terça-feira, 22 de novembro de 2005

Ilha e Mar

ILHA E MAR

Tiro tua roupa, peça por peça
Sentindo teu respirar
Nua, te quero nua, não me impeça
De todo teu corpo tocar

Deitado, vejo teus seios arfar
Toco um mamilo, de forma carinhosa
E começo a te beijar
Boca, lábios língua, toda sedosa

Sugo você, num beijo devasso
Sinto tua língua na minha
Vou te beijando sem cansaço
Sinto em você uma energia que não definha

Me delicio em teus rígidos seios
A boca tomando-os completamente
A língua tocando teus mamilos, em devaneios
Meus lábios sentindo tua firmeza enrijescente

Eu, já, muito rígido estou
Tocando teu corpo de forma indecente
Mas ainda sorver você, muito eu vou
Descendo abaixo, ao sul, onde é tão mais quente

Minha língua desliza por seu ventre abaixo
E chega em você, que suspira tremendo
Me perco em você, o seu centro eu acho
E começo a sorver, de você vou bebendo

Minha língua, meus dedos, tudo ao mesmo tempo
Penetram, encontram, onde te estremece
Então toco com a língua, para que a contento
Você sinta tal gozo, que a nós desvanece

Mas não paro, não cesso, pois te quero inteira
E assim minha língua em você continua
Deslizando e entrando, de toda maneira
Saboreando teu ser, que aqui está nua

Então logo nos damos e você vem comigo
Me segura, bem firme, com sua mão tão macia
Sente quanto estou teso, que falar não consigo
Tua mão me alisa, com toda tua magia

Quando me abocanhas, quase não acredito
Quente, úmida, tua boca, quase me enlouquece
Acaricias cada parte, com tuas mãos e repito
Tua boca, tão úmida, quente, me apetece

Nos queremos bem mais, e me quero em você
Assim, se posicionas, como a engatinhar
Então, seguro tua cintura, como pode bem ver
E com carinho penetro, e não quero parar

Você me envolve, me engole, me tens
Me deixando suado, te querendo bem mais
Te entrando, indo e vindo, te sentindo também
Sussurros, gemidos, que são notas musicais

Não paramos, não deixamos, só queremos chegar
Nesse ritmo que estamos, ávidos pela vida
E ao chegarmos ao clímax, sim, a gozar
Nos deitamos, cansados, energias caídas

Então te olho nos olhos, esses teus olhos profundos
Que me agarram e me fazem, de repente, pensar
Que te quero, quero mais que tudo no mundo
Pois eu sou tua ilha, e você é meu mar.

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Saudade Inconsquente

SAUDADE INCONSEQUENTE


Como um espoucar de luzes, sinto
Não minto
Nem jamais irei negar,
É ela, flashes que ecoam sem parar
Se é que um flash pode ecoar

É a saudade, retumbante como trovões
Saudade-clichê, saudade inconsequente
Culpa de tuas palavras referentes
Como um grito mudo em meus ouvidos

Me meto a poeta, metendo pés por mãos
Escrevendo loucuras enquanto estou são
Nem sei concatenar o que penso
Nem sei o que significa essa palavra por extenso

Talvez seja uma sequela, uma estrada de tijolos
Serão amarelos? Não sei
Só quero que me levem a teu colo
Pelo qual tenho profundo anelo

Deliro em minha sanidade
Disparidade de sentimentos
Revendo fatos inéditos
Em antigos documentos

Saudade inconsequente
Que não aceita mais que se protele
Então as palavras antes latentes
Se tornam poesia, uma carta
A espera que o destino a sele

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

03 Anos de Rapaura Açucarada

MÊS DE ANIVERSÁRIO DO RAPADURA


Dia 28 o Rapadura Açucarada completa três anos de existência. Nosso aniversário, mas não tem presente, porque moléstia a parte tem presente quase todo dia. Bom, para quem está chegando agora, ou quase agora, aqui vai um (novo) resumo de como o RA surgiu e seguiu em frente:

- 10 agosto de 2002: baixo MARVELS da Toca do Carcaju. Descubro o maravilhoso mundo dos scans. Mas nem passa pela minha cabeça fazer o mesmo.
- 28 de novembro: depois de abrir uns três blog e deletá-los, pois não "pegavam", eu crio o Rapadura Açucarada. Hospedado no Weblogger, como outro qualquer, mesmo conseguindo mil visitas em uma semana.
- 18 de dezembro de 2002: nada de anormal nesse dia.... acho que choveu, não lembro bem.
- 19 de dezembro de 2002: o blog segue com coisas triviais, sem muita pretensão e um template do próprio Weblogger, que fica fora do ar um dia sim e o outro também.
- 29 de dezembro de 2002: um amigo, num grupo de discussão sobre HQs, me pede que eu escaneie uma página da HQ da qual estou falando, era uma da Pandora que publicava Marvel a história, uma muito louca do Deadpool voltando no passado e encontrando o Homem-Aranha. O vírus da escanitite se apodera de mim. Idéias começam a surgir.
- 01 de janeiro de 2003: Saio do weblogger e vou para o Blogger. Roubo um template e o RA assume a sua cara que tem até hoje.
- 15 de janeiro de 2003: depois de caçar pelos sebos e achar na Gibimania, eu escaneio e coloco página por página no Kit.Net. Camelot 3000. Era apenas o começo.
- 21 de março de 2003: o RA já está estabelecido como blog de scans. Muitas pessoas começam a enviar suas contribuições em forma de scans.
- 29 de março de 2003: no mesmo grupo de discussão dou a idéia de se traduzir Planetary, pois eu escaneei os números que a Pandora lançou e queria poder continuar ler... mesmo que tivesse de fazer pra isso.
- 04 de Abril de 2003: Começamos a fazer The Authority também.
- 29 de abril de 2003: assim como foram contagiados pelos scans, alguns são contagiados também pelas traduções e fazem as suas, e enviam. O volume de scans é enorme: mais de... 2 GIGAS!!!!!! Já tendo sido apagado antes do Kit.Net., os scans são apagados novamente, e novamente.
- 30 de Maio o RA 2003: é outros blogs e sites de scans que passaram a existir são citados na extinta revista HERÓI.
- 28 de junho de 2003: ganha matéria de duas p´ginas no Segundo Caderno do Correio de Campinas.
- 01 de Setembro de 2003: mais e mais pessoas ajudam ao RA com seus scans.
- 08 de Outubro de 2003: somos obrigado a pagar um provedor para hopspedar as HQs
- 18 de Outubro de 2003: o provedor recebe um e-mail contendo uma ameaça velada de processo por parte de um editor. O provedor me pergunta o que fazer, eu digo que apague as HQs. O término da era dos scans no RA é citado e vários site em uma nota num caderno da Folha de São Paulo!
- 19 de Outubro de 2003: desisto dos scans, mas não do blog. Acho que precisava de umas férias mesmo. É quando o blog entra numa fase mutante e assim segue por um bom tempo. Cinema, mulheres gostosas, poemas, belas nuas, links, minhas memórias, qualquer coisa que o valha, e por incrivel que pareça, pouco são aqueles que deixam de visitá-lo.
- 01 de Junho de 2004: o tempo passa o tempo voa.... e nem mesmo estou mais pensando em colocar scans de novo... quando...
- 25 de Junho: ... eu termino o RA!!!! Faço um post piegas e me despeço... dizendo que vou ver o mundo, andar na praia, e outras baboseiras. 96 comentários que achei que nunca teria o recorde batido.... mal sabia eu.
- 05 Julho de 2004: depois de ver o mundo, andar na praia e tirar umas fotos, eu volto para o blog, como já era esperado. Ele continua sem scans, até que...
- 02 de Agosto de 2005: o obo Schmidt da Toca do Lobo, me fala do provedor de e-mail Walla, que dá um Giga de espaço. A sugestão: usar isso para colocar as HQs, quem sabe. Ou pelo menos foi isso que pensei que ele queria dizer.
- 03 de Agosto: a Era de Prata dos scans tem início e tem uma musa eterna: SataNika.
- 01 de Janeiro de 2005: novos e antigos colaboradores. Volta com força maior. Mesmo que os problemas paa baixar as HQs continuem, tenta-se o que se pode. Até o P2Mail (sssimmm, eu vou ter de admitir que foi o Kakô quem me deu a dica...arrrgh).
- 15 de fevereiro: O orkut torna-se um bom canal de comunicação com novos colaboradores.
- 21 de Maio de 2005: Tem Guerra, tem F.A.R.R.A., tem bomba caseira pra tudo quanto é lado... mas os scans não param.
- 03 de Agosto: já faz mais de um ano que o RA voltou com os scans, batendo o recorde da chamada Era de Ouro dos scans.
- 27 Outubro de 2005: o RA, com a ajuda do Grimm Jack e jpvolley, fecha a série PREACHER, marcando um momento único na história dos scans
- 05 de Novembro: o RA atinge o bizarro recorde de 367 comentários (a maioria inútil) em um único post.
- 11 de novembro de 2005: to aqui escrevendo este post que ninguém vai ler!!!!


terça-feira, 1 de novembro de 2005

Estranha Coincidência

ESTRANHA COINCIDÊNCIA

Certas coincidências são de se deixar qualquer um de cabelos em pé. Quando eu fui pela primeira vez assistir à queima de fogos, fui junto com um casal de amigos, vizinhos de onde eu morava. Eu ainda morava bem distante de Copacabana e levamos um bom tempo pra chegar até lá, atravessando túneis a pé e tudo mais. Assistimos ao show, que era realmente tudo que diziam, pelo menos naquela época.

Terminado tudo começamos a caminhar pela praia, indo até o arpoador. Subimos numa elevação onde o pessoal nos ofereceu maconha, a qual eu declinei. Era uma noite legal, com aquele clima de ano novo. Começamos a voltar pelo Arpoador. Conversávamos sobre vários assuntos e eles iam mudando sem nenhum padrão. De repente, não lembro porque começamos a falar da Fernanda Montenegro. Meu amigo, que tem uma mania de saber de tudo e de todos, não deixou escapar aquela, e disse que já havia trabalhado na casa (ou apartamento, sei lá)... mas lembro bem dele ter dito algo como:

- AQUELA FILHA DA PUTA TEM UMA PISCINA ENORME!!!

O palavrão era só pra dar mais ênfase a história, e as letras maiúsculas, ao fato de que ele fala alto. Eu e a esposa dele ouvíamos por ouvir e continuávamos andando. Logo em seguida a ele ter dito isso, o cadarço do tênis da minha amiga desamarrou, e ela se sentou num banco ali, na praia do Arpoador, pra amarrar. Assim que ela sentou, passaram por nós Fernanda Montenegro e seu marido, que deviam estar pouquíssimos metros atrás de nós.

Ela e o marido passaram sem olhar para os lados ou para trás. Eu fiquei confuso por uns segundos. Apontei, mudo, mostrando aos dois quem eram. O meu amigo ficou estático, como se tivesse levado um soco, sei lá. Passado o espanto ficamos naquela de "Meu Deus! Nossa! Como Pode?".

Eu perguntei ao meu amigo se ele simplesmente não os tinha visto atrás de nós e começou a falar. Ele disse que não, e acredito, além de contar vantagem, ele é do tipo que não faria algo assim como fez sabendo que a pessoa estaria por perto. Mas ainda assim, era difícil de acreditar que estávamos ali, em pleno Arpoador na madrugada de ano novo e que ao dizer o nome da Fernanda Montenegro (ou fosse qualquer outro nome, até de uma pessoa que conhecêssemos e não fosse famosa, apenas nossa conhecida) ela simplesmente aparece em seguida. Sinistro.

Depois daquela fomos para casa, já tava na hora era de dormir.


Business

category2