ela disse que o encontro seria por ali mesmo, perto do prédio. Afinal, éramos praticamente desconhecidos da internet. O medo delas era natural.

Ah sim, e temos uma música. Meio clichê, mas temos. E agora temos mais um motivo para lembrar dela. Certo dia, há um ano mais ou menos, minha mãe estava aqui, quando "Amor I Love You" da Marisa Monte começou a tocar na TV, e minha mãe que estava aqui, falou:

- Essa é a música de vocês.

Disse isso casualmente, como quem diz, está fazendo um calor hoje. Eu e Lia nos olhamos meio estupefatos, se perguntando um ao outro, com os olhos, "como diabos ela sabe isso?" Sério, em nenhum momento, nenhum de nós dois disse isso a ela. Era uma coisa que só nós dois sabíamos, ou assim pensávamos. Mas, minha mãe tem dessas tiradas estranhas, já acostumamos.

Nos divertimos um com o outro, e procuro sempre ser o mesmo aloprado que ela conheceu. Nunca escondemos quem éramos e eu muito menos. Ela fumava quando a conheci, e mesmo detestando fumantes, bem, não tinha mais como voltar atrás. Eu brigo com ela a cada dia desses 10 anos por causa do cigarro e ela fala do meu vício em quadrinhos e internet, e diz que estamos quites. Não, não estamos!

Estes últimos meses está sendo mais uma etapa no nosso casamento, com ela se recuperando dolorosamente de um acidente, no qual quebrou o tornozelo e teve que operar. Só hoje conseguiu andar até a cozinha, com a ajuda do fisioterapeuta, pois ainda falta um pouco para que ela ande sem apoio. Os dias são difíceis mas vamos levando com bom humor.

Temos uma "filha" que é a Lucy, nossa cachorrinha, ja que filhos mesmo, é meio que decidido entre nós dois, que não queremos, por vários motivos que nem sabíamos que concordávamos.

Por fim, são dez anos de um casamento que começou com um clique e, quando nos lembramos de como foi, ainda é difícil acreditar. Se eu não estivesse no computador, se ela nao tivesse trabalho a fazer, se eu nao tivesse digitado "lindinha", se ela não tivesse escolhido o apelido "lindinha", se ela tivesse conseguido desinstalar o ICQ, nossas história de vida seriam totalmente diferentes nesses 10 anos.

Euteamoeliane.com.br

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